Fotos da série: animais de espécies diferentes e que são amigos

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Paul McCartney distribui vídeo pró-vegetarianismo no Golden Globes

Por Lobo Pasolini (da Redação)

O ex-Beatle mostrou mais uma vez seu compromisso com a causa animal ao incluir na bolsa de presentes distribuída durante o Golden Globes, uma das maiores cerimônias da indústria do entretenimento, que aconteceu no último domingo (17) em Los Angeles, EUA, uma cópia do vídeo Glass Walls (Paredes de Vidro). No vídeo, McCartney revela os horrores da exploração de animais pela chamada indústria da comida. O trabalho foi produzido pela PETA (Pessoas Pelo Tratamento Ético dos Animais).

“Os animais criados em fazendas de produção e abatidos em matadouros sofrem de forma inimaginável. Eu espero que quando você vir a crueldade rotineira que faz parte da criação, transporte e morte de animais, você se junte aos milhões de pessoas que resolveram eliminar a carne de seus pratos – para sempre”, ele diz na apresentação do vídeo.

Assista a Glass Walls (em inglês):

Find out more at Meat.org.
Find out more at Meat.org.

Com informações de Ecorazzi

 http://www.anda.jor.br/?p=42310

O Inferno

Um homem, o seu cavalo e o seu cão iam por um caminho.

Quando passavam perto de uma árvore enorme, caiu um raio e os três morreram fulminados.

Mas o homem não se deu conta de que já tinha abandonado este mundo, e prosseguiu o seu caminho com os seus dois animais (às vezes os mortos andam um certo tempo antes de tomarem consciência da sua nova condição…)

O caminho era muito comprido e, colina acima, o Sol estava muito intenso; eles estavam suados e sedentos.

Numa curva do caminho viram um magnífico portal de mármore, que conduzia a uma praça pavimentada com portais de ouro.

O caminhante dirigiu-se ao homem que guardava a entrada e travou com ele, o seguinte diálogo:

– Bons dias.

– Bons dias – Respondeu o guardião.

– Como se chama este lugar tão lindo?

– Aqui é o céu.

– Que bom termos chegado ao Céu, porque estamos sedentos!

– Você pode entrar e beber quanta água queira. E o guardião apontou a fonte.

– Mas o meu cavalo e o meu cão também têm sede…

– Sinto muito – disse o guardião – mas aqui não é permitida a entrada de animais.

O homem levantou-se com grande desgosto, visto que tinha muitíssima sede, mas não pensava em beber sozinho.

Agradeceu ao guardião e seguiu adiante.

Depois de caminhar um bom pedaço de tempo encosta acima, já exaustos os três, chegaram a um outro sítio, cuja entrada estava assinalada por uma porta velha que dava para um caminho de terra ladeado por árvores…

À sombra de uma das árvores estava deitado um homem, com a cabeça tapada por um chapéu. Dormia, provavelmente.

– Bons dias – disse o caminhante.

O homem respondeu com um aceno.

– Temos muita sede, o meu cavalo, o meu cão e

– Há uma fonte no meio daquelas rochas – disse o homem apontando o lugar.

– Podeis beber toda a água que quiserdes.

O homem, o cavalo e o cão foram até à fonte e mataram a sua sede.

O caminhante voltou atrás, para agradecer

– Podeis voltar sempre que quiserdes – respondeu este.

– A propósito, como se chama este lugar? – perguntou o caminhante.

– O Céu? Mas, o guardião do portão de mármore disse-me que ali é que era o Céu!

– Ali não é o Céu, é o inferno – contradisse o guardião.

O caminhante ficou perplexo.

– Deverias proibir que utilizem o vosso nome . Essa informação falsa deve provocar grandes confusões! – advertiu o caminhante.

– De modo nenhum! – respondeu o guardião – na realidade, fazem-nos um grande favor, porque ficam ali todos os que são capazes de abandonar os seus melhores amigos…

Jamais abandones os teus verdadeiros Amigos, ainda que isso te traga inconvenientes pessoais.

Se eles se vêem a dar o seu amor e companhia, ficas em dívida para com eles:

“Nunca os abandones”.

Fazer um Amigo é uma Graça.

Ter um Amigo é um Dom.

Conservar um Amigo é uma Virtude.

Ser teu Amigo!

É uma Honra.

Autor: Paulo Coelho

Se eu não tivesse cachorros…

Eu poderia andar pelo jardim de pés descalços completamente a salvo de “minas terrestres”.

Todos os cantos, roupas, móveis e carro seriam livres de pelos.

Quando toca a campanhia, a casa não pareceria um canil.

Eu poderia deitar na cama  do jeito que bem entendo, sem pensar em quanto de espaço devo deixar para que um outro corpo fique confortavelmente deitado ali.

Eu teria dinheiro…. e não sentiria culpa em viajar.

As palavras mas comuns eu meu vocabulário não seriam: Vem, sai, senta, deita, não pula aí, não pula na visita.

Minha casa não pareceria uma creche com brinquedos por todo lado.

Meus bolsos não teriam coisas como, biscoitos caninos, sacos para recolher cocô e uma coleira extra.

Eu não teria tantas folhas DENTRO de casa como do lado de fora.

Eu não estranharia pessoas que pensam que ter um cachorro as prenderiam demais.

Eu não pensaria nas estações chuvosas como as estações da lama em casa.

Eu não teria que responder a pergunta: “Porque você tem cachorro?” vinda de pessoas que não tem/terão em suas vidas a alegria e a certeza que você é amado incondicionalmente por uma criatura que a mais próxima de um anjo que possa existir.
A.D.

Os amigos abandonados

No verão, quase dobra a quantidade de cães brasileiros que vão parar
nos abrigos ou nas ruas porque seus donos não os querem mais


Nathália Butti

Fotos Manoel Marques e Ernani d’Almeida
Tropa do bem
Fernandez (à dir. na foto) e seus voluntários: novos donos para 2 200 animais em seis anos.
A atriz Betty Gofman (à esq.) com um dos cães que recolheu: a cadelinha na poça de lama
partiu seu coração

Assim como agosto é chamado o mês do cachorro louco, o verão é a estação do cachorro abandonado. Muita gente viaja, não tem onde deixar o bicho e prefere abrir mão dele. A Sociedade União Internacional Protetora dos Animais (Suipa), que abriga 8 000 cães e gatos no Rio de Janeiro, costuma acolher em média quarenta animais abandonados por dia – no verão, o número sobe para sessenta. Calcula-se que haja no planeta 250 milhões de cães domésticos, 32 milhões deles no Brasil – a segunda maior população canina do mundo, atrás apenas da dos Estados Unidos. Além das férias, entre os motivos mais frequentes que levam muitos donos de cachorros a abandoná-los estão a mudança da família para uma casa menor, a perturbação causada pelos latidos e o desconhecimento do trabalho que dá criar um animal.

Lançar mão de entidades como a Suipa é a opção de muita gente que deseja renunciar ao seu bichinho, mas existem outros recursos menos convencionais – para não dizer cruéis. É comum que os cães sejam simplesmente largados nas ruas e estradas. Há quem lance mão de um truque desonesto: levar o cachorro ao pet shop, para tomar banho, e não voltar para recolhê-lo. Cansados de receber calotes desse tipo, há três meses os proprietários do Pet Center Marginal, em São Paulo, passaram a exigir a apresentação de identidade dos clientes. Dessa forma, podem rastreá-los caso desapareçam. “As pessoas traziam o animal aqui para banho ou tosa e nunca mais vinham buscá-lo”, conta Valéria Bento, gerente do estabelecimento.

Para o cão, o abandono por parte do dono é uma experiência devastadora, da qual ele dificilmente se recupera. Os cachorros, como seus ancestrais, os lobos, são programados pela evolução para seguir o líder da matilha. No caso dos cães de estimação, esse líder é o dono – sem ele, o animal fica desorientado e perde suas referências. Muitos recusam comida, entram em depressão e chegam a morrer de tristeza. “Quando o cão tem um líder e o perde, vive uma eterna busca para obtê-lo de volta”, diz Hannelore Fuchs, veterinária e psicóloga de animais, de São Paulo. A única forma de reverter a carência e a aflição dos cães abandonados é encontrar-lhes um novo dono. Esse é o papel dos autodenominados protetores independentes, pessoas que, sem o apoio de instituições, recolhem cachorros das ruas, dão abrigo, alimento e vacina aos bichinhos e depois correm atrás de um novo lar para eles.

A atriz carioca Betty Gofman é uma das pessoas engajadas nessa causa. Três anos atrás, ela viu uma cadelinha em meio a uma poça de lama na estrada. Sentiu pena, mas passou reto. Quando decidiu voltar para resgatá-la, soube que havia sido atropelada. A experiência fez com que começasse a recolher animais abandonados nas ruas. “Tenho um acordo com meu marido de pegarmos, no máximo, dois cachorros ou gatos por vez. Nos últimos três anos, já consegui lar para mais de 100 animais e fico com eles o tempo que for preciso”, conta Betty, que tem seis animais de estimação permanentes. O trabalho do biólogo Lito Fernandez, de São Paulo, tomou proporções ainda maiores. Depois de encher a casa de animais – já chegou a ter oitenta bichos juntos e a contratar pessoas para ajudá-lo na manutenção –, ele organizou o Projeto Natureza em Forma, que promove a adoção de animais abandonados. O projeto funciona há seis anos, conta com 25 voluntários e já conseguiu lar para 2.200 cães. Fernandez recolhe os animais no Centro de Controle de Zoonoses e os leva a feiras e eventos onde possa haver pessoas interessadas em adotá-los.

Um fator que colabora para elevar o número de cães abandonados é que, de tempos em tempos, torna-se moda possuir um animal de determinada raça. Desde que a collie Lassie fez sua estreia nas telas de cinema, em 1943, basta uma raça ganhar os holofotes para que a procura por seus espécimes aumente (veja o quadro abaixo). Passado o modismo, muitos donos não querem mais saber de exibir o animal, ou acham que ele dá muito trabalho. Há três anos, o empresário paulista Marcelo Januário leu o best-seller Marley & Eu, do americano John Grogan, em que os protagonistas são um labrador e seu dono, e se entusiasmou com a ideia de comprar um cão da mesma raça. Pagou 630 reais por um filhote de fêmea, mas, dois anos depois, precisou doar o animal. “Ela passava muito tempo sozinha, então comia desde sapatos até o controle remoto, destruiu o sofá e latia a noite toda. Eu a adorava, mas não tinha noção do trabalho que dava”, explica Januário.

Para estimular a posse responsável de animais e diminuir o abandono de cães nas ruas e abrigos, há dois anos o governo suíço promulgou uma lei curiosa. Quem compra um cachorro, além de registrá-lo, precisa fazer um curso que envolve teoria (necessidades e desejos dos animais) e prática (situações que podem acontecer durante um passeio com o animal, por exemplo). Abandonar o melhor amigo do homem não é hábito só dos brasileiros.

http://veja.abril.com.br/200110/amigos-abandonados-p-100.shtml

Padre reza missa com cão de estimação em igreja nos EUA

Segundo ele, fiéis não se queixaram da presença do animal.

Igreja fica na cidade de St. Louis, no estado do Missouri.

Do G1, em São Paulo

Um padre de uma igreja católica de St. Louis, no estado do Missouri (EUA), reza as missas diariamente com a presença de seu cão de estimação chamado ‘Elijah’.

O padre contou que perguntou para os fiéis se poderia levar o animal para a missa, mas, até agora, ninguém se queixou da presença do cão da raça Border Collie.

(Foto: Whitney Curtis/AP)

http://g1.globo.com/Noticias/PlanetaBizarro/0,,MUL1449091-6091,00.html