ABANDONO DE ANIMAIS: UMA SOLUÇÃO PARA O PROBLEMA QUE PARECE NÃO TER FIM

A quantidade de bichinhos abandonados nas ruas do Brasil é enorme, e isso porque grande parte da população que tem um pet acaba desistindo e os deixando largados em qualquer esquina. Os motivos para abandonar um animal indefeso sozinho pelas ruas pode variar, seja o ato de fazer necessidades em lugares inapropriados, soltar uma grade quantidade de pelos ou até mesmo por crescer mais do que esperado pelo Por conta desse tipo de pessoa, a tendência do número de animais de rua crescer é cada vez maior, sendo estes em sua maioria gatos e cachorros. Mas, o que não explica essa atitude, é que antes de qualquer pessoa adotar ou comprar um bichinho, ela fica ciente do comportamento do animal, de que ele irá brincar, crescer, dormir e fazer necessidades, por isso, é sempre reforçado que antes de levar o animal embora, seja perguntado sobre a estrutura e disponibilidade para cuidado dele.

Segundo estatísticas da Organização Mundial de Saúde, existem cerca de 20 milhões de gatos e cachorros de rua no Brasil. Estima-se que eles vivam em média dois anos, dependendo muito se está recebendo os itens básicos para sobreviver, essencialmente água e comida. Além de sofrer traumas devido ao abandono, o bichinho também poderá sofrer agressões, logo a pessoa que abandonar um animal estará cometendo o crime, previsto em lei, no artigo 3º do Decreto Federal 24.645/34, que considera o abandono como um dos exemplos de maus tratos, assim como, manter preso, espancar, mutilar, explorar, entre outros. Diante de atos de abandono ou violência, faça sua parte e denuncie a situação à polícia.

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Caso você realmente queira um animal de estimação, uma solução bem viável para amenizar a população de animais de rua, é a adoção dos bichinhos abandonados. Mas, antes mesmo de pensar em levá-lo para casa, verique se terá as condições de cuidar e prover uma boa vida à esses peludos que merecem nossa atenção e talvez já tenham passado por um grande trauma, procurando agora um cantinho para ser feliz.

Fonte: Oficial Brandabandono

Fonte Imagens: Irmão Animal, Pinterest, Ajudar Animais e Eu Quero Ajudar Curitiba
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Qual a maneira correta de alimentar seu bichanos? Dicas de manejo dietético para gatos!

Estepost faz parte da série

Texto gentilmente escrito com exclusividade para o Mãe de Cachorro pela médica veterinária, editora do site Cachorro Verde, Sylvia Angélico.

  • EXCLUSIVO: Prefira comedouros e bebedouros de inox ou de vidro. Os de alumínio podem liberar esse metal na comida ao longo do tempo, o que é potencialmente prejudicial à saúde. E os de plástico estão associados à acne na face dos felinos.
  • Distribua pontos de água fresca (se possível, filtrada, para redução da ingestão de metais pesados), pela casa para estimular a ingestão hídrica. Bebedouros do tipo “fonte”, que circulam a água sem parar, costumam atrair os bichanos.
  • Se optar por oferecer ração seca, prefira pacotes menores aos maiores. Sim, a economia é considerável comprando sacos grandes, mas o abre-e-fecha constante causa oxidação das gorduras que foram borrifadas nos grânulos, os expõe à luz (o que degrada substâncias) e favorece a proliferação de bactérias e fungos.
  • Pior ainda é conservar a ração seca em recipientes transparentes, por conta da constante exposição à luz. Mantenha a ração na embalagem (elas são projetadas para conservar melhor o produto), bem lacradas, sem ar e usando vários prendedores de roupa para fechá-la.
  • Não deixe ração seca à vontade. Procure estabelecer horários, se for possível. Comer à vontade leva os gatos ao sobrepeso e contamina a ração com saliva, além de atrair formigas.
  • Não compre ração à granel, por todos os motivos citados acima (exposição contínua ao ar, à luz, às mãos das pessoas…).
  • Não alimente seu gato com ração para cães. Em geral, elas não apresentam o elevado teor protéico que o organismo felino requer, muitas não contêm taurina em quantidade suficiente e podem ser pobres em arginina, niacina, vitamina A, ácido araquidônico e ômegas-3 de origem animal.
  • Evite oferecer “porcarias” ao seu bichano, como pedaços de pão branco, de doces, bolos, borda de pizza, bolacha. Isso só tornará a preferência gustativa dele mais seletiva, o predisporá a males dentários, além de obesidade e outros problemas metabólicos.
  • Petiscos industrializados também merecem ser analisados. Evite produtos com corantes, com os conservadores citados no post “Como escolher a melhor ração para o meu gato? – Parte 1”, com ingredientes majoritariamente vegetais e muito calóricos. Na verdade, o ideal seria não oferecer petiscos comerciais, uma vez que são dispensáveis econtribuem pouco nutricionalmente, quando não fazem mal.

Mais observações pertinentes:

  • Há pessoas que se queixam da consistência e odores das fezes dos gatos que passam a receber ração em lata. É verdade que nem todo gato se adapta a esse tipo de alimentação. Cada organismo é único. Portanto, além de todas essas dicas e orientações gerais, é importante pestar atenção à reação do seu gato à dieta. Qual tipo/marca de ração reduz mais a queda de pelos? Deixa-os mais brilhantes? Engorda mais? Deixa as fezes mais bem formadas? E o xixi menos concentrado? Os dentes mais limpos? E por aí vai. Vou citar o exemplo da “ovelha negra” de minha família, meu Persa, o Arthur, que é um comedor de ração (todos os demais bichos da casa comem Alimentação Natural caseira). Arthur comia ração de categoria Super Premium e estava bem, mas vivia com secreções escuras ao redor dos olhos. Com a introdução da Alimentação Natural caseira, essas manchas sumiram e pelagem ficou enorme e de coloração vibrante. Mas, cerca de 1 ano e meio depois, passou a rejeitar a dieta crua, o que me fez introduzir ração úmida de lata. Ele adorava e a saúde não declinou muito. Caíam mais pelos e a pelagem adquiriu um tom menos vibrante. Só. Depois de alguns meses, o bendito não queria mais saber da ração em lata. Aí não teve jeito, parti para uma ração Super Premium seca. De início, comia avidamente, agora já parece ter começado a enjoar. Mas ainda come. Está um pouco magro, seus olhos voltaram a lacrimejar bastante (a ponto de formar uma crosta marrom-escura), o pelo cai bastante, a pelagem reduziu de volume, os ouvidos vira e mexe apresentam um pouco de cerúmen e ele se tornou muito mais sensível à infestação de pulgas. Mas as fezes estão ótimas. Então, a experiência toda é muito pessoal…
  • Não podemos esquecer que o sucesso de um novo alimento está diretamente relacionado a uma adaptação bem gradativa. Do contrário, o aparelho gastrintestinal pode se revoltar e provocar vômitos, diarreia, gases etc.
  • Você tem um filhote de gato? Aproveite e ofereça a ele vários alimentos naturais! É nessa breve fase que os gatos adquirem hábitos alimentares que via de regra os acompanham por toda a sua longa vida. Depois de adultos, é muito mais difícil fazer com que aceitem alimentos diferentes, dietas caseiras – que podem ser benéficas para o controle de quadros de saúde. Ofereça carnes cruas, vísceras, peixes, vegetais crus ou cozidos pobres em amido picadinhos ou triturados, folhas verde-escuras bem picadinhas, lombo suíno, um pouquinho de levedo de cerveja em pó, um pouco de batata cozida com casca amassadinha, um pouco de arroz integral cozido bem molinho, iogurte natural, pescoço de frango cru moído ou cortado em rodelas, ovos crus e cozidos, pés e cabeças (sem bico) de frango crus (ossos de frango só são seguros quando crus) para ele roerocasionalmente – e assim limpar os próprios dentes. Se empolgue oferecendo junto à ração alimentos saudáveis e você terá um bichano que aceitará facilmente uma dieta caseira balanceada (aqui um exemplo da cruahttp://www.cachorroverde.com.br/an_guia_gatos.pdf e das cozidas: http://www.cachorroverde.com.br/gatocozida.php) ou, no mínimo, terá a lucrar com a adição de um pouco de alimentos naturais à sua ração seca ou úmida.
  • “E se eu quiser misturar ração seca e ração de lata”? Se seu gato estiver saudável (consulte o veterinário) e aceitar bem o mix, não vejo mal algum em princípio. Afinal, ambas são consideradas completas e balanceadas. Acredito até (minha opinião) que assim será mais saudável do que oferecer exclusivamente a ração seca. E poderá melhorar a consistência das fezes, caso seu gato faça cocô amolecido comendo só dieta úmida. Só não se esqueça de realizar uma transição beeeeem gradativa, para evitar revertérios.
  • Finalmente, fique de olho nas novidades que têm surgido no mercado de petfood brasileiro. Em breve, haverá porções de dieta cozida congelada para gatos e também rações secas destituídas de grãos, com formulação mais carnívora do que onívora.

Texto gentilmente escrito com exclusividade para o Mãe de Cachorro pela médica veterinária, editora do site Cachorro Verde, Sylvia Angélico.

 

Fonte: http://www.maedecachorro.com.br/2011/11/como-escolher-a-melhor-rao-para-o-meu-gato-parte-1/

 

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Como escolher a melhor ração para o meu gato? – Parte 2

Posted: 08 Nov 2011 02:13 AM PST

Texto gentilmente escrito com exclusividade pela médica veterinária, editora do site Cachorro Verde, Sylvia Angélico.

Leia também: Como escolher a melhor ração para o meu gato? – Parte 1

EXCLUSIVO: Existe muita desinformação a respeito das dietas úmidas para gatos. Muitos pré-conceitos. Fora do Brasil, rações úmidas para gatos são tidas como as melhores opções. Mas por aqui ainda são um tabu danado.

Prós das dietas úmidas de lata (não as de sachês):

· Saciam os gatos (pelo elevado teor de umidade, chegando a 84%; contra 10-12% de água das rações secas) fornecendo menos calorias. Pra se ter uma idéia, 1kg de ração seca Super Premium para gatos adultos pode conter 4.000 calorias! É muito para os bichanos que em geral vivem em ambientes cada vez menores e comem à vontade. Não é à toa que há tantos gatos acima do peso e morbidamente obesos. (Aliás, descubra se seu felino está de bem com a balança, comparando-o a essa tabela ilustrada: http://tinyurl.com/62nlu67 ).

· Não têm conservadores, uma vez que são fechadas à vácuo. Tanto que elas estragam – o que é bom sinal, alimentos devem estragar, o anormal é durarem 1 ou 2 anos fora da geladeira…

· Para conseguirem produzir o grânulo (“bolinha”) de ração, os fabricantes em geral empregam bastante amido. Por estar na forma de “patê”, as rações de lata contêm menos amido e maior teor de proteínas e de gorduras de origem animal. Mas é preciso conhecer um segredinho para interpretar corretamente os rótulos das latas. Lá estará descrito: “contém 8-10% de proteína bruta na matéria natural”, o que fará você achar esses níveis uma miséria. Mas a questão é que é preciso descontar o teor de água presente nessas rações. Quer ver? Supondo que em 100 gramas de ração de lata, haja 80% de água.Se descontarmos os 80 gramas de água, sobram 20 gramas de matéria seca (a parte desidratada da ração), que é onde estão os nutrientes. A presença de água é o que diferencia a matéria natural (com água) da seca (sem água). E é em cima desses desses 20 gramas de matéria seca que você deve calcular os valores de proteína. Se descontarmos os 80% de água, os 10% de proteína da matéria natural, se tornam 10 gramas na matéria seca. Dez gramas equivale a metade de 20 gramas. Ou seja, uma ração de lata que contenha 80% de água e 10% de proteína bruta na matéria natural, na verdade contém 50% de proteína na matéria seca.

· Mais carnes, vísceras e gordura animal na fórmula é sinônimo de dieta mais adequada ao carnivorismo felino, o que ajuda a prevenir o diabetes (por provocar menos picos glicêmicos), a obesidade (pela menor ingestão calórica e de amido), as alergias causadas por conservadores e/ou subprodutos de milho ou soja e, por conseqüência, a temível lipidose hepática.

· O fato da ração em lata conter até cerca de 80% de umidade pode dar entender que estamos pagando muito caro por… água. Mas, para os bichanos, obter água ingerindo o alimento é muito mais fisiológico. Nossos gatos descendem de pequenos felinos do deserto africano que, sem acesso regular a fontes hídricas, evoluíram para aproveitar os 60-70% de água naturalmente presente nos corpos das presas. E essa adaptação não mudou significativamente no gato doméstico. Estudos indicam que gatos alimentados exclusivamente com rações secas não percebem que estão desidratados com a mesma eficiência com que os cães percebem. Ou seja, é possível que felinos que vivem à base de grânulos não ingiram água em volume suficiente para compensar a falta de umidade da ração seca. Esta é uma das teorias que explicaria a elevada prevalência de doenças crônicas do trato urinário inferior nos gatos de hoje em dia. Não acredita? Faça o teste: ofereça ração de lata ao gato e veja uma redução drástica na procura por água. Reinstitua a ração seca e observe o bichano aumentar o consumo de água.

· A água da ração de lata tem mais uma vantagem interessante, descoberta há pouco tempo. Ela aumenta a digestibilidade da ração! Faz sentido, afinal, o gato evoluiu – ao longo de milênios – para ingerir simultaneamente água + alimento.

· Possibilidade de variar a matéria-prima da dieta é outra vantagem. Ao contrário das rações secas, que em geral se apresentam nas versões “carne” e “peixe”, as rações de lata permitem que se varie a matéria-prima dafórmula. Há latas com atum, carne bovina, frango, peru e até de carne e um pouco de legumes. Variar a matéria-prima aumenta o aporte de nutrientes e elementos diferentes, tornando menos provável a carência ou excesso de substâncias.

· Por conterem elevado teor de carnes e gordura, agradam naturalmente ao paladar dos gatos. Todavia, as rações secas empregam flavorizantes (“cheirinhos e sabores”), que são verdadeiros segredos industriais e que parecem deixar os gatos viciados. Isso pode dificultar a transição para uma ração úmida, que muitas vezes não contém esse aditivo.

· Por não incluírem grãos (ou os conterem em baixa quantidade), as rações de lata estão menos sujeitas à contaminação por micotoxinas – perigosas toxinas produzidas por fungos que acometem cerca de 25% da nossa produção de soja e de milho. As micotoxinas podem causar ao longo do tempo danos ao sistema reprodutivo, imunológico e hepático.

· Como não sofrem o processamento industrial da extrusão (que cria as “bolinhas” das rações secas), a biodisponibilidade (grau de aproveitamento) das fontes de proteína empregadas é teoricamente superior.

Contras das dietas úmidas de lata (não as de sachês):

· A grande crítica às rações de lata é a suposição de que causam mais “tártaro” nos gatos, por serem molinhas e úmidas. Mas a verdade é que a maioria dos gatos comem ração seca e mesmo assim desenvolvem doença periodontal. Na verdade, alguns veterinários acreditam que a presença de amido (abundante nas rações secas convencionais) é justamente um fatores predisponentes, pela fermentação do amido na boca. E se engana quem pensa que o gato mastiga adequadamente os grânulos de ração seca. No máximo, quebram algumas “bolinhas” com os molares e mandam pra dentro. Quem já viu regurgitação de gato, observou que a ração seca foi devolvida do mesmo jeito que entrou: inteirinha. Essa quebradinha com os molares não é suficiente para limpar os dentes. Portanto, quando a questão é essa, creio que dá empate. Até porque entram mais fatores predisponentes ao acúmulo de “tártaro”: genética, pH da saliva, distribuição dos dentes, imunidade, número de gatos na casa etc.

· Não são práticas. As rações de lata requerem refrigeração e se mantêm frescas por no máximo alguns dias. O ideal, para que não percam sabor e odor atraentes ao gato é que, uma vez abertas, sejam conservadas em recipientes tampados e não na lata. Até por que a lata, por ser de metal, pode liberar substâncias prejudiciais à saúde dos gatos.

· Não são ecológicas. Contorne isso, lavando bem as latas e descartando-as corretamente, para reciclagem.

· Desvantagem que encaro uma vantagem: por não conterem conservadores (ou conterem pouco), é preciso restringir as refeições a determinados horários. Não dá pra encher a vasilha com ração úmida e largar lá o dia todo. Ela vai estragar, perder seus atrativos, ressecar, atrair moscas. Restringir horários de alimentação para os gatos não é um mau hábito. Eles não precisam ter comida à vontade, como muita gente pensa. Podem perfeitamente se adaptar a duas ou três refeições ao dia. Deixar de oferecer ração à vontade contribui significativamente para a prevenção ou controle da obesidade. Claro, no começo, eles miam, protestam, querem o buffet livre de volta. Mas depois se acostumam.

· A camada de gordura gelatinosa que se acumula no topo da ração úmida. Essa porção deve ser desprezada, ou então, bem misturada à ração. Gatos consomem presas magras (ratos, aves, répteis). A primeira colherada de uma lata recém-aberta pode consistir de gordura pura, o que não é nada bom.

Rações de sachê:
Dessas, particularmente, não gosto muito. Me parecem grânulos boiando em um caldo. Contêm maior teor de carboidratos (farinha de trigo) quando comparadas às de lata. E na embalagem dos saches indica-se servir quatro unidades por dia – o que encarece muito a dieta.

Fazendo um apanhado geral, uma dieta comercial adequada para as particularidades de um felino saudável deve ter:

· Elevado teor de proteína e gordura bruta (extrato etéreo): pelo menos acima de 28% para a proteína)

· Composição que prioriza alimentos de origem animal

· Baixo teor de amido (carboidratos). Infelizmente o % de carboidrato não é informado no rótulo, uma vez que carboidratos não são elementos necessários às dietas felinas e caninas… Para descobrir o valor de carboidrato contido em uma ração é preciso descontar os valores de umidade, de proteína bruta, de extrato etéreo, de fibras, de matéria mineral etc., o que dificulta a tarefa.

· Umidade vai muito bem. Estimula o gato a urinar mais diluidamente, aumenta a digestibilidade do alimento e sacia sem fornecer calorias em excesso.

· Ausência de corantes (vermelho, azul, amarelo etc.)

· De preferência, conservadores naturais (óleo de alecrim, tocoferóis), ao invés de BHT, BHA, propilenoglicol ou etoxiquina.

·Rações – tanto secas quanto úmidas – mas principalmente as secas – podem ser enriquecidas com pedacinhos de alimentos naturais nutricionalmente valiosos aos gatos.

Sobre como suplementar e enriquecer rações, leia:

LEMBRE-SE: não podemos dar cebola nem alho aos gatos, nem temperar alimentos com cebola e muito menos oferecer papinhas comerciais para bebés, que são muito salgadas e podem conter cebolas. Mesmo uma quantidade pequena de cebola e de alho pode causar anemia grave nos gatos (já o alho para cães é um ótimo suplemento em pequenas quantidades, sempre cru e picadinho, ajudando a mantê-los mais saudáveis e livres de parasitos internos e externos, entre outros benefícios).

Texto gentilmente escrito com exclusividade pela médica veterinária, editora do site Cachorro Verde, Sylvia Angélico.

 

PRÓXIMO POST: Qual a maneira correta de alimentar seu bichanos? Dicas de manejo dietético para gatos!

 

Fonte: http://www.maedecachorro.com.br/2011/11/como-escolher-a-melhor-rao-para-o-meu-gato-parte-2/

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Remédio Natural para Cinomose

Remédio natural e infalível contra cinomose

Acredite seu cãozinho pode ser salvo até no estagio alto da doença “quando caido,sem comer,e começando a evacuar aquele sangue fedido”.

Faça um suco de quiabo com agua ou leite batido no liquidificador:

Uns 6 a 8 quiabos com uns 600ml de agua ou de leite.

Bata bem batido.

Abra a boca do cãozinho e despeje garganta á dentro delicadamente o quanto mais for possivel do suco. Faça isso umas 2 ou 3 vezes ao dia.Garanto logo ele levanta com uma fome de leão e logo vc o vera todo serelepe(animadissi mo).

Ajude-me a divulgar esse remédio pra outras pessoas, seria tão bom se todos que gostam de cães jamais perdessem seu amiguinhos dessa doença…tendo um remédio tão simples e tão eficiente.

Obrigada!

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Obs: Receita Caseira testada pela protetora que enviou e curou seu cãozinho. Alertamos, é  indispensável que  aja o acompanhamento do veterinário em todos os casos.

Todos os animais merecem o Céu

Escrito por Érika Silveira

Entrevista exclusiva com Dr. Marcel Benedeti, sobre o destino espiritual dos animais
Este foi o título escolhido pelo autor e veterinário Marcel Benedeti para o livro que relata a reencarnação dos animais, a eutanásia, o sofrimento como forma de evolução desses seres, a existência de colônias que cuidam dos animais no plano espiritual e outras questões importantes.
A obra foi uma das premiadas no Concurso Literário Espírita João Castardelli 2003-2004, promovido pela Fundação Espírita André Luiz. Esse foi o primeiro livro do autor que se especializou em homeopatia para animais e conheceu a doutrina espírita na época em que cursava a faculdade, apesar de sua mediunidade ter se manifestado muito antes desse período. Marcel relata que quando trabalhava em uma livraria e se preparava para prestar vestibular, em um dia de pouco movimento, foi para a parte de baixo da loja estudar e notou que estava sendo observado por um senhor. Resolveu perguntar se o senhor desejava alguma coisa e ele lhe respondeu que só estava achando interessante ele estudar, então explicou que queria passar no vestibular de veterinária e o velhinho disse que não se preocupasse porque passaria. Previu também outros fatos que aconteceriam.
Em seguida se despediu dizendo que se veriam depois. Após alguns instantes comentou com seu colega de trabalho que tinha achado aquele homem esquisito por fazer previsões do futuro. O colega disse que não havia entrado ninguém na livraria, foi então que se deu conta de que se tratava de um espírito. Este mais tarde é que lhe ditaria o livro.
O tema da obra fez tanto sucesso que se transformou também em programa de rádio. Nossos irmãos animais vai ao ar toda quarta-feira, às 13h na Rede Boa Nova. Com apresentação de Ana Gaspar, Maria Tereza Soberanski e Marnel Benedeti.

Como o livro foi escrito?
Escrevi o livro em menos de um mês, durante os intervalos das consultas, mas o espírito que ditou não quis se identificar. As cenas foram surgindo em uma tela mental e ao mesmo tempo um espírito narrava os episódios. Outras vezes, não havia imagem, apenas a narrativa; nesses momentos se tornava mais difícil. Apesar de achar o livro maravilhoso, não acreditava que alguma editora pudesse se interessar pelo assunto. Mas certo dia estava ouvindo a rádio Boa Nova quando anunciaram o concurso literário espírita. Resolvi participar e acabei ganhando o concurso 2003-2004 e editando o livro pela editora Mundo Maior.

O que o livro acrescentar para os veterinários e pessoas que possuem animais?
Se as pessoas não tiverem a visão espiritual em relação aos animais, que eles tem espírito e sentimentos vão continuar tratando esses seres como objetos, como era há pouco tempo atrás. Essa onda de conscientização é recente.
Entramos na questão também de comer carne; cada um tem que perceber o que está fazendo. Eu mesmo comia carne e parei para pensar porque comia, se meu corpo recusava, me fazia mal… Mas quando comecei a lembrar as descrições feitas no livro a respeito do matadouro, passei a sentir repugnância da carne.

Sendo veterinário e espírita, como analisa a questão da eutanásia?
O ser humano tem o carma, o animal não. O animal tem consciência, mas muito mais restrita, em relação ao ser humano. Ele segue muito mais os seus instintos.
Então, como não tem carma, a eutanásia deve ser o último recurso utilizado; o veterinário deve fazer todo o possível para salvá-lo.
Se o animal estiver sofrendo muito e não existir outra maneira, o plano espiritual não condena, porque é um aprendizado tanto para o animal quanto para o dono que precisa tomar a decisão.

Os animais reencarnam?
Há um capítulo no livro que explica como ocorre a reencarnação dos animais. Este descreve que cada espécie de animal leva um tempo para reencarnar, mas por possuírem o livre-arbítrio ainda muito restrito, uma comissão avalia as fichas dos animais e estabelece o ambiente que deverão nascer e a espécie.

Como o conhecimento espiritual pode ajudar o veterinário no trato com os animais?
O veterinário, em geral, por natureza, mesmo não sabendo já é espiritualizado, pelo fato de gostar de animais e querer salvar a vida deles. Quando o veterinário adquire consciência de que o animal não é um objeto e sim um ser espiritual, que possui inteligência e sentimento, muda o seu ponto de visa, passa a enxergar os fatos de uma forma mais ampla. Com certeza se mais veterinários tivessem um conhecimento espiritual, o tratamento em relação aos animais seria melhor.

Como é aplicada a homeopatia para animais?
No Brasil, a homeopatia ainda é pouco aplicada nos animais porque muitos acham que não funciona. Só utilizo a homeopatia quando o dono do animal permite e, em casos mais graves, a homeopatia entra como terapia complementar, porque demora um pouco mais para trazer resultado e alguns casos são urgentes.
O uso da homeopatia é igual tanto para pessoas quanto para animais. A única diferença é que o animal não fala, então o dono precisa ser um bom observador para relatar a personalidade do animal para o veterinário, e muitas vezes, não possui as informações necessárias para um diagnóstico mais preciso. Pergunto, por exemplo, se o animal gosta de quente ou frio, do verão ou do inverno, a posição em que dorme, entre outras perguntas do gênero.
Tive o caso, de um gato com câncer e que em decorrência da doença estava com o rosto deformado. Como tratamento ele melhorou 70%. Só não foi melhor porque esse gato saia e demorava a voltar e com isso interrompia o tratamento. Cuidei também de um cachorro com problema de comportamento muito; agressivo. O animal, depois de 10 dias, parecia outro, muito mais calmo. Utilizo também florais para animais em casos emocionais. Se nós equilibramos emocional, o organismo ganha condições combater as bactérias.

E os próximos livros?
Já tenho na editora outro livro em análise que tem o título: Todos os animais são nossos irmãos. E já estou escrevendo o terceiro. Pelas informações que recebi do plano espiritual, serão seis livros.

Entrevista publicada na Revista Cristã de Espiritismo, ed. 29, em 2004.
Dr. Marcel Benedeti desencarnou em fevereiro de 2010.

Cadela poodle adota esquilos nos EUA

Filhotes ficaram sem casa depois que árvore foi derrubada.
Cachorra da Carolina do Norte, que ainda tinha leite, acolheu-os.
Do G1, com AP


Três bebês esquilos são amamentados por Pixie, uma cachorrinha poodle de Henderson, no estado americano da Carolina do Norte. Gail Latta, dona da cadela, disse que os três filhotes ficaram sem casa depois que a árvore em que eles viviam foi derrubada. (Foto: AP)


Pixie ainda tinha leite depois de ter amamentado sua primeira ninhada de filhotes, poucos meses atrás. Depois de cinco semanas, os esquilos foram levados a um centro de animais, que vai continuar cuidando deles até que eles possam ser devolvidos à liberdade. (Foto: AP) (Foto: AP)

Papinha Milagrosa P/ Nossos Peludinhos

Essa receita tem salvo muitos bbs com inapetência (falta de apetite), erliquia, babesia, anemia, e outras doenças.

Ingredientes:

Fígado, coração e músculo de boi (200 gr de cada), inhame (1 inteiro de bom tamanho), beterraba (1/2 média) e cenoura (1 média). Cozinhar com uma pitada de sal e bater no liquidificador em consistência de purê.

Misturar esse patê com a ração. Se seu cão não come ração, misture com arroz.
Não se assuste se o coco sair avermelhado, é por conta da beterraba.
Sei, de casos de cães que se recuperaram em uma semana comendo a papinha.

Outros que engordaram quase 2kg em 20 dias.
Vamos divulgar para ajudar o máximo de cães.

SEPDA – Castração RJ

Prezados (as) protetores (as),
conforme havíamos informado em comunicado anterior, o Programa Bicho Rio está passando por mudanças. Por isso, após pedidos de protetores de diversas localidades, fizemos ajustes no sistema de agendamento para esterilização.
A partir do dia 14 de janeiro de 2010,  o protetor (a) deverá agendar suas vagas diretamente com os agentes administrativos de cada centro de esterilização. Ou seja, se desejar agendar as cirurgias no centro da Praça Seca, deverá ligar diretamente para lá.
Segue abaixo os nomes dos agentes e respectivos telefones de cada centro de esterilização:
Bonsucesso – Danielle – 21 9366-3336
Coelho Neto – Caroline – 21 9496-9452
Realengo – Marcos – 21 9496-9455
Largo do Machado – Kelly – 21 9496-9451
Praça Seca – Aila – 21 9496-9454
O centro do Campo de Santana terá agendamento em todos os dias da semana, a partir das 9h, pelo telefone 21 2293-6518, diretamente com a Dra. Luciana.
Qualquer dúvida, favor telefonar para: 21 2292-6516 e 21 2273-2816.
Att,
Clarisse Chalréo – Imprensa
Comunicação SEPDA
Secretaria Especial de Promoção e Defesa dos Animais
Rua Afonso Cavalcanti, 455 – Sala 348.
Rio de Janeiro
Tel.: 21 2292-6516 /21 2273-2816

Um velho companheiro

Sem raça definida o cão vira-lata brasileiro é autônomo, simpático, inteligente e versátil – e teve papel fundamental na história da colonização do país.

Por Evaristo Eduardo de Miranda
Foto de Rodrigo Baleia
Um velho companheiroO cachorro trouxe nova realidade para a vida nativa brasileira. Na Amazônia, os vira-latas vivem em cumplicidade com crianças caboclas. São úteis na caça e seus latidos denunciam a presença de estranhos.

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Durante centenas de milhares de anos, o sono dos seres humanos foi leve e conturbado. Animais selvagens, predadores, grupos inimigos e ameaças de todo tipo impediam qualquer pessoa de dormir profundamente. Era preciso estar vigilante. Nossas noites começaram a ser tranquilas graças ao cachorro. A domesticação progressiva dos cães, com sua excepcional capacidade de detectar intrusos pelo ruído e pelo olfato, latindo e dando sinal nas proximidades do acampamento humano, foi uma enorme mudança na vida cotidiana. Comparável à descoberta do fogo.

A habilidade de fazer fogo foi uma das maiores conquistas tecnológicas da humanidade. Permitiu o aquecimento, a iluminação; trouxe conforto e novas técnicas, como o cozimento dos alimentos, a cerâmica, a metalurgia e tantos outros avanços. A domesticação do cachorro foi, talvez, o segundo de nossos maiores êxitos. Hoje o cão é encontrado em todo o mundo como animal doméstico. Impossível, em nossos dias, uma sociedade humana sem fogo e sem cachorro.

O cão é um mamífero carnívoro da família dos canídeos. Seu nome científico é Canis familiaris, e a espécie descende de populações selvagens do lobo eurasiático (Canis lupus). Todo o cão, independentemente de raça, é descendente longínquo dos lobos selvagens e primo da raposa. O menor dos cachorros, como esses que algumas senhoras levam dentro da bolsa, é descendente do lobo. Durante muito tempo acreditou-se que o homem domesticara o lobo, recuperando e criando seus filhotes. Hoje as pesquisas indicam quase o contrário. Foi o cachorro quem, de certa forma, domesticou os seres humanos, acompanhando-os de longe, persistindo, convencendo-os de sua utilidade e colocando-os a seu serviço.

Um pouco como as hienas fazem com os leões e outros predadores, determinados tipos de lobo seguiam os deslocamentos humanos a distância. Sempre prontos a recuperar resíduos alimentares, como ossos, ligamentos e restos com um pouco de gordura e carne. Nômades, os caçadores-coletores primitivos eram comedores de carniça, assim como os lobos. Com o tempo, os seres humanos também seguiam e observavam os mesmos lobos para detectar uma presa ou carniça. Para esses animais, era um ótimo negócio compartilhar uma carniça ou caça com os seres humanos, que apresentavam armas, cada vez mais sofisticadas, para obtê-la e defendê-la de outros predadores.

A competência em dar sinal em caso da chegada de intrusos permitiu e garantiu a permanência desses animais dos acampamentos humanos. Uma interdependência estava criada. Trouxemos os filhotes para dentro de nossas cavernas e cabanas. E imaginamos o simétrico: mitos e histórias em que lobos amamentam, por exemplo, os fundadores de Roma ou Mogli, o menino-lobo (sem falar no lobisomem).

Com essa proximidade, começamos a compartilhar comida e doenças, ócio e trabalho, inimigos e ameaças. Os seres humanos puderam, enfim, dormir. Relaxar. Entrar num estágio de sono profundo, confiando sua noite e seus sonhos ao aguçado olfato e à audição superior dos companheiros cachorros. Faz pouco tempo: menos de 20 mil anos de bons sonhos contra centenas de milhares de anos de pesadelo.

Cachorro de índio

Ao contrário do que muitos imaginam, no século 16, não foram facões, machados ou anzóis as tecnologias europeias mais desejadas e adotadas pelos indígenas brasileiros – mas o cachorro. A razão inicial da ampla difusão e do sucesso dessa tecnologia europeia com os índios do Brasil foi seu uso como defesa. Os cães foram mais úteis aos indígenas que o irreprodutível metal dos europeus.

Na chegada dos portugueses ao litoral brasileiro, a expansão territorial dos tupis ainda não estava consolidada, apesar do desaparecimento dos sambaquieiros e outros povos. As guerras entre tribos e aldeias eram permanentes e marcadas pela exoantropofagia. Mulheres e crianças eram as maiores vítimas: fáceis de capturar, imobilizar e transportar, mais indefesas que os guerreiros. Buscar água ou brincar longe das aldeias era um risco enorme. A vida concreta das mulheres e crianças nativas, naquela época, era muito distante da mítica visão paradisíaca apresentada em alguns livros de história.

A introdução do cachorro pelos portugueses, sobretudo pelas mãos dos jesuítas, inaugurou nova era de sono tranquilo para os índios brasileiros. Em caso de aproximação de guerreiros inimigos, de dia ou de noite, os cachorros davam sinal e até atacavam os potenciais agressores. O cachorro foi integrado nas tribos como o primeiro mamífero doméstico – e continua sendo o mais extraordinário deles, capaz de seguir os passos do indígena, obedecer a suas ordens e cumprir tarefas diversas. Essa intimidade é tamanha que ainda hoje é comum observar índias amamentarem cães em seus seios ou prepará-los assados como alimento.

Como no caso dos primeiros grupos humanos, só tempos depois os índios descobriram a capacidade de caça dos cachorros. Foi uma revolução em suas vidas. A eficiência cinegética dos bichos, sozinhos ou em alcateia, como no caso dos lobos, introduziu mudanças nas técnicas de caça indígenas e até nos ritos relativos à captura da temida onça, por exemplo, antes normalmente atraída para armadilhas cavadas no solo, como indicam relatos dos jesuítas. A capacidade do cachorro de farejar, perseguir e acuar as onças no alto das árvores trouxe nova realidade às aldeias. Conforme o dito popular, nenhum índio se sentia mais num mato sem cachorro. E o sucesso reprodutivo dos cães garantiu rápida expansão de sua presença entre as tribos. Logo os caninos chegaram às aldeias mais remotas no interior, cujo contato com os brancos e suas tecnologias só ocorreria séculos mais tarde.

Símbolo e função

Os cães são naturalmente prolíficos. Cada ninhada tem, em média, de seis a oito filhotes. São fáceis de reproduzir. Os cios são frequentes. As fêmeas aceitam muitos machos. Às vezes, uma ninhada tem filhos de vários pais. E o intervalo entre partos é pequeno, o que permite à fêmea parir duas vezes por ano. Qualquer criador sabe: o tempo de geração curto e os filhotes numerosos são os ingredientes básicos de uma seleção genética animal rápida e eficiente. Há séculos, os seres humanos selecionam e aperfeiçoam raças de cachorro capazes de cumprir os mais diversos papéis e funções sociais. As raças são também símbolos de status, beleza, segurança, riqueza, força.

É curioso, mas um trabalho de seleção bastante parecido também foi feito pelos cachorros, sem que os seres humanos percebessem. Foi assim na Babilônia, nas cidades gregas e no Império Romano. Foi assim no Brasil, é claro. Nas ruas e nos subúrbios das metrópoles, nas fazendas e nos pequenos sítios, nas margens dos rios amazônicos ou no meio da caatinga, nas favelas e nos lixões. No caso dos vira-latas, as condições ambientais e as leis de Darwin selecionaram o melhor sucesso reprodutivo e adaptativo.

O vira-lata brasileiro é um cão autônomo, de grande inteligência e com enorme capacidade de conformação. Seus formato e tamanho são médios. Sua pelagem é curta e de cores ajustadas às condições ambientais, variando do negro ao bege-claro. Correm, nadam, sabem dissimular e têm todos os sentidos aguçados e bastante equilibrados. Muitas pessoas certamente ficariam na dúvida em identificar o nome de certa raça de cachorro com pedigree, mas poucos hesitariam em reconhecer um vira-lata, um rasga-saco, um pé-duro ou um, na linguagem formal dos veterinários, SRD (ou sem raça definida).

O SRD tolera e resiste a doenças e enfrenta sozinho condições ambientais adversas nas quais outros cães não teriam nenhuma chance de sobrevivência, seja no meio do mato, seja na área rural ou mesmo nos grandes centros urbanos. Oposto aos cachorros de raça, especialistas por natureza, o vira-lata é antes de tudo um generalista. Seu talento, seu conhecimento e seu interesse se estendem a vários “campos”, não se confinando em nenhum setor, como seus parentes com pedigree. Ele está geneticamente equipado para lidar com diversas situações, impostas pela natureza ou pelos seres humanos.

Uma coleção de acasos e oportunidades deu origem e moldou o vira-lata brasileiro. Ele segue evoluindo enquanto, no caso dos cães de raça, o esforço dos seres humanos é garantir a não evolução, a manutenção das características da raça e sua imutabilidade. Nesse processo, o animal vira-lata foi bem mais proativo que o ser humano. Na história de introdução e multiplicação de cachorros Brasil afora, o cão foi mais sujeito que objeto. Ele sentia o cio das fêmeas. Ele fugia para encontrá-las, viver suas aventuras. Pouco exigente em termos de alimento e abrigo, ele fez sua vida nas fazendas, nas cidades, nos vilarejos, acompanhando boiadas ou bandeiras, sítios e residências, saltando de canoa em canoa, de vagão em vagão, de circo em circo, seguindo andarilhos e romeiros ou caminhando solitário pelas trilhas e estradas, empreendendo viagens aventureiras e amorosas pelas terras brasileiras.

Olhos nos olhos

É necessário enorme treinamento para um chimpanzé aprender o significado de uma ordem ou de dois gestos humanos. Mas um cachorro é capaz de entender mais de 100 palavras e identificar pelo nome até 200 objetos. No Pantanal, nos sertões e nas montanhas de Minas Gerais, os cães pastores atendem a apitos, assobios, gritos, palavras e gestos, mesmo a grandes distâncias, realizando com precisão suas tarefas entre os rebanhos de bovinos, ovinos e caprinos. Da mesma forma, na zona rural, os vira-latas aprendem e colaboram nas diversas técnicas de caça empregadas no caso de onças, tatus, pacas, perdizes, jacus ou no que seja. A razão é simples: há milhares de anos o cachorro tem sido selecionado para nos entender, nos ajudar, cumprir nossas ordens e atender a nossos desejos.

Desde sua domesticação, o cachorro tornou-se uma criatura poliglota, uma das poucas capazes de comunicação interespecífica. Esse animal bilíngue é capaz de comunicar-se com sua espécie e com os seres humanos como nenhum outro. Os cães estão sempre atentos, captam e interpretam a voz das pessoas, seus gestos, a expressão de seu rosto e, sobretudo, seus olhos. É obrigação deles insinuar-se no meio dos seres humanos, acompanhando sua evolução, conquistando os mais diversos grupos e lugares sociais. O primeiro terráqueo a viajar até o espaço sideral foi um cão: a cadela russa Laika.

Algumas raças de cachorro praticamente não latem, outras não uivam e outras são muito barulhentas. Os vira-latas, dada a multiplicidade de situações que enfrentam para sobreviver em meio a outros animais e seres humanos, em áreas rurais e urbanas, não perderam nem uma só nota musical de suas competências sonoras. Cachorros são capazes de rosnar, acuar, barroar, cainhar, esganiçar, ganir, ladrar, latir, uivar e ulular. Não temos tantos verbos para descrever os sons de outra espécie animal. E, no universo sonoro, os cães ainda são aptos a muito mais. Nós é que, simplesmente, não os escutamos.

Suas orelhas, estimuladas por 25 músculos, giram, sobem, descem, movem-se de forma dissociada ou coordenada e detectam com precisão a origem dos sons. Para defender um estábulo ou caçar uma presa, por exemplo, esse recurso é fundamental. Cães são bem mais eficientes que gatos ao caçar ratos, apesar do inabalável marketing dos felinos. Eles percebem os ruídos sutis das mandíbulas dos roedores e sabem onde estão. Seu aparelho auditivo pode captar frequências duas a três vezes maiores do que somos capazes. Em termos de comparação, para alcançar a gama auditiva dos cães, teríamos de agregar 48 teclas à direita de um piano. Por isso, eles sabem, de longe, pelo som, se um animal escapou do curral, se um estranho parou do lado de fora do muro ou se o veículo de sua dona se aproxima a cinco quadras dali. E, diante disso, tomam todas as providências pertinentes.

Faro fino

Cães de raça são procurados em canis especializados, comprados por altos valores e vêm com atestados de pedigree. No caso dos vira-latas, ocorre exatamente o contrário: são eles que buscam os seres humanos. Eles são capazes de insinuar-se e ser úteis nos mais diferentes ambientes ecológicos, sistemas de produção ou condições sociais do Brasil. Se os atestados de pedigree documentam toda a linhagem genealógica de um animal de raça, quase nunca se tem ideia de quem foram os pais de um vira-lata. Mesmo assim, um cão de pedigree com chip de identificação e toda a sua genealogia mapeada tem pouca chance de sobreviver se for abandonado, por exemplo, no meio da avenida Paulista, em São Paulo.

Já os vira-latas urbanos aprenderam a atravessar a rua. Aguardam os veículos passarem. Respeitam os sinais. E, em muitos casos, usam “homens-guias”: nos cruzamentos mais difíceis, eles observam e seguem as pessoas. Da mesma forma que os deficientes visuais se utilizam dos cães-guias, os vira-latas, nessas e em várias outras situações, se servem dos seres humanos. Tudo isso sem que seja preciso treiná-los.

Os vira-latas demonstram tão rapidamente sua capacidade de apreender e expandir a mente por razões genéticas. Mas também porque, desde os primeiros dias de seu nascimento, estão expostos a grande variedade de experiências sensoriais, sobretudo nas patas. Seguem a mãe no capim, na areia, no cimento, na terra.

O agitar da cauda expressa a vida emocional dos cachorros, do mesmo modo que nossas expressões faciais. A cauda é, de certa forma, o rosto do cão. Estudos comprovam que o rabo balança, de forma assimétrica, de um lado para o outro. O cachorro agita sua cauda mais para a direita na presença ou proximidade de seu dono e em situações de conforto. Ele a balança mais para a esquerda quando está com medo, cauteloso ou apreensivo. Como diz a lenda, existem vira-latas tão inteligentes que são capazes de jogar pôquer. Mas nunca ganham porque quando têm um bom jogo… sempre balançam o rabo.

A maior genialidade sensorial do vira-lata é seu olfato. Além de uma sensibilidade bem superior à nossa, o que assombra é sua capacidade seletiva. Onde sentimos cheiro de feijoada, o cachorro identifica o odor da linguiça, do feijão, do louro, da cebola e de todos os ingredientes, um por um. O olfato seletivo dos vira-latas permite que sigam uma pista, uma presa ou uma fêmea por longas distâncias. Eles identificam no meio de um saco de lixo a presença de algum item comestível – ou seja, qualquer produto orgânico em qualquer estado de decomposição. Vira-latas não ruminam. Engolem quase sem mastigar. Seu suco gástrico poderoso transforma todas as matérias e bactérias em nutrientes saudáveis.

Com esse conjunto de excelências, é normal que, como superlativo de beleza, utilizemos, em português, a expressão: “Bonito pra cachorro!” Da mesma forma, um prato delicioso é “Bom pra cachorro!” Para elogiar a excepcional competência ou o bom desempenho de alguém, dizemos “O cara é o cão!” E a fidelidade a toda prova é descrita como “lealdade canina”.

Atores históricos

Os vira-latas desembarcaram com os portugueses, participaram das entradas e bandeiras, testemunharam o grito do Ipiranga às margens plácidas, a proclamação da República e estiveram presentes nas diversas expedições do marechal Rondon e dos irmãos Villas Bôas. Há uns 15 anos, ouvi, emocionado, em uma roda de jornalistas, uma lição de patriotismo relatada pelo grande indigenista Orlando Villas Bôas como quem conta um causo. E vou narrá-la, do jeito que eu me alembro.

Orlando estava numa de suas heroicas expedições pelo Brasil desconhecido, sem contato com a civilização há muito tempo. Um dia, consultando seu diário, realizou que era 7 de setembro. Não teve dúvida. Mandou improvisar um mastro com um tronco de paxiúba. Reuniu todos os seus homens e, em ordem-unida, hastearam a bandeira brasileira e cantaram o Hino Nacional lá no coração da selva. Uma manifestação cívica, sem nenhuma outra testemunha senão a natureza naquele fim de mundo. A emoção foi geral. Terminada a comemoração patriótica, o chefe de seus mateiros, um rude e experimentado sertanejo, aproximou-se. Com jeitinho, quase confidente, puxou o sertanista de lado e comentou: “Bonita cerimônia, hein, doutor Orlando?” “Pois é”, respondeu o sertanista.

“Que mal lhe pergunte…”, prosseguiu o sertanejo, curioso. “Qual foi mesmo a razão dessa homenage toda?” “Ora! A independência!”, respondeu Orlando. “Ah! Ela merece, merece mesmo.” “Como assim?” “A Pendência!” “Pendência?!”, questionou o sertanista, intrigado.

Foi quando ouviu do mateiro: “É, ela memo. Cachorra boa pra paca como a Pendência nunca mais nóis tivemo, depois que aquela onça matô a coitada. E eu que já quase nem me alembrava do dia dessa tragédia…”

http://viajeaqui.abril.com.br/national-geographic/edicao-120/cao-vira-lata-brasileiro-534874.shtml?page=2

R J Onde denunciar maus tratos?

INFORMAÇÕES ÚTEIS

S.O.S. Vira-lata (Petropolis-RJ)
Tel.: (24) 9225-3753

Um breve estudo de como tratar na Delegacia de Polícia para denunciar maus-tratos a animais e obter o Boletim de Ocorrência (BO) – Drª Maria Cristina Azevedo Urquiola – Advogada
Apreda como denunciar MAUS-TRATOS

Caso você veja ou saiba de maus-tratos como estes:
Envenenamento de animal
Manter o animal em lugar anti-higiênico
Manter animal trancafiado em locais pequenos
Manter animal permanentemente em correntes
Golpear e/ou mutilar um animal
Usar animais em shows que possam lhe causar pânico ou estresse
Agressão física a um animal indefeso
Abandono de animais
Sumir com um animal sem explicaçaõ
Não procurar um veterinário se o animal adoecer, etc…

(ver art. 3º do Decreto Federal 24.645/34], não pense duas vezes: vá à delegacia mais próxima para lavrar boletim de ocorrência ou, na dúvida, no receio, compareça ao fórum para orientar-se com o Promotor de Justiça. A Denúncia de maus-tratos é legitimada pelo Art. 32, da Lei Federal n.º 9.605 de 1998 (Lei de Crimes Ambientais).
Preste atenção a esta dica: leve com você, por escrito, o número da lei (no caso a 9605/98) com o art. 32, porque em geral a autoridade policial nem tem conhecimento dessa lei, ou baixe pela internet a íntegra da lei para entregá-la na Delegacia.

Assim que o Escrivão ouvir seu relato sobre o crime, a ele cumpre instaurar inquérito policial ou lavrar um Termo Circunstanciado. Se se negar a fazê-lo, sob qualquer pretexto, lembre-o que ele pode ser responsabilizado por crime de prevaricação, previsto no art. 319 do Código Penal do Código Penal (retardar ou deixar de praticar, indevidamente, ato de ofício, ou praticá-lo contra disposição expressa de lei, para satisfazer interesse ou sentimento pessoal). Leve esse artigo também por escrito naquele mesmo pedaço de papel.
Se o Escrivão tentar barrar o seu acesso ao Delegado, faça valer os seus direitos: exija falar com o Delegado, que tem o dever de te atender e o dever de fazer cumprir a lei, principalmente porque você é quem paga o salário desses funcionários, com seus impostos.

Diga que no Brasil os animais são “sujeitos de direitos”, vez que são representados em Juízo pelo Ministério Público ou pelos representantes das sociedades protetoras de animais (§3º, art. 2º do Decreto 24.645/34) e que, se a norma federal dispôs que eles são sujeitos de direitos, é obrigação da autoridade local fazer cumprir a lei federal que protege os animais domésticos.

Como último argumento, avise-o que irá queixar-se ao:

Ministério Público Federal – Procuradoria Regional da República –
Rio de Janeiro (www.prrj.mpf.gov.br)
End.: Av. Nilo Peçanha, 23/31 – Centro – Tel: (21) 2107-9300;

Ministério Público Estadual – Rio de Janeiro
Petrópolis (www.mp.rj.gov.br)
End.: Rua Dr. Nelson Sá Earp, 95, sala 502 – Centro –
Tel: (24) 2245-6370 e Fax: (24) 2245-6369;

Ministério da Justiça – Secretaria Nacional de Segurança Pública (www.mj.gov.br/senasp);
Corregedoria da Polícia Civil (www.policiacivil.rj.gov.br/dpma);

Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente
End.: Largo da Cancela, s/nº – São Cristóvão/RJ – Tel/Centrex: (21) 3399-9030 / 3399-9032 / 3399-9033

e ainda, que você fará uma denúncia ao:

Secretário de Segurança Pública – Corregedoria
End.: Rua da Relação, nº 42/3º Andar – Centro/RJ –
Tel/Centrex: (21) 3399-3330/3399-3331/3399-3332

Aliás, carregue sempre esses telefones na sua carteira. Para tanto, anote o nome e a patente de quem o atendeu, o endereço da Delegacia, o horário e a data e faça de tudo para mandá-lo lavrar um termo de que você esteve naquela delegacia para pedir registro de maus-tratos a animal.

Se você estiver acompanhado de alguém, este alguém será sua prova testemunhal para encaminhar a queixa ao órgão público.

Se você tiver em mãos fotografias, número da placa do carro que abandonou o animal, laudo ou atestado veterinário, qualquer prova, leve para auxiliar tanto na Delegacia quanto no MP.

Não tenha receio em denunciar porque você não será o autor do processo judicial, que por ventura for aberto a pedido do Delegado! Sabe por quê? Preste atenção: O Decreto 24.645/34 reza em seu artigo 1º que: “Todos os animais existentes no país são tutelados pelo Estado”; e em seu artigo 2º – parágrafo 3º, que: “Os animais serão assistidos em juízo pelos representantes do Ministério Público, seus substitutos legais e pelos membros das Sociedades Protetoras dos Animais”. Logo, uma vez concluído o inquérito para apuração do crime, ou elaborado o Termo Circunstanciado, o Delegado o encaminhará ao Juízo para abertura da competente ação, onde o Autor da ação será o Estado.

Se o crime for contra Animais Silvestres
Animais Silvestres são todos aqueles animais pertencentes às espécies nativas, migratórias e quaisquer outras aquáticas ou terrestres, que tenham a sua vida ou parte dela ocorrendo naturalmente dentro dos limites do Território Brasileiro e suas águas jurisdicionais (fonte: Renctas).

Pode, também, dar ciência às autoridades policiais militares, mas, em especial, a Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente:

Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente
(www.policiacivil.rj.gov.br/dpma)
End.: Av. São Luiz Gonzaga, 275 – Realengo/RJ – Tel/Centrex: (21) 3399-9030 / 3399-9032 / 3399-9033
E-mail: delegaciadomeioambiente@hotmail.com

Ibama – Procuradoria Geral no Rio de Janeiro
(www.ibama.gov.br/proge)
End.: Praça Quinze de Novembro, 42/7º Andar – Centro/RJ – Tel.: (21) 3077-4358 e Fax: (21) 3077-4359/21-3077-4360
Procurador-chefe: Dr. Alessandro Quintanilha Machado
Procurador Chefe – Substituto: Dr. Mauro Costa Leite
E-mail: mauro.leite@ibama.gov.br

Se você for do RJ, tenha em mãos o telefone do Disque-denúncia (21)-2253-1177 que também recebe denúncias sobre maus-tratos, tráfico de animais, envenenamentos, trabalhos forçados, espetáculos que praticam abusos e maus-tratos (circos, rodeios, brigas de cães e de galos etc.).

Associações de Bairro
Uma outra dica também muito importante: Você sabia que as Associações de Bairro representam uma força associativa que pode provocar as autoridades na tomada de atitudes concretas em prol da comunidade?

Pois é, existe uma Lei de n.º 7.347, de 24.07.85, que confere a essas associações, qualificadas como entidades de função pública, ingressar em juízo na proteção dos bens públicos para preservar a qualidade de vida, inclusive com mandado de segurança (Constituição Federal, art.5º, LXX, “b” ) para a preservação desse bens e como a flora e a fauna é um patrimônio público, esta associação tem legitimidade para tanto.

Portanto, se o seu bairro estiver organizado em Associação, procure-a e peça que alguém o acompanhe até a Delegacia ou ao Fórum mais próximo.

Não se esqueçam também que o B.O. pode ser feito, dentro do Rio de Janeiro, pela internet, através dos sites http://www.ssp.rj.gov.br ou http://www.policiacivil.rj.gov.br. Preencha o formulário de DENÚNCIA na tela
do computador e, em após um espaço de tempo, a Polícia entrará em contato para a confirmação das informações prestadas. A partir daí, o B.O. estará disponível para cópia via impressora, procedimento este, também, que é muito mais demorado para determinados casos que requerem urgência.

O E os cavalos?
O que fazer quando presenciar maus-tratos ou ver cavalos ou burros doentes, magros? Não chame a carrocinha. Antes, peça orientação às Sociedades Protetoras de Animais ou, ainda, informe-se melhor acessando os únicos site brasileiros totalmente destinados aos eqüinos, à sua proteção e defesa:
Em Defesa dos Equinos (http://br.geocities.com/equinosbrasil)
Pró-Vida Animal – Jegues Escravos (a página está em construção: http://www.providaanimal.hpg.ig.com.br)

Telefones Úteis:
Promotoria de Defesa do Meio Ambiente
Porto Alegre/RS: (51) 3224-3033
São Paulo/SP: (11) 3119-9524

Batalhão Ambiental da Brigada Militar
Rio Grande do Sul – (51) 3339-4568 / 3339-4219

Ministério Público
Rio de Janeiro – (21) 2261-9954
Rio Grande do Sul – (51) 3224-3033 – meioambiente@mp.rs.gov.br
São Paulo – (11) 6955-4352 – meioamb@mp.sp.gov.br
Santa Catarina – (48) 229-9000 – pgj@mp.sc.gov.br

Corregedoria da Polícia Civil
São Paulo – (11) 3258-4711 / 3231-5536 / 3231-1775
Rua da Consolação, 2333

Polícia Florestal
São Paulo/SP – (11) 221-8699
São José do Rio Preto/SP – (17) 234-3833
Guarujá/SP – (13) 354-2299
Birigui/SP – (18) 642-3955

IBAMA PARA TODO TERRITÓRIO NACIONAL
“Linha Verde” – 0800-618080

Castracao GRATUITA em SBC – SP

Prefeitura de S. Bernardo faz castração gratuita de cães e gatos
Por: Redação
Primeira etapa da campanha será feita no Distrito de Riacho Grande
A Prefeitura de São Bernardo do Campo está iniciando uma campanha de castração gratuita pela Divisão de Veterinária e Controle de Zoonoses. O objetivo é reduzir o crescimento desordenado da população de cães e gatos e minimizar o problema do abandono desses animais nas ruas.
Inicialmente será dada prioridade à esterilização de cães abandonados e aos chamados cães comunitários, que são animais que também vivem nas ruas, mas que recebem alimentação e cuidados de alguns moradores dos bairros. A expectativa é que possam ser esterilizados cerca de 100 animais por mês.
As ações serão direcionadas a todas as regiões do município, mas a primeira etapa da campanha será concentrada no Riacho Grande, onde é frequente o abandono de animais por pessoas de outras localidades.
A castração gratuita atende a uma antiga reivindicação das entidades protetoras de animais, uma vez que o abandono de cães e gatos representa risco epidemiológico na transmissão das doenças ao homem, além de facilitar a ocorrência de maus-tratos, atropelamentos e outros sofrimentos a esses animais. “O controle da natalidade de cães e gatos é um trabalho que deverá contar com a participação e a conscientização da população para que alcance os resultados desejados”, expicou o diretor do Departamento de Proteção à Saúde e Vigilâncias, Luiz Francisco de Souza.
A cirurgia de esterilização e o tratamento prévio de endo e ectoparasitas será custeado pela Secretaria da Saúde, com base em contrato firmado com a Clínica Veterinária Pronto Socorro Animal, de São Bernardo, feito por meio de edital de convocação.
Os interessados em participar da Campanha de Controle de Natalidade de Animais deverão obter a Guia de Autorização para Emissão do Termo de Ciência e Responsabilidade junto à Divisão de Veterinária e Controle de Zoonoses, dirigindo-se pessoalmente à avenida Doutor Rudge Ramos, 1740, no Bairro Rudge Ramos, de segunda a sexta-feira, das 8h às 16h.
Para a emissão da guia, os moradores deverão apresentar comprovante de residência e documento de identidade. Após a obtenção da guia de autorização, o interessado deve entrar em contato com a clínica veterinária e marcar uma consulta pelo telefone 11 4338-3222.  Mais informações sobre a Campanha de Controle da Natalidade de Animais podem ser obtidas pelos telefones 11 4367-3306 e 11 4365-3349.

Prefeitura de S. Bernardo faz castração gratuita de cães e gatos

Primeira etapa da campanha será feita no Distrito de Riacho Grande

A Prefeitura de São Bernardo do Campo está iniciando uma campanha de castração gratuita pela Divisão de Veterinária e Controle de Zoonoses. O objetivo é reduzir o crescimento desordenado da população de cães e gatos e minimizar o problema do abandono desses animais nas ruas.

Inicialmente será dada prioridade à esterilização de cães abandonados e aos chamados cães comunitários, que são animais que também vivem nas ruas, mas que recebem alimentação e cuidados de alguns moradores dos bairros. A expectativa é que possam ser esterilizados cerca de 100 animais por mês.
As ações serão direcionadas a todas as regiões do município, mas a primeira etapa da campanha será concentrada no Riacho Grande, onde é frequente o abandono de animais por pessoas de outras localidades.

A castração gratuita atende a uma antiga reivindicação das entidades protetoras de animais, uma vez que o abandono de cães e gatos representa risco epidemiológico na transmissão das doenças ao homem, além de facilitar a ocorrência de maus-tratos, atropelamentos e outros sofrimentos a esses animais. “O controle da natalidade de cães e gatos é um trabalho que deverá contar com a participação e a conscientização da população para que alcance os resultados desejados”, expicou o diretor do Departamento de Proteção à Saúde e Vigilâncias, Luiz Francisco de Souza.
A cirurgia de esterilização e o tratamento prévio de endo e ectoparasitas será custeado pela Secretaria da Saúde, com base em contrato firmado com a Clínica Veterinária Pronto Socorro Animal, de São Bernardo, feito por meio de edital de convocação.

Os interessados em participar da Campanha de Controle de Natalidade de Animais deverão obter a Guia de Autorização para Emissão do Termo de Ciência e Responsabilidade junto à Divisão de Veterinária e Controle de Zoonoses, dirigindo-se pessoalmente à avenida Doutor Rudge Ramos, 1740, no Bairro Rudge Ramos, de segunda a sexta-feira, das 8h às 16h.

Para a emissão da guia, os moradores deverão apresentar comprovante de residência e documento de identidade. Após a obtenção da guia de autorização, o interessado deve entrar em contato com a clínica veterinária e marcar uma consulta pelo telefone 11 4338-3222.

Mais informações sobre a Campanha de Controle da Natalidade de Animais podem ser obtidas pelos telefones 11 4367-3306 e 11 4365-3349.

http://www.abcdmaior.com.br/noticia_exibir.php?noticia=18878