Qual a maneira correta de alimentar seu bichanos? Dicas de manejo dietético para gatos!

Estepost faz parte da série

Texto gentilmente escrito com exclusividade para o Mãe de Cachorro pela médica veterinária, editora do site Cachorro Verde, Sylvia Angélico.

  • EXCLUSIVO: Prefira comedouros e bebedouros de inox ou de vidro. Os de alumínio podem liberar esse metal na comida ao longo do tempo, o que é potencialmente prejudicial à saúde. E os de plástico estão associados à acne na face dos felinos.
  • Distribua pontos de água fresca (se possível, filtrada, para redução da ingestão de metais pesados), pela casa para estimular a ingestão hídrica. Bebedouros do tipo “fonte”, que circulam a água sem parar, costumam atrair os bichanos.
  • Se optar por oferecer ração seca, prefira pacotes menores aos maiores. Sim, a economia é considerável comprando sacos grandes, mas o abre-e-fecha constante causa oxidação das gorduras que foram borrifadas nos grânulos, os expõe à luz (o que degrada substâncias) e favorece a proliferação de bactérias e fungos.
  • Pior ainda é conservar a ração seca em recipientes transparentes, por conta da constante exposição à luz. Mantenha a ração na embalagem (elas são projetadas para conservar melhor o produto), bem lacradas, sem ar e usando vários prendedores de roupa para fechá-la.
  • Não deixe ração seca à vontade. Procure estabelecer horários, se for possível. Comer à vontade leva os gatos ao sobrepeso e contamina a ração com saliva, além de atrair formigas.
  • Não compre ração à granel, por todos os motivos citados acima (exposição contínua ao ar, à luz, às mãos das pessoas…).
  • Não alimente seu gato com ração para cães. Em geral, elas não apresentam o elevado teor protéico que o organismo felino requer, muitas não contêm taurina em quantidade suficiente e podem ser pobres em arginina, niacina, vitamina A, ácido araquidônico e ômegas-3 de origem animal.
  • Evite oferecer “porcarias” ao seu bichano, como pedaços de pão branco, de doces, bolos, borda de pizza, bolacha. Isso só tornará a preferência gustativa dele mais seletiva, o predisporá a males dentários, além de obesidade e outros problemas metabólicos.
  • Petiscos industrializados também merecem ser analisados. Evite produtos com corantes, com os conservadores citados no post “Como escolher a melhor ração para o meu gato? – Parte 1”, com ingredientes majoritariamente vegetais e muito calóricos. Na verdade, o ideal seria não oferecer petiscos comerciais, uma vez que são dispensáveis econtribuem pouco nutricionalmente, quando não fazem mal.

Mais observações pertinentes:

  • Há pessoas que se queixam da consistência e odores das fezes dos gatos que passam a receber ração em lata. É verdade que nem todo gato se adapta a esse tipo de alimentação. Cada organismo é único. Portanto, além de todas essas dicas e orientações gerais, é importante pestar atenção à reação do seu gato à dieta. Qual tipo/marca de ração reduz mais a queda de pelos? Deixa-os mais brilhantes? Engorda mais? Deixa as fezes mais bem formadas? E o xixi menos concentrado? Os dentes mais limpos? E por aí vai. Vou citar o exemplo da “ovelha negra” de minha família, meu Persa, o Arthur, que é um comedor de ração (todos os demais bichos da casa comem Alimentação Natural caseira). Arthur comia ração de categoria Super Premium e estava bem, mas vivia com secreções escuras ao redor dos olhos. Com a introdução da Alimentação Natural caseira, essas manchas sumiram e pelagem ficou enorme e de coloração vibrante. Mas, cerca de 1 ano e meio depois, passou a rejeitar a dieta crua, o que me fez introduzir ração úmida de lata. Ele adorava e a saúde não declinou muito. Caíam mais pelos e a pelagem adquiriu um tom menos vibrante. Só. Depois de alguns meses, o bendito não queria mais saber da ração em lata. Aí não teve jeito, parti para uma ração Super Premium seca. De início, comia avidamente, agora já parece ter começado a enjoar. Mas ainda come. Está um pouco magro, seus olhos voltaram a lacrimejar bastante (a ponto de formar uma crosta marrom-escura), o pelo cai bastante, a pelagem reduziu de volume, os ouvidos vira e mexe apresentam um pouco de cerúmen e ele se tornou muito mais sensível à infestação de pulgas. Mas as fezes estão ótimas. Então, a experiência toda é muito pessoal…
  • Não podemos esquecer que o sucesso de um novo alimento está diretamente relacionado a uma adaptação bem gradativa. Do contrário, o aparelho gastrintestinal pode se revoltar e provocar vômitos, diarreia, gases etc.
  • Você tem um filhote de gato? Aproveite e ofereça a ele vários alimentos naturais! É nessa breve fase que os gatos adquirem hábitos alimentares que via de regra os acompanham por toda a sua longa vida. Depois de adultos, é muito mais difícil fazer com que aceitem alimentos diferentes, dietas caseiras – que podem ser benéficas para o controle de quadros de saúde. Ofereça carnes cruas, vísceras, peixes, vegetais crus ou cozidos pobres em amido picadinhos ou triturados, folhas verde-escuras bem picadinhas, lombo suíno, um pouquinho de levedo de cerveja em pó, um pouco de batata cozida com casca amassadinha, um pouco de arroz integral cozido bem molinho, iogurte natural, pescoço de frango cru moído ou cortado em rodelas, ovos crus e cozidos, pés e cabeças (sem bico) de frango crus (ossos de frango só são seguros quando crus) para ele roerocasionalmente – e assim limpar os próprios dentes. Se empolgue oferecendo junto à ração alimentos saudáveis e você terá um bichano que aceitará facilmente uma dieta caseira balanceada (aqui um exemplo da cruahttp://www.cachorroverde.com.br/an_guia_gatos.pdf e das cozidas: http://www.cachorroverde.com.br/gatocozida.php) ou, no mínimo, terá a lucrar com a adição de um pouco de alimentos naturais à sua ração seca ou úmida.
  • “E se eu quiser misturar ração seca e ração de lata”? Se seu gato estiver saudável (consulte o veterinário) e aceitar bem o mix, não vejo mal algum em princípio. Afinal, ambas são consideradas completas e balanceadas. Acredito até (minha opinião) que assim será mais saudável do que oferecer exclusivamente a ração seca. E poderá melhorar a consistência das fezes, caso seu gato faça cocô amolecido comendo só dieta úmida. Só não se esqueça de realizar uma transição beeeeem gradativa, para evitar revertérios.
  • Finalmente, fique de olho nas novidades que têm surgido no mercado de petfood brasileiro. Em breve, haverá porções de dieta cozida congelada para gatos e também rações secas destituídas de grãos, com formulação mais carnívora do que onívora.

Texto gentilmente escrito com exclusividade para o Mãe de Cachorro pela médica veterinária, editora do site Cachorro Verde, Sylvia Angélico.

 

Fonte: http://www.maedecachorro.com.br/2011/11/como-escolher-a-melhor-rao-para-o-meu-gato-parte-1/

 

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Como escolher a melhor ração para o meu gato? – Parte 2

Posted: 08 Nov 2011 02:13 AM PST

Texto gentilmente escrito com exclusividade pela médica veterinária, editora do site Cachorro Verde, Sylvia Angélico.

Leia também: Como escolher a melhor ração para o meu gato? – Parte 1

EXCLUSIVO: Existe muita desinformação a respeito das dietas úmidas para gatos. Muitos pré-conceitos. Fora do Brasil, rações úmidas para gatos são tidas como as melhores opções. Mas por aqui ainda são um tabu danado.

Prós das dietas úmidas de lata (não as de sachês):

· Saciam os gatos (pelo elevado teor de umidade, chegando a 84%; contra 10-12% de água das rações secas) fornecendo menos calorias. Pra se ter uma idéia, 1kg de ração seca Super Premium para gatos adultos pode conter 4.000 calorias! É muito para os bichanos que em geral vivem em ambientes cada vez menores e comem à vontade. Não é à toa que há tantos gatos acima do peso e morbidamente obesos. (Aliás, descubra se seu felino está de bem com a balança, comparando-o a essa tabela ilustrada: http://tinyurl.com/62nlu67 ).

· Não têm conservadores, uma vez que são fechadas à vácuo. Tanto que elas estragam – o que é bom sinal, alimentos devem estragar, o anormal é durarem 1 ou 2 anos fora da geladeira…

· Para conseguirem produzir o grânulo (“bolinha”) de ração, os fabricantes em geral empregam bastante amido. Por estar na forma de “patê”, as rações de lata contêm menos amido e maior teor de proteínas e de gorduras de origem animal. Mas é preciso conhecer um segredinho para interpretar corretamente os rótulos das latas. Lá estará descrito: “contém 8-10% de proteína bruta na matéria natural”, o que fará você achar esses níveis uma miséria. Mas a questão é que é preciso descontar o teor de água presente nessas rações. Quer ver? Supondo que em 100 gramas de ração de lata, haja 80% de água.Se descontarmos os 80 gramas de água, sobram 20 gramas de matéria seca (a parte desidratada da ração), que é onde estão os nutrientes. A presença de água é o que diferencia a matéria natural (com água) da seca (sem água). E é em cima desses desses 20 gramas de matéria seca que você deve calcular os valores de proteína. Se descontarmos os 80% de água, os 10% de proteína da matéria natural, se tornam 10 gramas na matéria seca. Dez gramas equivale a metade de 20 gramas. Ou seja, uma ração de lata que contenha 80% de água e 10% de proteína bruta na matéria natural, na verdade contém 50% de proteína na matéria seca.

· Mais carnes, vísceras e gordura animal na fórmula é sinônimo de dieta mais adequada ao carnivorismo felino, o que ajuda a prevenir o diabetes (por provocar menos picos glicêmicos), a obesidade (pela menor ingestão calórica e de amido), as alergias causadas por conservadores e/ou subprodutos de milho ou soja e, por conseqüência, a temível lipidose hepática.

· O fato da ração em lata conter até cerca de 80% de umidade pode dar entender que estamos pagando muito caro por… água. Mas, para os bichanos, obter água ingerindo o alimento é muito mais fisiológico. Nossos gatos descendem de pequenos felinos do deserto africano que, sem acesso regular a fontes hídricas, evoluíram para aproveitar os 60-70% de água naturalmente presente nos corpos das presas. E essa adaptação não mudou significativamente no gato doméstico. Estudos indicam que gatos alimentados exclusivamente com rações secas não percebem que estão desidratados com a mesma eficiência com que os cães percebem. Ou seja, é possível que felinos que vivem à base de grânulos não ingiram água em volume suficiente para compensar a falta de umidade da ração seca. Esta é uma das teorias que explicaria a elevada prevalência de doenças crônicas do trato urinário inferior nos gatos de hoje em dia. Não acredita? Faça o teste: ofereça ração de lata ao gato e veja uma redução drástica na procura por água. Reinstitua a ração seca e observe o bichano aumentar o consumo de água.

· A água da ração de lata tem mais uma vantagem interessante, descoberta há pouco tempo. Ela aumenta a digestibilidade da ração! Faz sentido, afinal, o gato evoluiu – ao longo de milênios – para ingerir simultaneamente água + alimento.

· Possibilidade de variar a matéria-prima da dieta é outra vantagem. Ao contrário das rações secas, que em geral se apresentam nas versões “carne” e “peixe”, as rações de lata permitem que se varie a matéria-prima dafórmula. Há latas com atum, carne bovina, frango, peru e até de carne e um pouco de legumes. Variar a matéria-prima aumenta o aporte de nutrientes e elementos diferentes, tornando menos provável a carência ou excesso de substâncias.

· Por conterem elevado teor de carnes e gordura, agradam naturalmente ao paladar dos gatos. Todavia, as rações secas empregam flavorizantes (“cheirinhos e sabores”), que são verdadeiros segredos industriais e que parecem deixar os gatos viciados. Isso pode dificultar a transição para uma ração úmida, que muitas vezes não contém esse aditivo.

· Por não incluírem grãos (ou os conterem em baixa quantidade), as rações de lata estão menos sujeitas à contaminação por micotoxinas – perigosas toxinas produzidas por fungos que acometem cerca de 25% da nossa produção de soja e de milho. As micotoxinas podem causar ao longo do tempo danos ao sistema reprodutivo, imunológico e hepático.

· Como não sofrem o processamento industrial da extrusão (que cria as “bolinhas” das rações secas), a biodisponibilidade (grau de aproveitamento) das fontes de proteína empregadas é teoricamente superior.

Contras das dietas úmidas de lata (não as de sachês):

· A grande crítica às rações de lata é a suposição de que causam mais “tártaro” nos gatos, por serem molinhas e úmidas. Mas a verdade é que a maioria dos gatos comem ração seca e mesmo assim desenvolvem doença periodontal. Na verdade, alguns veterinários acreditam que a presença de amido (abundante nas rações secas convencionais) é justamente um fatores predisponentes, pela fermentação do amido na boca. E se engana quem pensa que o gato mastiga adequadamente os grânulos de ração seca. No máximo, quebram algumas “bolinhas” com os molares e mandam pra dentro. Quem já viu regurgitação de gato, observou que a ração seca foi devolvida do mesmo jeito que entrou: inteirinha. Essa quebradinha com os molares não é suficiente para limpar os dentes. Portanto, quando a questão é essa, creio que dá empate. Até porque entram mais fatores predisponentes ao acúmulo de “tártaro”: genética, pH da saliva, distribuição dos dentes, imunidade, número de gatos na casa etc.

· Não são práticas. As rações de lata requerem refrigeração e se mantêm frescas por no máximo alguns dias. O ideal, para que não percam sabor e odor atraentes ao gato é que, uma vez abertas, sejam conservadas em recipientes tampados e não na lata. Até por que a lata, por ser de metal, pode liberar substâncias prejudiciais à saúde dos gatos.

· Não são ecológicas. Contorne isso, lavando bem as latas e descartando-as corretamente, para reciclagem.

· Desvantagem que encaro uma vantagem: por não conterem conservadores (ou conterem pouco), é preciso restringir as refeições a determinados horários. Não dá pra encher a vasilha com ração úmida e largar lá o dia todo. Ela vai estragar, perder seus atrativos, ressecar, atrair moscas. Restringir horários de alimentação para os gatos não é um mau hábito. Eles não precisam ter comida à vontade, como muita gente pensa. Podem perfeitamente se adaptar a duas ou três refeições ao dia. Deixar de oferecer ração à vontade contribui significativamente para a prevenção ou controle da obesidade. Claro, no começo, eles miam, protestam, querem o buffet livre de volta. Mas depois se acostumam.

· A camada de gordura gelatinosa que se acumula no topo da ração úmida. Essa porção deve ser desprezada, ou então, bem misturada à ração. Gatos consomem presas magras (ratos, aves, répteis). A primeira colherada de uma lata recém-aberta pode consistir de gordura pura, o que não é nada bom.

Rações de sachê:
Dessas, particularmente, não gosto muito. Me parecem grânulos boiando em um caldo. Contêm maior teor de carboidratos (farinha de trigo) quando comparadas às de lata. E na embalagem dos saches indica-se servir quatro unidades por dia – o que encarece muito a dieta.

Fazendo um apanhado geral, uma dieta comercial adequada para as particularidades de um felino saudável deve ter:

· Elevado teor de proteína e gordura bruta (extrato etéreo): pelo menos acima de 28% para a proteína)

· Composição que prioriza alimentos de origem animal

· Baixo teor de amido (carboidratos). Infelizmente o % de carboidrato não é informado no rótulo, uma vez que carboidratos não são elementos necessários às dietas felinas e caninas… Para descobrir o valor de carboidrato contido em uma ração é preciso descontar os valores de umidade, de proteína bruta, de extrato etéreo, de fibras, de matéria mineral etc., o que dificulta a tarefa.

· Umidade vai muito bem. Estimula o gato a urinar mais diluidamente, aumenta a digestibilidade do alimento e sacia sem fornecer calorias em excesso.

· Ausência de corantes (vermelho, azul, amarelo etc.)

· De preferência, conservadores naturais (óleo de alecrim, tocoferóis), ao invés de BHT, BHA, propilenoglicol ou etoxiquina.

·Rações – tanto secas quanto úmidas – mas principalmente as secas – podem ser enriquecidas com pedacinhos de alimentos naturais nutricionalmente valiosos aos gatos.

Sobre como suplementar e enriquecer rações, leia:

LEMBRE-SE: não podemos dar cebola nem alho aos gatos, nem temperar alimentos com cebola e muito menos oferecer papinhas comerciais para bebés, que são muito salgadas e podem conter cebolas. Mesmo uma quantidade pequena de cebola e de alho pode causar anemia grave nos gatos (já o alho para cães é um ótimo suplemento em pequenas quantidades, sempre cru e picadinho, ajudando a mantê-los mais saudáveis e livres de parasitos internos e externos, entre outros benefícios).

Texto gentilmente escrito com exclusividade pela médica veterinária, editora do site Cachorro Verde, Sylvia Angélico.

 

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Fonte: http://www.maedecachorro.com.br/2011/11/como-escolher-a-melhor-rao-para-o-meu-gato-parte-2/

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A Ética da Alimentação Vegetariana

Os Animais Que Matamos São Nossos Irmãos Menores

Carlos Cardoso Aveline




Será justo da nossa parte dar morte violenta a animais pacíficos e depois comer seus cadáveres? Pode haver, nesse costume, uma forma de crueldade socialmente aceita e estabelecida? É possível que esta violência com seres mais fracos, a quem chamamos de ‘inferiores’ , dificulte o desenvolvimento da humanidade, causando, inconscientemente, violência entre os próprios seres humanos ?

Estas não são perguntas fáceis de responder, e não devem ser colocadas no plano meramente emocional. Nenhum radicalismo primário contribuirá para a compreensão do tema. O sacrifício dos animais, porém, é uma das características de uma civilização humana em crise permanente ― ao lado das guerras e  de outras formas de violência.

Durante o processo de regeneração e recuperação do nosso esquema civilizatório, será natural e sadio discutir o uso da carne em função de diferentes prioridades, como o respeito às diferentes formas de vida, a garantia de uma boa alimentação, o auto-aperfeiç oamento e harmonização interior do homem, além dos processos econômicos e energéticos envolvidos. Para a economia convencional, por exemplo, a morte violenta de milhões de animais é apenas ‘produção de carne’.  Mas talvez seja inevitável, no futuro, encarar o problema do ponto de vista ético. Temos, afinal, o direito de matar?

Vejamos, para começar, a opinião de Mohandas Gandhi: ‘Deveríamos ser capazes de recusar-nos a viver se o preço da vida é a tortura de seres sensíveis’, disse o líder da libertação da Índia. E sua opinião não era isolada.

Um dos maiores gênios da humanidade, Leonardo da Vinci, afirmou: ‘Tempo virá em que os homens verão o assassinato de animais como eles vêem hoje o assassinato de homens’. [1]

Se o pensamento consiste da associação de sequencial de diferentes  imagens mentais, alguns animais chegam próximo a ele. Há exemplos conhecidos. Mas é seu plano emocional que está amplamente desenvolvido, permitindo grande afinidade com o ser humano. Isto não é verdade apenas para os animais que são normalmente preferidos pelo homem. Em certas regiões dos Estados Unidos, por exemplo, já é comum criar um porco com o mesmo carinho e intimidade que se dá aos cães e gatos. Percebi este fato anos atrás, quando descansava deitado no gramado da Universidade de Berkeley, Califórnia. Estava lendo alguma coisa sobre ecologia aquática quando  fui surpreendido por uma voz feminina, docemente autoritária, como se fizesse uma crítica a alguém muito amado:

‘Daisy! Daisy! Daisy! Vem cá !’

Levantei os olhos: uma jovem caminhava apressada, com uma cordinha na mão. Atrás dela, atrasada, mas recuperando o tempo perdido, corria uma grande porca de mais de cem quilos, limpa, de cor rosada, livre e feliz ao chamado da dona.

Era Daisy, evidentemente. E se notava uma profunda confiança mútua entre ela e sua proprietária, enquanto as duas atravessavam, num passo apertado, o belo campus de Berkeley.

“Daisy não sabe, mas tem muita sorte”. Mesmo com uma inteligência e sensibilidade comparáveis às do gato, cachorro ou cavalo, em geral, os porcos levam uma vida difícil. A maior parte deles é criada em total confinamento, em meio ao lixo, sem higiene. Quase não podem mover-se, são engordados artificialmente, e sofrem de desnutrição. Criados de modo antinatural, eles recebem antibióticos e hormônios até o dia do sacrifício. Mas sua morte violenta prejudica também o homem, do modo mais imediato: sua carne é talvez a menos saudável e a que mais ameaça a saúde do consumidor.

Daisy e a carne de porco são apenas um exemplo, porque a situação é basicamente a mesma com a carne de boi, de aves e de peixes. As galinhas “poedeiras” ficam em gaiolas onde não podem mover o corpo em nenhuma direção,  sob fortes lâmpadas elétricas ligadas noite e dia. Nunca dormem, nunca relaxam, e a ansiedade lhes dá uma fome descontrolada. Comem uma ração química que multiplica os ovos, mas os torna prejudiciais à saúde humana, com seus hormônios e antibióticos. Os frangos criados para serem mortos têm sorte semelhante.

O peixe, por sua vez, é um animal mais primitivo que os mamíferos,  e seu sofrimento, aparentemente, poderia ser menor. Mas ―  como poderíamos medir a dor alheia?  Além disso, o peixe é o animal que sofre a agonia mais lenta.  Pode demorar até várias horas para morrer depois de retirado da água.  Há rios em que os pescadores costumam deixar peixes  amontoados em um ‘viveiro’, ou uma cesta de vime submersa,  onde sua agonia é prolongada  para que a carne não se deteriore antes da chegada a um frigorífico ou freezer.

Nos últimos anos, por vários motivos, o consumo de carne vem sendo cada vez mais discutido no mundo todo. Mas o debate é antigo.

‘A própria fisiologia humana não condiz com a alimentação carnívora’, garantia, já em 1903, o Dr. G.S.Huntington,  da Universidade de Colúmbia, nos Estados Unidos. E comprovava, pela análise dos dentes humanos, que sempre fomos animais herbívoros, com dentes caninos pequenos e predominância dos molares. Ao mesmo tempo, nossos intestinos são cheios de divisões, de modo semelhante ao do boi e outros herbívoros, mas bem ao contrário dos carnívoros tradicionais.

Ao longo dos últimos cem anos tem sido cada vez maior o número de médicos e cientistas que questionam o uso da carne na dieta humana, responsabilizando- a por vidas mais curtas, doenças do coração, câncer no intestino e outras partes do organismo. Hoje já caiu o dogma, antes intocável, da necessiddade de proteínas animais a partir da carne. O consumo de leite, queijo, manteiga e ovos parece firmemente estabelecido.  A carne deixa de ser um item considerado  indispensável para assumir, gradualmente, o papel de vilão do cardápio. [2]

Por que razão se diz que a carne tem efeitos daninhos ? Entre os muitos fatores, há alguns agravantes recentes. Antes o homem convivia com os animais de modo mais sadio. Dava-lhes relativa liberdade.
Com o desenvolvimento tecnológico, os animais não podem ter mais nada parecido com uma vida normal: são mantidos em jaulas, sem liberdade de movimentos. Ficam doentios, e para prevenir doenças, recebem antibióticos em sua ração, assim como hormônios e anabolizantes cancerígenos, que provocam crescimento e engorda artificiais. [3]

Mas não é só por isso que a carne se transforma cada vez mais em fonte de doenças. Grande parte dos abates de gado bovino ocorre sem  fiscalização sanitária adequada.  Não é impossível encontrar-se patas e rabos de rato em lingüiças, ficar-se sabendo que o churrasquinho vendido na rua foi feito com carne de gato, ou ainda que o ‘filé’ comprado no açougue era carne de cavalo.

Quando a carne fica velha, escurece. Então alguns comerciantes colocam um corante vermelho que dá ao guisado e outros tipos de carne a aparência de estar úmido, com sangue recente. Mas o corante será mais um elemento cancerígeno na mesa do consumidor.

À medida que estes e outros fatos ficam cada dia mais conhecidos, até mesmo a ciência convencional desmistifica o uso da carne.  Já em dezembro de 1990, o “New England Journal of Medicine” revelava o resultado de uma pesquisa de seis anos com 88.750 mulheres norte-americanas. [4]  A conclusão era que o consumo de carne bovina ou suína aumenta radicalmente o risco de câncer no intestino, e mesmo o consumo ocasional de carne vermelha eleva as chances de  contrair a doença. Tal advertência vem sendo feita insistentemente por cientistas de vários países e, como consequência, uma parcela crescente da  população altera seus hábitos.

Do ponto de vista econômico, já se questiona o fato de que o Brasil exporta grandes quantidades de soja barata para alimentar o gado europeu, sustentando o carnivorismo do mundo rico, enquanto centenas de milhares de crianças brasileiras, talvez milhões,  têm alimentação inadequada.

Energeticamente, a criação de gado bovino é um desperdício. Para alimentar o gado de corte, são necessárias enormes extensões de terra que poderiam alimentar seres humanos com uma dieta mais leve e mais saudável. E as advertências sobre o perigo da explosão demográfica perderiam  sentido, se os rebanhos parassem de multiplicar- se por inseminação artificial, dando mais espaço geográfico para o ser humano.

Tanto o enfoque dietético, como o econômico, o energético e o demográfico nos levam a questionar o consumo da carne do ponto de vista antropocêntrico, isto é, pensando apenas no que é melhor para o homem, como se não tivéssemos dever nenhum para com animais menos evoluídos do que nós. As outras formas de vida, porém, têm um valor intrínseco, independentemente da sua utitilidade ou não para o nosso bem-estar particular. Esta é a questão ética. Mark Twain escreveu:

‘Se você cuida de um cachorro doente até que recupere a saúde, ele não vai mordê-lo mais tarde. Esta é a principal diferença entre os homens e  os animais’.

E Samuel Butler acrescenta:

‘O homem é o único animal que pode comportar-se amigavelmente com as vítimas que ele pretende devorar, até o momento em que as devora’.

Há nos olhos dos animais uma imagem pálida e um vislumbre de humanidade, ‘um raio de luz através do qual a vida deles olha para fora e para cima, em direção ao grande poder do nosso domínio sobre eles, e pede por amizade’, escreveu John Ruskin, um dos inspiradores de Gandhi.

A morte dos animais, mesmo os mais sensíveis e inteligentes, é considerada normal em nossa sociedade. Mas, ‘se os animais pudessem falar, teríamos coragem de matá-los e comê-los ?’, perguntou um dia o escritor francês Voltaire. ‘Como poderíamos justificar tal fraticídio ?’

Herbert Spencer escreveu que ‘o comportamento do homem para com os animais é inseparável do comportamento dos homens entre si’. A filosofia esotérica afirma que a dor que causamos aos animais retarda a evolução humana.   Há quem diga que ‘o  círculo vicioso do longo e contínuo massacre de animais só pode culminar em guerras’.  O escritor inglês George Bernard Shaw foi além: ‘Enquanto o homem assassinar animais e comer sua carne, vamos continuar tendo guerras’, escreveu ele. E o indiano T.L.Vaswani advertia que ‘nenhum país está verdadeiramente livre enquanto o animal, o irmão mais moço do homem, não estiver livre e feliz’. [5]

Alguns carnívoros consideram que questionar eticamente a morte de animais é um exagero. ‘Afinal, a maior parte deles já teve seu nascimento provocado, especialmente, para serem sacrificados mais tarde’, alegam. Outras pessoas, porém, discordam. ‘Você tem a opção de dar ou não vida a outros seres’,  explicam. ‘Nada disso o autoriza a matar, nem a maltratar ninguém’.

De acordo com esse ponto de vista, atrás do ritual inocente de comer uma chuleta ou bife mal-passado, existe um verdadeiro holocausto, uma morte violenta em massa, permanente, rotativa, de milhões de bois e vacas indefesos. A maior parte do rebanho bovino brasileiro, que tem mais de cem milhões de cabeças, passa pelo matadouro a cada período de poucos anos.

E como se dá esse processo rotineiro ?

Os animais viajam centenas de quilômetros de pé, sem água ou comida, apertados na carreta de um  caminhão. Ao chegar,  ficam de dois a quatro dias no pátio do abatedouro ―  recebendo apenas água. Na hora do sacrifício, os animais são forçados a entrar em um longo corredor estreito. São tomados pelo desespero, e tentam fugir de todas as formas. No final do corredor, uma das maneiras mais usadas de matar começa com um golpe de marreta na cabeça. O animal fica tonto, perde as forças e cai com os olhos abertos, mas é suspenso por um guindaste atado às patas traseiras. Às vezes já está se recuperando do golpe e debatendo-se pela liberdade quando é definitivamente degolado. Seus olhos se esvaziam; o olhar ainda está lá, mas a vida atrás dele retira-se.

As facas não param, o boi deixa de existir e em poucos minutos é completamente despedaçado. O couro viaja para o curtume. O sangue vira ração de animais e as fezes, de adubo. Mas haverá muito sangue e fezes poluindo o curso d’água próximo.

A experiência de testemunhar a morte violenta de animais obedientes, humildes, é muito forte. Muitas pessoas jamais provam carne após uma visita a um matadouro. Enquanto assistem à morte dos animais, que caem um após outro , alguns precisam reprimir um impuso não racional que lhes manda gritar ao homem da morte, interpondo-se entre ele e o animal:

‘Pare! Pare de matar! Deixe este animal vivo!’

Se Bernard Shaw tinha razão, o surgimento de novas teorias alimentares, que nos levam a abandonar o hábito de matar animais para comer carne, é uma das grandes bênçãos que hoje se derramam sobre o difícil caminho da humanidade. Pode ser um dos fatores fundamentais para eliminar a violência de dentro e de fora do indivíduo humano. Estará sendo aplicado, então, um ensinamento de um sábio que foi conhecido no mundo grego antigo como Pitágoras:

‘A Terra, generosa, oferece a você uma grande variedade de alimentos puros e de refeições que podem ser alcançados sem massacre nem derramamento de sangue’, disse o filósofo e matemático há 2.600 anos atrás.

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NOTAS

[1] ‘Birthday Autograph Book’, Animal Welfare Board, Madras, Índia.

[2] ‘Vida e Saúde’, revista, número especial sobre o vegetarianismo, p. 19 e seguintes. ‘Tribuna Alemã’, outubro de 1983, nº 343, pp. 14.

[3] ‘SOS Animal’, publicação da Liga de Prevenção à Crueldade Contra o Animal, Belo Horizonte, MG, ano VII, nº 32, junho de 1990.

[4] ‘Gazeta Mercantil’, 14 de dezembro de 1990.

[5]  ‘Birthday Autograph Book’, obra citada.  Este volume é a fonte dos pensamentos de vários pensadores citados nos parágrafos anteriores.

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O texto acima corresponde ao capítulo  três do livro “Apontando Para o Futuro — responsabilidade ética e preservação ambiental no século 21”,  de Aveline.  A obra foi publicada em Porto Alegre em 1996, com 106 pp., pelas editoras FEEU e PrajnaParamita, e está esgotada.
Veja o livro “A Vida Secreta da Natureza”, de  Carlos Cardoso Aveline, Terceira Edição, Ed. Bodigaya, 2007, 158 pp. Visite www.bodigaya. com.br

Papinha Milagrosa P/ Nossos Peludinhos

Essa receita tem salvo muitos bbs com inapetência (falta de apetite), erliquia, babesia, anemia, e outras doenças.

Ingredientes:

Fígado, coração e músculo de boi (200 gr de cada), inhame (1 inteiro de bom tamanho), beterraba (1/2 média) e cenoura (1 média). Cozinhar com uma pitada de sal e bater no liquidificador em consistência de purê.

Misturar esse patê com a ração. Se seu cão não come ração, misture com arroz.
Não se assuste se o coco sair avermelhado, é por conta da beterraba.
Sei, de casos de cães que se recuperaram em uma semana comendo a papinha.

Outros que engordaram quase 2kg em 20 dias.
Vamos divulgar para ajudar o máximo de cães.

Fique de olho no humor de seu animal doméstico

Quando o ativo Dinho, um pinscher de 12 anos, parou de brincar com os demais cães da casa, sua dona, Aline de Paula, de 22, estranhou. “Ele ficou amuado e se poupava até para fazer as necessidades fisiológicas: fazia rápido e voltava a ficar deitado”, conta. As alterações de comportamento eram sinal de algo grave, que Aline só descobriu ao levar o animal de estimação a uma consulta veterinária: um câncer na boca. O caso é emblemático. Mudanças comportamentais são comuns em animais com dor – confira no quadro abaixo. As dores crônicas são as maiores responsáveis, caso dos males ligados à idade, como câncer, hérnia de disco, artrose e nefropatia (a alteração da função dos rins). “A expectativa de vida de gatos e cachorros cresceu e eles estão pagando o preço, com o aumento da incidência de doenças relacionadas à idade avançada”, diz Karina Yazbek, veterinária certificada pela Sociedade Brasileira de Estudo da Dor (SBED). São considerados idosos os gatos com mais de 7 anos. Cães de pequeno porte se tornam senis aos 8 anos, e os de tamanho médio, aos 7. Já cachorros grandes envelhecem cedo, entre 5 e 6 anos. E vivem menos: aproximadamente 10 anos. Os outros têm expectativa de vida entre 13 e 20 anos. Gatos podem alcançar 15. Mas os sinais emitidos por animais idosos com dor são semelhantes aos dos jovens, ressalta a veterinária Denise Fantoni. Segundo ela, outras causas de dor em bichos de estimação são traumas, inflamações na orelha, processos pós-operatórios e ainda uma doença capaz de acometer a função urinária, no caso dos felinos. As dores dos nossos bichos Caso seu animal doméstico apresente os sintomas a seguir, leve-o ao veterinário Tristeza, apatia e prostração Menor interação com o proprietário (não o recebe no portão, não quer brincar) Redução de mobilidade Diminuição do apetite Automutilação (fustigando alguma parte do corpo, como a pata) Ganidos e grunhidos (em caso de dor aguda, como a pós-operatória) Agressividade ou timidez (sinais opostos para expressar a dor) Respiração ofegante e batimentos cardíacos acelerados Insônia e cansaço Cães Gatos Aumento da carência (ele quer chamar a atenção para mostrar que está mal) Não levantar a perna para urinar Redução dos hábitos de auto-higiene Aumento do isolamento Fonte: Karina Yazbek, veterinária certificada pela Sociedade Brasileira de Estudo da Dor (SBED); Denise Fantoni e Patrícia Flôr, também veterinárias. Leitura de sinais – A sinalização de dores é algo relativamente novo na vida dos animais, segundo explica Yazbek: trata-se de uma consequência da domesticação desses bichos pelo homem. Na natureza, para não se mostrar presa fácil, era preciso agir de forma contrária, camuflando fragilidades. “Os gatos ainda preservam um pouco desse instinto de sobrevivência: você não vê um deles demonstrando dor quando está perto de cães”, explica a veterinária Patrícia Flôr. “Por isso, é mais difícil perceber sintomas: os gatos se escondem no armário, debaixo da cama ou dentro do box do banheiro, porque é gelado e pode amortecer a região dolorida”, complementa. A auto-mutilação, um dos comportamentos adotados por cachorros com dor física, também pode estar atrelada a perturbações psicológicas. Animais que perdem seus donos, por exemplo, podem se lamber até gerar uma lesão no local alvejado. “A carência é causa de distúrbio psíquico: animais que se sentem abandonados chegam a se machucar na tentativa de atrair a atenção do dono”, diz Yazbek. Por meio de exame físico, um veterinário pode averiguar se há algo no corpo do animal que o incomode a ponto de atrair lambidas ou se ele sofre de alguma neurose. Um raio-x na área também é recomendado. http://veja.abril.uol.com.br/noticia/variedades/fique-olho-humor-seu-animal-domestico-492470.shtml

CUIDADO! Esses alimentos podem matar seu cachorro

Bom dia,
 
Eu levei o Chico ao veterinário ontem porque ele estava com uma diarréia há alguns dias e o veterinário me deu uma lista de comidas que não devem ser dadas a cães em hipótese alguma:
 
Bebidas Alcoólicas
Muitas vezes são adocicadas e podem atrair cães e gatos, mas podem induzir uma intoxicação séria e às vezes fatal.
Sinais e efeitos colaterais: Descordenação, Excitação, Depressão, Urinar excessivamente, Respiração lenta, Ataque cardíaco e morte.
Abacate
Folhas, semente e a fruta do abacate contem uma substância tóxica chamada persina. Pode causar desarranjo gastro-intestinal.
 
Café (todas as formas)
Café contem componentes perigosos chamados xantinas que podem causar danos ao sistema nervoso e sistema urinário além de ser um estimulante cardíaco.
 
Cascas de batatas
Batatas e tomates contem uma substância chamada solanina e outro alcalóides. Se ingeridos em grande quantidade, podem gerar salivação excessiva, desarranjo do trato gastrointestinal, perda de apetite, depressão do sistema nervoso central e outors sintomas. Evite.
 
Cebola
Cebolas contme tiosulfato. Cachorros sensíveis a cebola podem desenvolver anemia. Felizmente todos os cachorros se recuperam quando não ingerem mais cebola.
Chocolate (todas as formas)

Chocolate contem teobromina, um composto diurético e estimulante do coração.
Sinais: Excitação inicial, beber e urinar excessivamente, vômito e diarréia. Chocolate pode causar ritmo cardíaco acelerado, podendo levar a convulsões ou mesmo morte.
 
Comidas estragadas ou mofadas
Muitos tipos de mofo contem uma toxina chamada aflatoxina. Pode causar vômito/diarréia, tremores musculares, descordenação, febre, salivação excessiva e danos ao fígado.
 
Comidas gordurosas

O problema principal destes alimentos é um desarranjo gastrointestinal e, em alguns casos pode culminar em uma pancreatite. Pode ser fatal em alguns animais e é quase sempre causado por comidas muito gordurosas como bacon.
 
Noz macadâmia
A macadâmia contem uma toxina desconhecida que pode afetar os músculos, o sistema digestivo e o sistema nervoso de cachorros. Já foram registrados casos de paralisia.
 
Uvas e uvas passas
Existem casos registrados de apenas 6 (seis) uvas ou passas causando insuficiência renal aguda. A toxina não foi identificada ainda.
 
No caso de intoxicação sempre leve ao veterinário mais próximo. Não deixe medicamentos ao alcance de animais.
 
Desculpe se a tradução dos nomes de algumas substâncias químicas não estiver correta. Eu não sou veterinário, mas achei importante passar essa lista o quanto antes possível.
 
Um abraço,
 
Gui
 
P.S. O chicão já melhorou e hoje cedo está tudo de volta ao normal, se você entende o que digo.

Poodles Ajuda – SP

Este mesticinho de poodle esta a cada dia mais triste e deprimido, veja na foto, o uivo de dor e solidão!imaginem a minha  tristeza de presenciar tamanho desespero!!

A pretinha que podem ver em cima da mureta, raramente desce daí,(nem sei como aguenta! a mureta é muito estreita) faz côco e xixi aí em cima, tamanho o seu desespero.
Carinhosa, meiga, implora por um carinho!

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Desde que os divulguei, a Fabiana, pessoa de grande sensibilidade, está desesperada pra acudí-los.Conseguiu um lar pra eles através de uma amiga, a pessoa pediu 50,00 reais por cada um e mais saco de 25 kg de ração mensalmente e os dará abrigo, esta pessoa segundo ela, adora animais, já tem outros resgatados de rua.
Apelo ainda, que se alguém puder pagar um banho pra ela(12,00) e um banho e tosa pra ele,(20,00) estão terrivelmente sujos e mal cheirosos, eu os levarei ao pet, e depois do banho, serão levados pra serem castrados, e a Fabiana os retirará diretamente aqui na clínica pra os levar pra seu novo lar.
Se alguém quiser ajudar estes sofridos animais, por favor entre em contato com a Fabiana: ghatyh@yahoo.com.br , celular ….7230-6696 repassem por favor, pra blogs, orkut,contatos, quem sabe uma boa alma possa nos ajudar a tirar estes inocentes da vida tão triste que estão levando.
Leuda

GRAVIDEZ PSICOLÓGICA EM CADELAS E FLORAIS DE BACH

por Dra. Martha Follain

São alterações hormonais provocadas pelo cio que detonam a falsa gravidez em que, o corpo do animal se prepara para abrigar os filhotes e, o comportamento muda de uma forma radical. A gravidez psicológica é um distúrbio hormonal que a cadela apresenta depois do cio. É chamada de psicológica mas, é uma patologia.

Dizem os estudiosos que, a gravidez psicológica acontece como uma memória genética do comportamento dos lobos, os ancestrais do cão. Na alcatéia, só a fêmea alfa irá ser fecundada pelo macho alfa. Essa fêmea, geralmente, é a melhor caçadora e, terá que deixar seus filhotes para caçar . Para garantir que esses filhotes sejam amamentados, as fêmeas não fecundadas têm a falsa gravidez e, passam a cuidar dos filhotes, na ausência da fêmea alfa.

A pseudociese (gravidez psicológica) também pode acometer as gatas mas, é bem mais comum entre as cadelas . Freqüentemente , ocorre em cadelas que nunca cruzaram e que já passaram por mais de um cio. Mas, pode acontecer no primeiro cio. As cadelas estão mais sujeitas às pseudociese porque têm ovulação espontânea, ou seja, independente de cruzar ou não.

A causa biológica está relacionada à prolactina, o hormônio da amamentação que, passa a ser produzido em grande quantidade.
Os sinais se manifestam cerca de 2 meses após cio – tempo médio de duração de uma gravidez.

Sintomas:
– falta de apetite
– agressividade
– carência
– mamas inchadas e cheias de leite
– a cadela poderá preparar um ninho, para receber os filhotes, além de adotar um objeto para cuidar e proteger.

A forma de evitar a gravidez psicológica é castrar o animal. Consulte sempre o veterinário, para que ele indique o método mais adequado de tratamento.

Florais indicados para ajudar a aliviar os sintomas da gravidez psicológica. Esses florais não são um guia – são, meramente, uma sugestão. Consulte o terapeuta floral.

rescue
Trata o estresse, o sofrimento e a tensão, relaxando, restituindo a calma e fazendo a cadela sentir-se mais segura.

chestnut bud
Para evitar que esse tipo de gravidez se repita.

gentian
Para tratar a tristeza, a depressão – por uma causa conhecida.

gorse
Para tratar o desânimo. Restitui a perseverança, a vitalidade.

white chestnut
Para tratar o tormento mental. Trata a preocupação e o estresse.

vine
Para tratar a agressividade.

chicory
Para tratar a carência afetiva.

Fonte: http://www.greepet.vet.br/gravidezpsico.php