Pets encalorados comem pouco.

E estão certíssimos!

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Entrada de verão é sempre a mesma história: clientes ligando porque seus peludos estão passando mal, apresentando episódios leves de vomito, fezes amolecidas, prostração, coceiras,mas, principalmente, inapetência.

E eu sei que poucas situações desesperam mais um tutor que o peludo torcer o nariz para um pratão caprichado de dieta caseira! Mas nessas horas, amigos, lembrem-se que a natureza não opera de acordo com as nossas convenções humanas de sempre tomar café-da-manhã, sempre almoçar, sempre jantar etc. Vamos entender por que isso acontece.

A digestão é um dos processos fisiológicos que mais geram calor. Absorver os nutrientes requer concentração de sangue no centro do corpo, lá no trato digestório. Quando o clima está muito quente essa concentração de sangue fica atrapalhada. Isso porque o calorão obriga o corpo a fazer justamente o oposto: dispersar o sangue para a superfície do corpo a fim de resfriá-lo. Sem a concentração necessária de sangue no tubo digestório, os alimentos ingeridos ficam parados no estômago por mais tempo e podem até fermentar, o que gera ainda mais calor, desconforto e dificuldade respiratória.

Assim, pets encalorados que de repente passam a comer menos estão sendo inteligentes e preservando a si mesmos. Lembre-se desse importante mecanismo de defesa e não force comida. Providencie água bem fresca, ventilador ou ar-condicionado, sombra e piso sem tapetes. Nada de levá-lo pra passear sob o sol quente com o asfalto pegando fogo e sem uma boa brisa para refrescar. Mais tarde, num horário fresco, volte a oferecer uma pequena refeição leve, de preferência fria (deixe na geladeira), como um pouco de fruta picada com iogurte natural. Ao longo do verão o organismo vai se ajustando e a inapetência vai cedendo.

Mas é claro que se ele continuar recusando comida e, principalmente, se a inapetência vir acompanhada de visível mal estar, prostração excessiva etc, não hesite: leve seu amigão ao veterinário de sua confiança.

Acredite: cães adultos saudáveis são amplamente adaptados ao jejum de sólidos. Na natureza, canídeos fisiologicamente idênticos ao seu pet não se alimentam diariamente. Nada de ruim acontecerá se ele passar alguns dias comendo pouco ou até mesmo se rejeitar totalmente a comida por 1-2 dias. Ele pode emagrecer um pouco, mas isso inclusive o ajudará a se sentir mais fresco – e depois pode-se perfeitamente correr atrás desse peso perdido.

Posto assim, não faz super sentido que alguns pets estejam querendo tudo menos comida esses dias quentes?

Dieta Natural para Perda de Peso em Cães

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Introdução

A obesidade canina já é a doença nutricional mais freqüente nos países desenvolvidos, com uma prevalência na faixa de até 44%. Mesmo no Brasil, em capitais como São Paulo, o índice de cães gordinhos é alarmante.

E a má notícia é que muitos donos não percebem; ou pior, banalizam a obesidade de seus companheiros caninos. Pensam que o cão está é “forte”, que ele fica “mais bonito assim”, que esse é “o porte esperado para a raça”. Tenho visto até mesmo filhotes obesos, o que é ainda mais preocupante.

Freqüentemente chamam a minha atenção para a “magreza” dos meus cães. Mas meus cães não estão magros. É esperado que cães no peso certo apresentem uma cinturinha, quando observados de cima. É normal as costelas serem palpáveis. Ué, com pessoas no peso ideal também não é assim?

Aliás, é curioso que em relação ao ser humano todo mundo reconheça que manter o peso ideal não é apenas uma questão de estética, mas de saúde. Paradoxalmente, permitimos que nossos cães engordem, mesmo sabendo que assim eles estão sujeitos às mesmas doenças dos humanos gordinhos: diabetes, artroses, etc.

Se você tem um cachorro que está acima do peso, não encare esse artigo como um puxão de orelha. E sim como uma oportunidade de reconhecer e encarar esse problema de frente, de entender os motivos que levaram seu amigo a engordar e, finalmente, de fazer algo a respeito. Os animais de estimação têm uma grande vantagem: eles não sabem abrir a geladeira.

Em outras palavras: é muito mais fácil fazer um cão gordo atingir o peso ideal do que fazer o mesmo com um ser humano. Motivos que levam as pessoas a engordar, como estresse profissional, frustrações pessoais, TPM, ansiedade, baixa auto-estima, não valem para os cães. Tire proveito disso! Você tem total controle sobre a dieta e sobre o peso de seu amigo peludo. Exercitar esse controle é mais simples do que parece. Basta instituir uma dieta caseira adequada para perda de peso e corrigir alguns maus hábitos. E pode confiar: seu cachorro não vai deixar de te amar por isso.

Pelo contrário: ele vai te amar por mais tempo, já que está comprovada a relação entre peso ideal e longevidade.

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Fatores que levam à obesidade

Quando se dão conta de que o cão está obeso, muitos donos se perguntam como foi que o pet chegou a esse ponto. “Dei comida demais?” “Será que é a genética da raça?” Afinal, ninguém planeja engordar o cão intencionalmente. Mas a verdade é que não existe um único agente determinante. Em geral uma confluência de fatores está por trás do aumento de peso dos cães. Veja a seguir quais são e saiba como contorná-los:

Excesso de calorias

Ganho de peso é balanço positivo, uma questão quase matemática. Quando a ingestão de calorias supera a demanda, o organismo tende a armazenar essa energia extra na forma de gordura. Mas de onde pode estar vindo o excesso de calorias?

Deixar a comida à vontade

Encher a vasilha do cachorro até a boca e esperar que ele regule o próprio consumo é a maior roubada. Com um centro da saciedade falho, os cães são capazes de comer muito além de seus requerimentos fisiológicos. Ser uma draga é uma vantagem na Natureza, já que o canídeo é um predador oportunista que precisa sobreviver a períodos de escassez. Mas o cão doméstico recebe alimento todo dia sem fazer esforço, e essa gula acaba sendo um um problema. Racionar a alimentação do cão adulto em pelo menos duas refeições diárias, de acordo com sua idade e peso, previne obesidade e poupa dinheiro.

Porções generosas demais

A maioria dos cães devora a refeição em segundos. Diante de um olhar que parece implorar por mais, muitos donos exageram nas porções. É inútil fazer isso, pois fato é que a maior parte dos cães nunca está satisfeita.

O cão comerá até se tornar um obeso mórbido e mesmo assim não estará satisfeito. Melhor dar carinho quando ele fizer cara de “quero mais”. No futuro ele vai te agradecer por estar no peso certo!

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“Lanchinhos” e petiscos

Nunca deixe de considerar os “extras” oferecidos entre as refeições. Eles somam calorias à dieta e podem pôr a perder o melhor dos regimes. Pedacinhos dos lanches que os donos estão comendo podem parecer pouca coisa para um humano. Mas imagine o que representam para um cão de pequeno!

Mesmo inocentes frutas podem engordar, dependendo do porte do cão e da quantidade oferecida. Além disso, dar petiscos sem motivo reforça o comportamento de implorar comida fora de hora e pode acarretar desequilíbrios à dieta. O truque é não interpretar todo pedido de atenção do cão como uma manifestação de que ele está com fome. Ele pode estar simplesmente querendo atenção.

Você pode recompensá-lo de outras formas. Um bom passeio, uma sessão de brincadeiras ou uma gostosa escovada são gratificantes para o cão e duram mais que o prazer relâmpago de engolir um pedaço de comida.

Muitos cães adoram lamber gelo, um “petisco” sem calorias. Se a abolição dos lanchinhos não for possível, opte por petiscos pouco engordativos, como rodelas de cenoura crua, pedaços de maçã sem sementes, ossos crus grandes ou pedacinhos de queijo branco light. Se o cão estiver muito acima do peso, desconte esses extras do total diário de alimentos. Procure limitar os extras a 5 a 10% da dieta total.

Observação: é importante conversar com todos da casa – vovó, criancinha, funcionários – para que todo mundo colabore com o regime do cão.

Alimentar uma vez ao dia

Com a correria do dia-a-dia, muita gente tem esse hábito. Oferecem de uma vez ao cão a porção do dia todo. Recebo e-mails perguntando se com dieta natural é possível fazer isso. Respondo que, independentemente do tipo de dieta (se industrializada, se caseira cozida ou crua), não é recomendável oferecer apenas uma refeição ao dia. Dados epidemiológicos mostram que uma grande porcentagem dos cães obesos é alimentada dessa forma.

O dono acaba exagerando no tamanho da porção. O cão, claro, come tudo de uma vez. Fica sujeito à torção gástrica, condição potencialmente fatal caracterizada pela distensão e rotação do estômago sobre o próprio eixo. E na melhor das hipóteses, tem indigestão, gases e diarréia, além de mal estar. Para cães adultos, o correto é dividir o total diário de alimentos em pelo menos duas refeições.

Dieta inapropriada

Algumas vezes os cães engordam não porque os donos oferecem petiscos demais, ou porções grandes demais, ou os alimentam apenas uma vez ao dia. Mas porque a dieta não está corretamente formulada ou balanceada. Veremos a seguir que, em geral, cães castrados, idosos, sedentários e raças predispostas à obesidade, entre outros, requerem uma dieta com menos calorias.

A dieta natural clássica, à base de meaty bones e sem adição de carboidratos, costuma enxugar sem esforço os quilinhos extras da maioria dos cães. Em contrapartida, uma dieta caseira rica em alimentos gordurosos ou em carboidrato (arroz branco, frutas), e/ou pobre em fibras é a receita para engordar cães com requerimentos energéticos modestos. Mais à frente veremos como deve ser formulada a dieta caseira para perda de peso.

Problemas comportamentais

Algumas pessoas relatam que não conseguem controlar o tamanho das refeições porque seus cães ficam bravos quando têm a porção de comida reduzida. De fato, assim como as pessoas, cães podem ficar mais agitados e ansiosos quando estão de dieta.

Veremos que é possível driblar isso com uma dieta adequada – rica em fibras, que produz maior saciedade – oferecida várias vezes ao dia. E com distrações, como passeios e brincadeiras. Mas os cães não devem ficar agressivos. Se isso acontecer é porque há problemas na relação cão-dono. Nesse caso, um especialista em comportamento canino deve ser consultado.

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Falta de atividade física

O exercício físico é tão importante que muitas vezes sozinho consegue prevenir ou combater o ganho de peso. Cães que praticam atividade regularmente evitam perda óssea e desenvolvem a musculatura (massa magra). Mais músculos = um metabolismo mais acelerado, consumidor de mais energia.

Porém, o fato de boa parte dos cães viver em áreas pequenas, como apartamentos, limita muito o gasto de energia. Se o cão não se exercita, basta um teor moderado de calorias na dieta para provocar ganho de peso.

Cães de porte pequeno até conseguem ter suas necessidades supridas em espaços menores – embora os passeios diários ofereçam estímulo físico e mental bem-vindo.

A vida em apartamento é um problema mesmo para cães médios e grandes, que não têm espaço para correr. Para manterem o peso ideal (sem falar na sanidade mental), a atividade física diária é fundamental para esses cães. E não basta dar uma voltinha no quarteirão. Estamos falando de exercícios intensos, com duração de pelo menos 40 minutos, ao menos uma vez ao dia – inclusive aos finais de semana.

Importante: jamais dê início a uma rotina de exercícios de forma abrupta. Cães sedentários e acima do peso costumam estar fora de forma. A combinação “excesso de peso + exercício extenuante” pode prejudicar as articulações e ligamentos. Comece de maneira gradual e prefira atividades de baixo impacto, como caminhada, natação ou hidroesteira.

Cão que rouba comida de outro cão, do gato (ou do dono)

A dieta industrializada para gatos é extremamente atraente ao paladar canino e a maioria dos donos costuma deixá-la à disposição o dia todo. É preciso que seja mantida totalmente fora do alcance dos cães.

Dois ou mais cães comendo juntos também não é boa idéia. O mais voraz sempre fica de olho e tenta roubar a comida dos outros. Para evitar brigas e desbalanços nutricionais, a melhor saída é separar os cães até que todos tenham terminado.

Por último, há cães que assaltam a fruteira ou roubam comida de cima de mesas e bancadas. Um bom adestramento ajuda. Mas poucos cães resistem à comida dando sopa, portanto tire-a de vista.

Predisposição racial

Embora todos os cães possam se tornar obesos, algumas raças engordam têm uma facilidade impressionante. Essa predisposição é ditada pela genética.

Dentre os cães de pequeno porte podemos citar os Beagles, os Dachshunds e os Pastores de Shetland; entre os de porte médio, o Cocker Spaniel e o Basset Hound; e entre os grandes e gigantes, o Labrador, o Golden e o Bernese Mountain Dog. Galgos como o Whippet, o Greyhound e o Saluki são os sortudos nesse aspecto, ficam esbeltos sem tanto esforço.

O Labrador parece ser a raça com a maior tendência a engordar. A obesidade nos exemplares está tão corriqueira que muitos donos e até veterinários acham que é “normal o Labrador ser gordinho”. A raça tem uma massa de gordura maior do que outras raças e um metabolismo basal mais baixo que o do Cocker Spaniel. Em outras palavras, se um Labrador não se exercita, uma quantidade relativamente pequena de comida é o suficiente para ele ficar uma bola.

A prevenção da obesidade é importante para todos os cães, independentemente da raça. Mas se seu cão é de uma das raças citadas acima, o cuidado deve ser redobrado.

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Predisposição individual

Sabe quando dois ou mais cães, da mesma raça, comem a mesma quantidade de comida e só um engorda? Pois bem, é a bendita da tendência individual. A predisposição à obesidade é determinada por uma herança poligênica (vários genes determinando essa tendência). Por isso, o melhor a fazer é racionar as porções levando em conta as particularidades de cada indivíduo, mesmo que sejam da mesma raça.

Idade, sexo e castração

Obesidade é um processo que geralmente leva tempo para ocorrer. De acordo com pesquisas, a freqüência de obesidade aumenta conforme a idade do cão e do dono. Segundo um estudo citado na Enciclopédia de Nutrição Clínica da Royal Canin, “6% dos filhotes de 9 a 12 meses são obesos, 40% dos adultos e até 70% dos cães acima de 9 anos. “ Isso porque com o passar da idade o metabolismo basal vai diminuindo.

As cadelas têm mais tendência a engordar do que os machos. Provavelmente, dentre outros fatores, devido à menor massa muscular. Se forem castradas, a predisposição a engordar duplica. Isso acontece porque os hormônios sexuais atuam no sistema nervoso central aumentando o metabolismo celular. É por isso que as cadelas não-castradas comem muito menos quando estão no período do estro (cio) do que quando estão no anestro, que é o intervalo de tempo entre os cios. Cadelas castradas ficam eternamente no anestro.

Um estudo (Jeusette et al) realizado com grupos de Beagles castrados e não-castrados comprovou que a fome dos cães esterilizados era 20% maior. A castração também afeta os machos, reduzindo a atividade física espontânea. A obesidade é observada em 32% dos cães machos castrados e 15% dos intactos (Robertson, 2003). Para evitar o ganho de peso, a dieta de cães machos e fêmeas castrados deve conter, em média, 20 a 30% de calorias a menos.

Doenças e medicamentos

A administração prolongada de glicocorticóides (prescritos para uma infinidade de afecções), antiepilépticos e contraceptivos pode levar ao aumento de peso nos cães. É preciso também descartar doenças como diabetes, hiperadrenocorticismo e hipotireoidismo, que podem estar associadas a ou serem confundidas com obesidade.

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Motivação é imprescindível!

É preciso determinação para fazer um cão obeso emagrecer e depois manter o peso ideal. Não dá para esperar que ocorra uma mudança sem comprometimento e esforço. A dieta e os exercícios funcionarão enquanto você estiver motivado. Por isso é que é tão importante :

1º reconhecer a obesidade do cão,
2º descobrir as condições que levaram o cão a engordar para poder evitá-las

O problema é que por ser uma doença crônica, silenciosa e tão difundida, muitos donos não a vêem pelo que é: um distúrbio metabólico que altera as funções do organismo e reduz a expectativa de vida. Para motivar uma mudança, reunimos abaixo uma relação dos impactos negativos da obesidade na vida dos cães e, em seguida, as vantagens de manter o cão no peso ideal.

Malefícios causados pela obesidade

Filhotes:

– Filhotes de raças grandes e gigantes que crescem obesos têm muito mais risco de desenvolverem doenças osteoarticulares, como a displasia coxofemoral exacerbada;

– Cadelas filhotes obesas têm 1.5 vezes mais risco de se tornarem adultas obesas.

Adultos e idosos obesos:

– Vivem em média 2 anos a menos, conforme mostrou um estudo com Labradores;

– Apresentam maior incidência de cardiopatias;

– Desenvolvem diabetes por resistência à insulina;

– Apresentam intolerância ao exercício físico;

– Sofrem mais com doenças osteoarticulares;

– Podem apresentar dificuldade respiratória;

– Têm a imunidade mais baixa;

– Estão mais predispostos a hiperlipidemia (gordura em excesso no sangue);

– Enfrentam mais dificuldades para emprenhar, gestar e parir;

– Têm mais tendência a desenvolver tumores mamários;

– Estão mais sujeitos à malasseziose e outras afecções dermatológicas;

– Correm mais riscos anestésicos;

– Tornam difícil a realização de exames exploratórios, como radiografia, palpação e auscultação;

– Têm mais chance de romper o ligamento cruzado;

– Freqüentemente apresentam infiltração gordurosa no fígado;

– Correm mais risco de sofrer uma pancreatite hemorrágica aguda;

– São mais propensos à hipertermia em dias quentes;

– Têm maior tendência à formação de cálculos urinários de oxalato de cálcio;

– São mais predispostos (no caso de fêmeas) à incontinência urinária;

– Apresentam maior incidência de infecções urinárias;

– Formam mais calos de apoio.

Vantagens de se ter um cão no peso ideal

– Saúde e a vontade de viver do cão, que se torna mais disposto e bem-humorado;

– Poupar dinheiro com comida em excesso;

– Poupar sofrimento com tratamentos, medicamentos e cirurgias;

– Poupar dinheiro com tratamentos, medicamentos e alimentos especiais;

– Beleza: o cão no peso ideal é muito mais elegante, atlético e vigoroso;

– Reprodução: cadelas no peso ideal apresentam melhor índice de fecundidade, requerem menos cesáreas, produzem um maior número de filhotes e cuidam deles com mais energia;

– Passar a cuidar melhor da sua saúde, já que esse assunto convida a refletir sobre alimentação saudável em geral e exige que você passeie com o cão;

– Menos fezes para limpar, uma vez que o cão está se alimentando menos e melhor;

– Não levar puxão de orelha do veterinário em função do cão estar gordinho;

– Maior eficiência de cães de guarda e de alarme, mais ágeis e ativos;

– O cão fica apto a participar de várias atividades bacanas, como agility, flyball, freestyle, trilhas, rafting e muitas outras!

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Reconhecendo a obesidade

É fácil identificar obesidade nas pessoas. Elas tendem a acumular gordura em quase todas as partes do corpo, principalmente na barriga – que nossa postura bípede revela tão bem. Reconhecer o acúmulo de gordura nos cães não é tão fácil. Eles têm pêlos, uma pele que pode ser grossa, a barriga fica para baixo, eles não engordam na cara e nas patas e, dependendo da raça, podem apresentar rugas naturais e formatos corpóreos muito diferentes.

A gordura está lá, nós é que precisamos saber onde procurar. Com um pouco de treinamento fica mais fácil distinguir cão um gorducho de um cão esbelto. Humanos lançam mão do cálculo do IMC (Índice de Massa Corporal), que relaciona altura e peso do indivíduo para saber se este está ou não no peso ideal.

Infelizmente não existe um IMC confiável para cães. Seria impossível estimar o peso esperado para cada cão, devido à grande variação entre cães da mesma raça – sem falar nos cães sem raça definida. O peso dos cães é aferido usando outros parâmetros: um “olhômetro” chamado Escore de Condição Corporal, e um “palpômetro”, que envolve sentir os depósitos de gordura. Para uma avaliação mais apurada, combinam-se os dois métodos.

Escore de Condição Corporal (ECC)

O EEC é um método comparativo. Posicione seu cão em estação (com as quatro patas plantadas no chão, em posição de “stay”) e observe-o de lado e de cima, comparando o que vê com as ilustrações abaixo. Ele apresenta uma cintura visível entre as costelas quando observado de cima? O abdômen dele está pendular quando observado de lado? O pescoço está muito largo? E a base da cauda? O escore é pontuado de 1 a 5, sendo que “1″ representa um cão caquético, “3″, um cão no peso ideal; e “5″, um cão com obesidade severa.

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Método do “palpômetro”

O ECC é até bastante confiável, mas pode enganar quando o cão é muito peludo ou quando tem um formato corporal naturalmente roliço (ex: Pug). O jeito é pôr a mão no cachorro e sentir os depósitos de gordura mais evidentes. Posicione seu cão em estação (com as quatro patas no chão), de preferência sobre uma mesa antiderrapante, para poder avaliá-lo melhor.

Atenção: as diretrizes que seguem não servem para avaliação do peso em galgos. Whippets, Salukis, etc, são raças que naturalmente apresentam um discretíssimo índice de gordura corporal sem que isso represente magreza excessiva.

Costelas, coluna vertebral e osso pélvico
As costelas e a coluna vertebral no cão com peso ideal não devem ser visíveis, mas devem ser facilmente palpáveis. Corra a mão pelo dorso do cão até o final das costas. Sem apertar, você consegue sentir as vértebras dorsais? No lombo, consegue sentir duas protuberâncias, uma ao lado da outra? São os ossos pélvicos.

Para sentir as costelas, posicione o dedão na espinha dorsal do cão e os outros dedos nas costelas. Percorra a mão nessa posição, ao longo da lateral do cão. Você deve conseguir sentir as vértebras dorsais e as costelas, sem aplicar pressão. Consegue diferenciar as costelas? Se você precisou pressionar as costelas para senti-las, seu cão pode estar acima do peso. Se não conseguiu distinguir nada, nem as costelas e nem as vértebras ou o osso pélvico, é provável que ele esteja obeso. Uma camada muito espessa de gordura está envolvendo os ossos.

Caso não tenha certeza do que esperar para a raça ou porte de seu cão, peça auxílio a um médico-veterinário ou a um criador experiente na raça em questão.

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OK, meu cão está acima do peso. E agora?

Ele precisará fazer um regime. Mas o próximo passo é estabelecer o peso ideal dele. Vamos supor que seu cão pese 30 quilos, e esteja com sobrepeso (ECC 4). Qual seria o peso certo para ele? Vinte e cinco quilos? Vinte e seis? Vinte e quatro?

Entre em contato com um veterinário que atenda seu cão há bastante tempo. Peça para ele localizar no histórico de pacientes os menores pesos que seu cão apresentou, uma vez adulto. Geralmente, cães jovens (por volta de 1,5 ano de idade) ainda estão esbeltos. Se esse era o caso de seu cachorro, descubra esse peso e estabeleça-o como meta.

Caso seu cão tenha sido um filhote ou jovem acima do peso e continuou assim, você não terá acesso ao peso ideal dele. O jeito é encontrar cães da mesma raça, sexo e porte, que estejam no peso ideal, e adotar o peso deles como meta.

Estabelecido o peso ideal – e o escore ideal, que é 3 – é hora de dar início à dieta.

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É importante contar com acompanhamento veterinário

Esse guia deve ser adotado apenas como uma referência. Consulte um médico-veterinário de confiança, que já conheça seu cão, antes de colocar qualquer medida em prática. Determinem juntos o grau de sobrepeso do cão, discutam o que pode ter causado a obesidade, descartem possíveis doenças endocrinológicas, revisem juntos nossas sugestões de dietas caseiras para perda de peso e tracem uma estratégia específica para o paciente.

Iniciada a dieta, é muito importante pesar o cão semanalmente para monitorar os resultados. Se possível, use uma lousinha ou folha de papel para registrar o progresso, situando em uma extremidade o sobrepeso atual e na outra extremidade, o peso-meta. Semanalmente, vá estabelecendo conexões e anotando cada peso, rumo ao peso esperado. Para não haver mensurações incorretas, pese o cão sempre no mesmo horário, usando sempre a mesma balança. Quinzenalmente ou mensalmente, compare o cão com as ilustrações do Escore de Condição Corporal e palpe as costelas, vértebras dorsais e região lombar.

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Como é a formulação da dieta para perda de peso?

Para atingir o peso ideal, cães obesos requerem uma dieta com algumas particularidades. O teor de gordura deve ser menor do que o usual, porque este é o nutriente que mais concentra energia. O interior de ossos abriga gordura. É por isso que nossa sugestão de Alimentação Natural light conta com uma proporção um pouco menor de meaty bones. Já a quantidade de fibras deve ser maior para promover a saciedade e reduzir a absorção intestinal de gordura e glicose.
A dieta para perda de peso também pede um teor de proteína mais elevado. Isso minimiza a perda muscular que inevitavelmente acompanha o emagrecimento. Alguns aminoácidos das carnes (cruas), como a L-Carnitina, ajudam o organismo a queimar gordura. A ingestão de uma dieta protéica produz saciedade (os aminoácidos são absorvidos lentamente e secretam menos insulina) e obriga o organismo a gastar energia para usar a proteína como combustível.

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Que dieta caseira devo adotar?

A que você preferir! Abaixo você vai conferir uma sugestão de Alimentação Natural Light, e duas de dieta caseira sem ossos. Todas são incrivelmente nutritivas e adequadas para cães que precisam perder peso. Observação: as receitas para perda de peso não são indicadas para cães filhotes.

Confira abaixo informações sobre cada modalidade.

Alimentação Natural perda de peso

Muitos cães gordinhos atingem naturalmente o peso ideal quando passam a receber uma dieta natural à base de meaty bones e carnes cruas. Se seu cão estiver apenas um pouco acima do peso, você pode ver se ele emagrece com uma Alimentação Natural sem fonte de carboidratos (tubérculos e grãos). Caso prefira, siga nossa sugestão de Alimentação Natural Light.

Formulação da Alimentação Natural Crua Light

45% meaty bones (ossos carnudos) sem pele
20% carnes magras
10% vísceras
25% legumes / verduras

Formulação da Alimentação Natural Cozida Light

20% carboidratos
40% carnes magras
10% vísceras
30% legumes / verduras
1 medida de suplemento de cálcio (pó de casca de ovo ou suplemento comercial)

Suplementos
Iogurte desnatado
Azeite de oliva / óleo de girassol / óleo de linhaça
Alho cru
Levedura de cerveja

Opcionais:
Fucus
Óleo de peixe (ômega-3)

Opções de alimentos

Meaty Bones – ossos carnudos (para quem optou pela dieta crua)
De aves (frango, peru, etc): pescoço, cabeça, dorso (ou carcaça / costela), asa, coxa, sobrecoxa e pés (oferecê-los em menor quantidade, pois contêm muito osso e praticamente nenhuma carne). Retirar a pele e sempre oferecer crus (ossos cozidos podem causar perfurações ou obstruções gastrointestinais devido a uma alteração na estrutura do colágeno).

Carboidratos (para quem optou pela dieta dieta cozida)
Prefira grãos e tubérculos de carboidratos complexos, como o arroz integral, aveia, quinua, batata yacon, inhame. Não use arroz branco, batata comum, mandioquinha nem batata-doce, que, por serem carboidratos simples, favorecem o ganho de peso.

Carnes magras
Acém, músculo bovino, coração de boi sem gordura, capa de contra-filé, bochecha de boi, peito de peru, peito de frango, patinho, peixes (sardinha, abadejo, atum, corvina), carne de cabrito. Uma vez por semana, pode oferecer um ovo de galinha cru (gema e clara, sem casca). Para garantir a ingestão dos aminoácidos L-Carnitina (que ajuda a emagrecer) e Taurina (um antioxidante), dentre outros, além de enzimas e um maior teor de umidade, ofereça as carnes cruas.

Vísceras
Esses alimentos costumam ser bastante nutritivos, mas também gordurosos. Por isso entram em menor proporção na dieta. O fígado de boi ou de frango são as vísceras mais nutritivas e indicadas. Em vez de acrescentar 10% diariamente, você pode oferecer fígado como substituto das carnes 1 ou 2 vezes por semana. Ou oferecer 25% de carne (sem os 10% de vísceras) em todas as refeições, desde que as carnes sejam variadas. Ofereça sempre crus.

Legumes/verduras/frutas
Boas opções incluem: abobrinha, abóbora, rabanete, pimentões, vagem, ervilha torta, berinjela, cenoura, brócolis, beterraba, folhas verdes (rúcula, couve manteiga, etc). Procure evitar batatas, mandioquinha e inhame. Varie os vegetais ao máximo. Ofereça os legumes e verduras crus e liquidificados, ou inteiros e cozidos (no vapor ou em pouca água, para não perder nutrientes), de acordo com a preferência de seu cão. As folhas verdes, contudo, precisam sempre ser oferecidas cruas e liquidificadas (do contrário não serão aproveitadas).

Frutas
Banana (com ou sem casca), maçã (sem sementes), pêra, melão, morangos e mamão (em pequena quantidade, para não soltar o intestino), são opções interessantes. Evite polpa de coco (muito gordurosa) e abacate e uvas (são tóxicos para cães). Em 1-2 refeições por semana você pode oferecer frutas no lugar dos legumes, caso prefira. Ofereça-as cruas, não precisa liquidificar.

Suplementos
Uma infinidade de suplementos pode ser oferecida aos cães, mas os que testamos e recomendamos aqui no Cachorro Verde, são:

Azeite de oliva / óleo de linhaça
Fonte de ácidos graxos essenciais, fornecem bastante calorias e por isso devem ser acrescidos à dieta light em pequena quantidade. Para cães de até 10kg, acrescentar 1 colher de café, 1x ao dia. Para cães de 10 a 20kg, 1 colher de chá rasa 1x ao dia. Para cães de 20 a 35kg, 1 colher de chá cheia ou uma colher de sobremesa rasa. Acima de 35kg, 1 colher de sobremesa 1x/dia.

Iogurte desnatado
O iogurte repõe as boas bactérias intestinais (aquelas que sintetizam vitaminas e defendem o organismo), além de fornecer minerais interessantes. Para cães de até 10kg, ofereça 1 colher de chá, 1x ao dia. Para cães de 10 a 20kg, 1 colher de sobremesa, 1x ao dia. Para cães de 20 a 35kg, 1 colher de sopa. Acima de 35kg, 1 ½ colher de sopa cheia 1x/dia.

Alho cru
Dotado de propriedades viricidas, bactericidas e vermicidas, o alho ainda estimula a imunidade e ajuda a baixar o colesterol. O truque é usá-lo cru e em pequena quantidade, já que causa dor de estômago e pode ser tóxico se oferecido em excesso. Acrescente à comida cerca de 1/7 a 1/8 de um dente de alho cru (ou seja, uma lâmina), dependendo do porte do cão, picadinho ou inteiro. Se for oferecer os legumes liquidificados, pode acrescentar a lâmina de alho e bater junto.

Levedura de cerveja em pó
Rica em vitaminas do complexo B, aminoácidos, minerais e prebióticos, a levedura é ainda um ótimo palatabilizante. Para cães de até 5kg, use 1 colher de café, 1x/dia. Para cães de até 10kg, ½ colher de chá, 1x ao dia. Para cães de 10 a 20kg, 1 colher de chá 1x ao dia. Para cães de 20 a 35kg, 1 colher de sobremesa, 1x/dia. Acima de 35kg, 1 ½ colher de sobremesa 1x/dia.

Fucus
Fucus vesiculosus ou Kelp é uma alga marinha riquíssima em minerais, em especial o iodo, e conhecida por auxiliar na perda de peso. Seu uso é inteiramente opcional. Uma pitadinha de fucus em cada refeição é o suficiente.

Óleo de peixe
Extraído de peixes marinhos de águas frias (salmão, cavalinha, sardinha), esse óleo concentra os preciosos ácidos graxos ômega-3 EPA e DHA, responsáveis por promover o emagrecimento, aumentar a disposição e as habilidades motoras, reduzir a inflamação, os níveis de triglicérides e o risco de doenças cardíacas.

Uma cápsula com 1.000 miligramas de óleo de peixe e 600 miligramas de ômega-3 acrescenta apenas cerca de 10 calorias à dieta. Costumo comprar a da marca Sundown (apenas uma sugestão para facilitar a pesquisa, não é propaganda). Para cães até 15kg, adicione 1 cápsula de óleo de peixe às refeições diariamente. Para cães acima disso, adicione 1 a 2 cápsulas por dia.

Se preferir perfure e despeje o conteúdo sobre a comida fria ou morna antes de servir.
Observação: cuidado para não confundir óleo de peixe com óleo de fígado de bacalhau. O segundo não é recomendado para uso diário por ser rico em vitaminas lipossolúveis (que se acumulam no organismo).

Óleo de coco
Excelente suplemento para emagrecimento, já ficou famoso até entre “gordinhos” humanos por suas propriedades que favorecem a perda de peso. Leia mais sobre ele aqui.

Ofereça uma colher de chá para cães até 10kg, uma colher de sobremesa para cães até 25kg, uma colher de sopa para cães acima de 25kg.

Outros suplementos
Um dos suplementos mais associados a regimes é o aminoácido L-Carnitina. Ele transporta os ácidos graxos de cadeias longas para serem oxidados na mitocôndria, aumenta a massa magra e reduz o tecido adiposo, o que acelera o metabolismo. Em geral, 50 a 100mg/kg é a dosagem diária recomendada. Entretanto, uma dieta à base de carnes cruas já proporciona um bom teor desse elemento em sua forma natural.

Outros suplementos que podem ser interessantes:

– Vitamina E e Luteína (antioxidantes);
– Vitamina A (normaliza a concentração da leptina, um hormônio da saciedade);
– Agentes protetores das articulações (sulfato de condroitina e glicosamina).

Instruções

Onde comprar?

Carnes, vísceras e meaty bones podem ser comprados em feiras-livres, supermercados ou açougues. Aliás, você pode pedir para o funcionário da feira ou da casa de carnes já retirar a gordura das peças. O óleo vegetal, o alho cru, a levedura de cerveja em pó, os grãos, e o iogurte são encontrados em supermercados. Drogarias ou lojas de produtos naturais vendem os demais suplementos (fucus e óleo de peixe).

Quanto oferecer?

Cães adultos e de porte pequeno e médio que estejam acima do peso devem receber em média 2,5% de seu peso corpóreo ideal em comida por dia; e cães de porte grande e gigante, cerca de 2% de seu peso corpóreo ideal em comida por dia. Ou seja, se seu cão pesa 15kg, mas o peso ideal dele é 11kg, calcule 2,5% de 11kg, e não 2,5% de 15kg.

Basta multiplicar 11 por 2,5%, o que totaliza 275 gramas. Essa é a quantidade de comida que esse cão deve receber por dia. Em se tratando de cadela, cão ou cadela castrado e com idade acima de 7 anos, desconte 10 a 15% (27,5 a 55 gramas) da dieta.

Definido o total diário de Alimentação Natural light, componha a dieta seguindo a formulação sugerida anteriormente (50% meaty bones, 15% carnes, 10% vísceras, 25% vegetais, mais os suplementos).

Como oferecer?

Se possível, divida o total diário em 3 ou 4 pequenas refeições. Isso ajuda a manter o cão saciado e aumenta a queima de calorias, pois o organismo produz calor (termogênese) cada vez que o cão ingere um alimento. Se seu cão não for fã de legumes, experimente misturá-los às carnes e aos demais alimentos (iogurte, óleo, etc).

Preparo

Para deixar tudo mais prático, separe e congele as porções diárias em tupperwares. Os vegetais liquidificados também podem ser congelados. Se preferir oferecer os legumes/verduras inteiros, deixe para cozinhá-los no dia em que for servi-los. Não congele os suplementos (iogurte, óleo, etc), sob pena de perderem os nutrientes. Acrescente-os aos alimentos frios (no máximo mornos) antes de servir.

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Congelamento e descongelamento

O congelamento em freezer (a -18 graus Celsius) por 48 a 72 horas inibe o crescimento bacteriano e destrói eventuais de cistos de parasitos e protozoários presentes nas carnes, meaty bones e vísceras.

Para descongelar a porção, basta retirar o saquinho ou tupperware do freezer e deixá-los na parte mais baixa da geladeira (onde é menos gelado) por um mínimo de 24 horas. Não se esqueça de colocar o saquinho ou tupperware dentro de recipientes maiores, para o “caldo” da carne crua não sujar sua geladeira. Essa é a maneira de descongelar alimentos que melhor preserva os nutrientes.

Esqueceu de retirar as porções com antecedência? Não faz mal. Basta encher com água (temperatura ambiente ou morna; nunca quente!) um recipiente, colocar o alimento a ser descongelado dentro de uma sacola plástica comum (com um nó nas alças, para não entrar líquido), posicionar o alimento ensacado dentro da água, e trocar a água a cada meia hora (ou assim que ela ficar gelada). Logo, logo, a porção estará descongelada e prontinha para servir ao seu cão.

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O que esperar da dieta caseira light para cães

Com a instituição de uma dieta adequada para perda de peso, aumento da rotina de exercícios físicos e abolição de petiscos calóricos, seu cão irá perder peso de forma segura e com saúde. A velocidade do processo varia conforme o indivíduo. Uma perda de peso muito acelerada não é desejável porque pode acarretar grande perda muscular e infiltração gordurosa no fígado. Emagrecer mais lentamente também inibe o “efeito sanfona”.

Pese o cão semanalmente. Nas primeiras semanas é normal o cão emagrecer mais rapidamente do que no decorrer do regime. Uma boa perda de peso é aquela na faixa de 1 a 2% por semana, 4 a 8% por mês. Nesse ritmo, um cão com Escore de Condição Corporal (ECC) 4 pode levar de até 3 ou 4 meses para atingir o Escore 3 (ideal).

Meu cão atingiu o peso ideal. E agora?

Gradativamente vá introduzindo uma dieta caseira de manutenção. Mantenha a atividade física e continue barrando petiscos fora de hora. Pese-o mensalmente e faça regularmente as mensurações do ECC e do “palpômetro”. Tolera-se até 5% de flutuação no peso. Ele engordou um pouquinho? Ajuste a quantidade diária de comida, reduzindo um pouco a porcentagem. Exemplo: se o cão vinha recebendo 2,5% de seu peso corpóreo em alimentos diariamente e engordou, reduza para 2,2% e observe.

Meu cão emagreceu pouco (ou não emagreceu nada)

Antes de instituir uma dieta mais restritiva, reflita sobre todos os pontos-chaves para o sucesso do regime: a formulação específica da dieta, o tamanho das porções, a regularidades dos exercícios físicos, o auto-controle no que diz respeito a petiscos, a cooperação de todos os moradores da casa, etc. Verifique se o cão tem sido pesado de estômago vazio, usando mesma balança. Não houve falhas em nenhum desses aspectos? Consulte o veterinário para descartar interferência de doenças ou de medicamentos. Está tudo bem com o cão?Converse com o veterinário sobre reduzir 10% do total da dieta.

Como evitar o efeito rebote

Cães ex-obesos jamais passam a ser magros; eles apenas estão magros. Em outras palavras, eles podem (e irão) engordar tudo de novo caso retornem às condições de antes (comida demais, exercício de menos, etc). As principais causas do efeito sanfona são:

– interrupção do comprometimento do dono;
– redução do exercício físico;
– envelhecimento do cão;
– mudança para um lugar menor;
– permanência em hotel (ou qualquer estabelecimento) que não controla a dieta.

Referências bibliográficas

Livros

* Encyclopedia of Canine Clinical Nutrition, Pascale Pibot; Vincent Biourge; Denise Elliot, 2006

* Canine Nutrition – What Every Owner, Breeder and Trainer Should Know. D.V.M. Lowell Ackerman. 1999

* Dr. Pitcairn’s Complete Guide of Natural Health for Dogs & Cats. D.V.M., Ph.D, Richard Pitcairn. 2005

* Natural Health Bible for Dogs and Cats. D.V.M. Shawn Messonnier – 2001

Bom apetite e uma lambida do Cachorro Verde!

Fonte:http://www.cachorroverde.com.br/

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