Um terapeuta em casa

O autismo é uma disfunção que afeta a capacidade de comunicação e de interação social do

Apesar da evolução da medicina, ainda não se conhece a causa do problema, mas os pais de autistas podem e devem incentivar seus filhos para que tenham o máximo possível de autonomia e independência. E alguns animais já se mostraram grandes aliados nesta luta.

Apesar da evolução da medicina, ainda não se conhece a causa do autismo, mas alguns animais já se mostraram grandes aliados nesta luta.

indivíduo e que apresenta diferentes graus de comprometimento. Apesar da evolução da medicina, ainda não se conhece a causa do problema, mas os pais de autistas podem e devem incentivar seus filhos para que tenham o máximo possível de autonomia e independência. E alguns animais já se mostraram grandes aliados nesta luta.

Do convívio com Luana (e que deu início à Ateac), Daniel conseguiu grandes avanços: ficava mais calmo, demorava menos a dormir e sua auto-estima aumentou. De acordo com Silvia Jansen, fundadora da ONG e mãe e Daniel, esse tipo de melhora é visível em quase todos os autistas que têm acesso à terapiaassistida por animais. “A resposta que se tem com os animais, gradualmente, pode ser estendida á relação com oser humano, em forma de mais confiança e aumento da afetividade”, explica Silvia, referindo-se aos casos em que o comprometimento é menor.

Marisa e a labradora Mel durante atendimento ao Lincoln na Adacamp / Foto Rodrigo Peçanha

Marisa e a labradora Mel durante atendimento ao Lincoln na Adacamp / Foto Rodrigo Peçanha

Os pais de Lincoln Tezuka, que frequenta Adacamp, uma das instituições em Campinas onde o trabalho voluntário da Ateac é permitido, comprovaram a evolução no comportamento do filho. “Sentimos que, no caso do Lincoln, o contato com os cachorros estimula a afetividade, a sensibilidade e o trato dele para com outros animais e também com as pessoas.” O efeito do tratamento foi estendido para casa. “Há algum tempo temos uma cachorrinha. E o Lincoln se diverte bastante, participa dos passeios todos os dias, ajuda quando ela vai tomar banho, etc.”

Famílias com autistas e que pretendem ter um cachorro devem escolher os animais mais dóceis e adestrá-los. “O animal precisa passar por um processo de desensensibilização, em que se acostume, por exemplo, a ser manuseado, a movimentos mais bruscos, para que não estranhe quando a criança vier mexer com ele. Também precisa aprender a não pular”, diz Silvia. Ela afirma que o autista deve participar do processo. “Em geral, mesmo aqueles que têm mais dificuldade aprendem rapidamente com o adestramento, até mais rápido que outras pessoas”.

Os cuidados básicos com a saúde do cão também são fundamentais: vacinas em dia, banhos periódicos e visitas ao veterinário sempre que necessário. Feita a adaptação, é só estimular as brincadeiras e o carinho.

Texto de Fabiana Parajara

Fonte: ATEAC

Anúncios
Sem categoria