Câncer de mama também afeta animais e preocupa veterinários

o mês da campanha ‘Outubro Rosa’, veterinários fazem alerta. Tratamento é simples e procedimentos, geralmente, são cirurgicos.

Animais na campanha do Outubro Rosa (Foto: Divulgação)

Estamos no ‘Outubro Rosa’, movimento popular internacionalmente comemorado em todo o mundo, que simboliza a luta contra o câncer de mama e estimula a participação da população, empresas e entidades. Neste mês, anualmente, monumentos no mundo inteiro são iluminados com a cor rosa, simbolizando a luta contra a doença em seres humanos. O que pouco gente sabe é que muitos animais passam pelo mesmo problema e também sofrem com o tumor nas mamárias (neoplasias).

Segundo os veterinários, a cada dia que passa os animais de estimação estão vivendo por mais tempo, comendo rações com conservantes e, também, estão expostos à poluição do meio ambiente. Devido à soma desses fatores, os animais estão mais sujeitos a desenvolverem neoplasias.

Os tumores mamários são muito mais comuns em cães e gatos, mas outros animais também podem desenvolver a doença. Nos cães, na maioria dos casos, é tumores malignas. Já nos gatos, a maior parte dos tumores é malignos e altamente agressivos.

O tumor de mama é o segundo mais comum em cães e o mais comum em cadelas. Acometem, no geral, animais mais velhos (com cerca de 10 anos de idade), de preferência em animais que possuem todo o seu aparelho reprodutivo (inteiros) e animais que foram castrados após numerosos cios. Não há uma preferência por raça, todas estão sujeitas a esta neoplasia.

Segundo o médico veterinário, Bruno Baetas, que trabalha no Hospital Veterinário da cidade de Petrópolis, Região Serrana do Rio de Janeiro, desde o início de 2012, cerca de 70 animais com tumores de mama foram atendidos no local. Neste mês de outubro sete novos casos foram registrados.

hanna petropolis (Foto: Bruno Baetas/Arquivo pessoal)

A cadela Hanna teve câncer de mama, passou por cirurgia e já está bem (Foto: Bruno Baetas/Arquivol)

Hanna, uma cocker spaniel, está entre os 77 bichos que apresentaram o tumor. Andrea Durmmond, jornalista, dona da cadela que tem nove anos, diz que é difícil saber que o seu bicho de estimação está com câncer.

Não é fácil, mas é possível. Queremos a Hanna livre do câncer. " -Andrea Durmmond

” Quando Hanna completou 4 anos, os primeiros nódulos começaram a parecer na mama. A cada internação o risco de perdê-la parecia iminente. Mas resolvemos ajudá-la. A primeira cirurgia retirou o tumor maior e, a segunda, retirou o que estava do outro lado, os menores, útero e ovários, com a finalidade de diminuir a chance do câncer voltar", disse.

Depois de ter passado por momentos de tensão, Andrea afirma que valeu à pena o sacríficio e que agora sua cadela está bem. ” Três meses depois está tudo bem. Ela não precisou de tratamento radio ou quimioterápico e não tem metástase, e assim torcemos e cuidamos para que continue, embora saibamos que não estamos seguros de nada", complementou.

Prevenção
Segundo o veterinário Bruno Baetas, a principal forma de prevenção dos tumores de mama é a castração dos animais com até um ano de idade, preferencialmente antes do primeiro cio. Não fazer a utilização de anticoncepcionais e utilizar dietas balanceadas também estão entre as dicas.

Classificação
A classificação dos tumores se divide em benignos e malignos. Os tumores malignos são mais agressivos e fazem metástases (quando células tumorais ganham a corrente sanguínea ou linfática e se desenvolvem em outros órgãos) no caso dos tumores de mama o principal sítio de é o pulmão, segundo explicou o médico veterinário.

Tratamento
O tratamento dos tumores de mama é cirúrgico, ou seja, a extração cirúrgica das mamas. Outra modalidade terapêutica é a quimioterapia pré ou pós cirúrgica e a utilização de alguns medicamentos anti-inflamatórios.

Fonte:

http://g1.globo.com/rj/serra-lagos-norte/noticia/2012/10/cancer-de-mama-tambem-afeta-animais-e-preocupa-veterinarios.html

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Único hospital veterinário público do país atende mais de cem animais por dia

Hospital veterinário público atende mais de cem animais por dia

Inaugurado há quatro meses em São Paulo, o hospital é o único veterinário público do país.

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A rotina no único hospital veterinário público do país é bem movimentada. Ele inaugurado há quatro meses em São Paulo e durante quatro dias, o Fantástico ficou no pronto-socorro de cães e gatos.

A primeira cachorrinha que vai ser atendida hoje aqui na emergência do hospital veterinário. E a gente vai acompanhar.

“Quebrou a patinha?”, pergunta o repórter.

“Quebrou. Tem que operar, não tem jeito”, responde a veterinária Aline Francis Rocha.

A cadela vira-lata foi socorrida pelo bombeiro.

“Calma, calma”, diz bombeiro.

Ela foi atropelada por um motorista, que fugiu sem prestar socorro.

“Se eu ver outro animal, não penso duas vezes. Eu paro e pego”, diz o bombeiro Júlio César Gomes.

Enquanto Júlio César esperava, outros animais chegavam. O hospital abre as portas às 7h40 da manhã. Em 40 minutos, os veterinários já têm três emergências para atender.

“O que aconteceu com a gatinha da senhora?”, pergunta a repórter.

“Eu não sei, ela simplesmente ficou sem comer, e tá assim”, responde a dona.

“Pode ter sido envenenamento, alguma coisa do tipo”, diz a veterinária Marcília Cristina Pires.

Os donos ficam desesperados.

“Acho que ela não vai conseguir”, diz a dona.

Os bichinhos de estimação são parte da família. Cristiane, dona do Nego, também estava preocupada.

“O que aconteceu?”

“Aqui, ele caiu da janela”, responde a médica e dona do gato Nego.

Caiu do quinto andar deste prédio. Os traumas, como o do Nego, são os casos mais frequentes e os mais complicados também.

“Está com medo, está acuado”, diz o enfermeiro.

Ele deu trabalho para a equipe. Teve de ser sedado.

O anestésico dura mais ou menos 15 minutos, é o tempo que o pessoal teve para colher sangue, para examinar o bichinho, e agora eles estão levando para o raio-x para ver se ele está com a patinha quebrada.

O exame identificou uma pequena fratura na pata esquerda. O osso quebrou e há também uma luxação, ou seja, a articulação saiu fora do lugar. O Nego vai ter que passar por uma cirurgia.

“Ele vai para fazer cirurgia porque tem que colocar o calcanhar no lugar”, explica a médica para os donos.

Nego está entre os cem animais atendidos por dia pelos veterinários do hospital.

“Até paguei na primeira consulta para poder fazer o exame diagnóstico, mas passou um monte de exames e infelizmente não dá”, conta o vendedor e dono do gato Dado, Marco Antonio Pereira Lima.

“O serviço é direcionado para quem tem risco econômico, para quem está na faixa de pobreza ou abaixo da linha da pobreza”, explica Renato Tartalia, diretor administrativo.

É tudo de graça. Mesmo assim, alguns donos demoram demais para trazer o animal.

“Ela estava sem comer, há mais de dez dias já, sem andar, e muito fraca”, conta a dona da Strupi.
“O que a gente espera das pessoas é que nos procurem mais rápido para que o paciente não chegue num estado tão avançado como está esse gatinho aqui. Vamos torcer para que a gente consiga recuperá-lo”, diz Renato Tartalia, examinando o animal.

Nem sempre é possível. A gata de dona Mara, que estava fraquinha, com a temperatura baixa. Não resistiu.

E a cachorra resgatada pelo bombeiro? A cadela também não sobreviveu. Teve uma parada cardíaca durante a cirurgia.

Já o Nego, aquele gatinho que caiu do quinto andar, voltou para a operação no dia seguinte. Chegou mais calminho.

“A gente vai botar uma fixação aqui que mantém essa articulação parada por dois a três”, explica o cirurgião veterinário Denis Prata Rodrigues.

A cirurgia foi rápida. Menos de uma hora.

“Muito provavelmente amanhã ele está apoiando, pisando e andando bem próximo do normal”, diz o cirurgião.

“Sucesso agora, hein? Só não vai deixar voar de novo”, diz o cirurgião.

Não vai, não. Na volta pra casa, os donos já sabem o que têm que fazer.

“Amanhã já vem o rapaz especialista tirar medida, colocar essa tela. Pra que ele possa vir, olhar a paisagem”, disse o operador de informática Alan Guimarães Santos.

E isso não deve demorar muito.

“A nossa felicidade é que ele fique bem e que ele se recupere o mais rápido possível”, declara a dona do Nego.

Fonte:

http://fantastico.globo.com/Jornalismo/FANT/0,,MUL1681931-15605,00-HOSPITAL+VETERINARIO+PUBLICO+ATENDE+MAIS+DE+CEM+ANIMAIS+POR+DIA.html

Endereço: Fica em Tatuapé, em São Paulo (Rua Professor Carlos Zagotis, 3). O atendimento é de segunda à sexta, das 7h às 19h.

Tel: (11) 2227-0858