Bebês que convivem com cães e gatos têm menos problemas respiratórios

Pesquisa finlandesa mostrou ainda que crianças que têm contato frequente com animais no primeiro ano de vida usam menos antibióticos e têm menos infecções de ouvido

Por Marcela Bourroul

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Pode ser gato ou cachorro. Não importa. Conviver com um animal de estimação é um ensaio para lidar com a vida. De onde será que vem toda essa magia que une pessoas e animais? Ora, ora, diante de tantos benefícios que eles trazem à nossa vida, fica fácil descobrir. E uma pesquisa acaba de reforçar que ter um peludo passeando pela sua casa com seu filho ainda bem pequeno só faz bem para o desenvolvimento do sistema imunológico das crianças.

Um estudo realizado com crianças nascidas entre 2002 e 2005 pelo Hospital Universitário de Kuopio, na Finlândia, e publicada na revista científica Pediatrics, mostrou que bebês que conviveram com cães e gatos no primeiro ano de vida tiveram menos infecções e problemas respiratórios. Elas também apresentaram menos otite e usaram menos antibiótico em relação às demais.

Para chegar a esse resultado, os pesquisadores acompanharam o primeiro ano de vida de 397 recém-nascidos. Segundo os médicos responsáveis pelo estudo, os resultados sugerem que o contato com esses animais pode ter um efeito de proteção contra infecções no sistema respiratório dos bebês.

De acordo com o pediatra e imunologista Victor Nudelman, do Hospital Albert Einstein (SP), essa conclusão é mais uma evidência de que as crianças não precisam necessariamente ter mais infecções para ter menos alergia.

“A pesquisa nos leva a pensar que os animais transmitem algumas bactérias que podem proteger a criança contra alergias. Provavelmente, elas estimulam o sistema imunológico, deixando a criança mais protegida contra infecções”. Mas ainda são necessários outros estudos, segundo o especialista.

Bicho não é brinquedo!

Apesar de evidência de mais um benefício, é preciso cautela antes de atender aos pedidos insistentes do seu filho por um bichinho de estimação. Cuidar de um animal é uma decisão que envolve muita responsabilidade. Veja se é o momento certo para sua família acolher um novo integrante, porque, apesar de o pedido vir da criança, serão os pais os responsáveis pelo bem estar do pet até o fim da vida. E isso não é pouco tempo: os cães vivem, em média, 12 anos, e os gatos, 18. A infância vai passar e o interesse pelo pet pode diminuir. Seja responsável e analise bem todos os pontos, custos antes de adotar por impulso.

Se você já tem certeza e quer trazer mais um integrante para a família, vale lembrar que não adianta escolher o bicho menos peludo para evitar alergias em casa. “Todo mundo pensa que o problema é o pêlo, mas na verdade é uma substância produzida nas glândulas, que pode ser eliminada pela saliva e pela urina do animal”, explica o pediatra.

Fonte:

http://revistacrescer.globo.com/Revista/Crescer/0,,EMI312954-10587,00-BEBES+QUE+CONVIVEM+COM+CAES+E+GATOS+TEM+MENOS+PROBLEMAS+RESPIRATORIOS.html

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