O aumento do abandono durante as férias

Infelizmente esta é uma situação que se repete também durante as férias de julho. Os amigos que realizam o mesmo trabalho vão concordar… Períodos de férias são épocas em que as ONGs destinadas ao amparo de animais enfrentam as piores dificuldades. Os pedidos de ajuda, principalmente os do tipo "Tenho um animal, o amo muito, mas não posso continuar cuidando dele" (!) ou "Abandonaram um animal próximo a minha casa", aumentam consideravelmente, resultado da irresponsabilidade de quem se vê diante de uma irrecusável viagem de férias e, não tendo onde deixar seu pet, rapidamente pensa em doá-lo (como se existisse um lugar mágico que pudesse acolhê-lo, cuidar bem dele e deixar livre a consciência dos donos), ou simples e covardemente o descartar nas ruas. Aliado a isso, as colaborações diminuem, também reflexo do período de muitos gastos.

Continuemos lutando e intensificando os projetos de conscientização para que, um dia, isso tenha fim!

O drama se aproxima…

As estatísticas comprovam o que os protetores já conhecem – o aumento do abandono durante as férias

Por VANESSA GONZALEZ

Nem o espírito natalino é capaz de camuflar a pior época para a proteção animal. Passam os anos, mudam os focinhos, mas o drama é sempre o mesmo. São milhares de cães e gatos que “ganham de presente” o abandono e a negligência de seus tutores durante as festas e as férias de início de ano.

Os números são assustadores. Um levantamento feito pela ARCA Brasil- Associação Humanitária de Proteção e Bem Estar Animal apontou um crescimento de 70% nos emails e telefonemas relacionados ao abandono de animais entre os meses de dezembro de 2010 e janeiro de 2011, em comparação a outros meses deste ano.

O Centro de Controle de Zoonoses de São Paulo (CCZ-SP) também sente as consequências dessa época do ano. “Em novembro e dezembro sempre cresce o número de abandonos e devoluções dos animais adotados”, afirma a responsável pela área de adoção do CCZ, Simone Grigalevicius.

O Centro de Controle de Zoonoses de São Paulo (CCZ) também sente as consequências da época. “Em novembro e dezembro sempre cresce o número de abandonos e devoluções dos animais adotados”, afirma a responsável pela área de adoção do CCZ, Simone Grigalevicius.

Nada justifica o abandonocrime previsto em lei, afinal, o tutor responsável deve planejar e incluir o animal em todos os momentos de sua vida. Se você não pode arcar com essa responsabilidade, não está apto a ter um animal.

Opções para todos os bolsos

Alegar falta de informação, de dinheiro ou de tempo não é mais desculpa. Hoje em dia quem procura encontra muitas opções para hospedar o animal com segurança. São hotéis, serviços personalizados e até vizinhos e amigos que se dispõem a cuidar dos peludos.

Há quatro anos a família Frediani viaja tranqüila e o melhor, garante ótimas férias para o sapeca dálmata. “O hotel que o Cuca fica tem ótima estrutura, conta com assistência veterinária e cobra um preço justo”, conta a professora universitária, Yone Frediani.

Antes de escolher, vale a pena conhecer o lugar, levar o animal e até propor um teste. Nessa hora deixe a preguiça de lado, pesquise e seja criterioso.

Em Cotia, município a 34 km de São Paulo, fica o Dog World, uma escola de agility, obediência e hotel. Considerada uma colônia de férias, oferece um ótimo espaço, assistência veterinária, socialização aos mais anti-sociais e monitores capacitados. As diárias variam de acordo com a fidelidade e a quantidade de dias.

Atualmente a Dog World oferece lar transitório para cerca de 50 animais. A estadia é paga, mas o valor é bastante acessível. “Cuidamos e socializamos os animais, dessa maneira eles têm mais chances de serem adotados.”, explica o veterinário e proprietário, Dan Wroblewsky.

1111_abandono_interna.jpgAgora, imagine poder hospedar seu amigão em uma casa onde todos são apaixonados por animais? Esse é o perfil da Gaia Dog House, criada há 3 anos pela administradora Helena Nicoli Pinheiro e por sua filha, Amanda Nicoli Pinheiro. Apesar de mais informal, sem veterinário responsável, o espaço oferece um serviço personalizado e cheio de mimos.

“As pessoas que nos procuram tratam os animais como membros da família, buscam um ambiente agradável, passeios diários, liberdade e contato com outros cachorros e pessoas.”, explica Helena Pinheiro.

Helena relembra que no último Natal a família abrigou oito caminhas dentro de casa. “Esses nossos amigos precisam da mesma coisa que nós, a certeza de uma companhia e muito amor.”, finaliza.

Avalie o que for melhor para o seu cão e garanta a tranqüilidade da família inteira. Não deixe para última hora, todos os entrevistados avisaram que as reservas já começaram

Atenção: não deixe de identificar o seu animal com placa na coleira ou um microchip. Essa atitude será essencial para encontrá-lo em caso de perda ou fuga.

Fonte: Arca Brasil

Anúncios
Sem categoria