Especialista ensina a socorrer animal durante reação alérgica por ingestão do chocolate

27 de março de 2012 às 11:40

(da Redação)

Foto: s/c

Quem resiste a um pedaço de chocolate vegano, principalmente durante a Páscoa? O problema é que muitas vezes essa tentação chega aos nossos amigos animais, ou seja, seus tutores não resistem e de pedacinho em pedacinho não sabem o mal que estão causando a saúde de seu animal.

O chocolate possuiu uma substância chamada teobromina que é tóxica para cães, essa substância está presente em diferentes concentrações dependendo do tipo de chocolate. O chocolate amargo e meio amargo são os que possuem a maior concentração.

“A teobromina é nociva para o sistema nervoso central causando alterações neurológicas, outra questão importante são as alterações hepáticas que ocorrem em decorrência do excesso de gordura presente nesses alimentos. Então mesmo chocolates com baixos teores de teobromina são tóxicos para o fígado”, revela a Dra Elaine Pessuto, diretora clínica e coordenadora do curso de Auxiliar Veterinário do CETAC – Centro de Ensino e Treinamento em Anatomia e Cirurgia.

Vale lembrar que embora não tenha teobromina em sua composição, o chocolate branco possui alta concentração de gordura que faz muito mal a médio e longo prazo para os animais. A ingestão do chocolate branco também pode levar a uma gastroenterite aguda.

Reações alérgicas como diarréias, vômitos e hiperatividade são comuns em cães e gatos que consumiram chocolate, conforme explica a dra. Elaine. “Os animais podem apresentar, dependendo da concentração da teobromina presente no chocolate e do volume ingerido, reações neurológicas sérias, como convulsões, ataxias, incoordenação, nistagmo (alteração do movimento dos olhos) e até coma”, explica.

Ao perceber qualquer mudança no comportamento do animalzinho que consumiu chocolate é necessário levá-lo imediatamente ao veterinário mais próximo. O médico irá conduzir o atendimento de acordo com a sintomatologia, ou seja, se o animal estiver apresentando sinais gastroentéricos ele irá tratar com soro e medicamentos protetores, caso o animal esteja com sinais neurológicos ele irá tratar e provavelmente manter o animal em observação.

“Quando vemos um animal ingerindo um alimento tóxico podemos enquanto corremos até o veterinário mais próximo induzir o vômito. Para isso é importante que o animal esteja consciente e podemos fazer com que ele beba uma dose de salmora morna (misture uma quantidade de sal na água até ele começar a decantar, ou seja, descer ) , ela o fará vomitar o que acabou de ingerir, diminuindo a absorção. Essa medida não exclui JAMAIS a ida ao veterinário”, orienta a dra. Elaine.

Muitas vezes os tutores oferecem um pedaço de chocolate, pois alegam que o animal está com vontade só de vê-lo comer, ou ainda usam a desculpa que é Páscoa, então apenas nesta época pode, o que é muito errado. “Simplesmente ao ceder aos ‘olhares pidões’ do animalzinho o tutor estará causando distúrbios e doenças em seus animais. Além de fazê-los sofrer, tais atitudes interferem em sua qualidade de vida, podendo inclusive abreviar a sua vida”, enfatiza a dra. Elaine.

Serviço:
Dra Elaine Pessuto, diretora clínica e coordenadora do curso de Auxiliar Veterinário
CETAC – Centro de Ensino e Treinamento em Anatomia e Cirurgia Veterinária
Eua Castro Alves, nº 284 – Aclimação – Tel.: 11 2305-8666
www.cetacvet.com.br

FONTE: http://www.anda.jor.br/

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Cães- novo estudo

16 / 05 / 2012-Estudo: cães podem ter feito homem moderno superar Neandertal

Por mais de 32 mil anos, os cães têm sido fiéis companheiros do ser humano, vivendo, comendo e respirando enquanto ele passava de morador das cavernas a construtor de cidades.

Nesse tempo, o planeta perdeu nossos primos mais próximos – e, muitos argumentam, nosso maior competidor: o Neandertal, que havia ocupado o território que hoje é a Europa por 250 mil anos.

Agora, um antropólogo sugere que estes dois fatos possam estar relacionados – e foi a amizade próxima entre seres humanos e companheiros caninos que pesou a favor do homem moderno.

O pesquisador Pat Shipman afirma que as vantagens de um cão domesticado foram tão fundamentais para a evolução do homem que o fez ‘derrotar’ as espécies primatas competidoras.

Shipman analisou os resultados de escavações de ossos fossilizados de canídeos da Europa, do tempo quando humanos e Neandertais se sobrepuseram.

A pesquisa, primeiramente, estabeleceu um quadro para as relações do melhor amigo do homem. Ela constatou que humanos primitivos acrescentavam dentes caninos a joias, o que demostra como os animais eram venerados. Além disso, eles raramente eram representados nas imagens das cavernas – o que indica que os cães eram tratados com uma reverência maior do que a dispensada aos animais caçados.

As vantagens que os cães deram ao homem primitivo foram enormes – os próprios animais eram maiores do que os cachorros modernos, sendo pelo menos do tamanho de um pastor alemão.

Em razão disso, eles poderiam ser usados como animais de carga, levando carcaças de animais e suprimentos de um lugar ao outro, deixando que os humanos reservassem suas energias para a caça.

Em retorno, os animais ganhavam calor, comida e companhia, ou, como Shipman descreve, “um círculo virtuoso de cooperação”.

Os cães também podem ter tido influência em como os seres humanos se comunicam. Cachorros e humanos são os únicos animais que têm grandes “brancos nos olhos”, e que seguem o olhar de outra pessoa. Essa característica não foi encontrada em outras espécies, o que pode significar que, com a evolução da relação homem-cão, ambos teriam aprendido a usar pistas não verbais com mais frequência.

Assim, cachorros se tornaram uma das primeiras ferramentas que a humanidade começou a usar, e a relação se desenvolveu de ambos os lados, se tornando muito arraigada em nossa psique.

E, antigamente, quando qualquer vantagem era necessária para sobreviver, o Neandertal pode, simplesmente, ter sido incapaz de lidar com as novas espécies que se moviam rapidamente pela Europa. “Os cachorros não foram um incidente na nossa evolução em Homo sapiens, eles foram essenciais para ela. Eles são o que nos fizeram humanos”, garante Shipman.

Fonte: clipping

Todo gato devia ter um cachorro

Every cat should have a dog