Cachorro

Todas as tribos do Sudoeste e da planície dos Estados Unidos possuíam Cachorros. Estes nobres animais freqüentemente alertavam seus donos sobre a aproximação dos inimigos e dos perigos iminentes. Eles ajudavam os caçadores e eram uma preciosa fonte de calor nas longas noites de inverno. Como todas as matilhas possuem diversas linhagens, os Cachorros dos índios do passado eram meio selvagens. No entanto, esta metade selvagem de suas personalidades nunca foi motivo para que os cachorros traíssem a fidelidade inata que sentiam para com seus donos.

O Cachorro sempre foi considerado o servidor ideal do mundo animal ao longo de toda a história. Se uma pessoa pertence ao totem do Cachorro, ela certamente estará sempre servindo aos outros, ou à humanidade como um todo, de alguma forma. São típicos representantes do totem do Cachorro os filantropos, as enfermeiras, os defensores públicos, os soldados, os religiosos e todas as demais pessoas envolvidas em trabalhos de caridade.

O Cachorro era o guardião que protegia a tribo de um ataque surpresa. À figura arquetípica do Cachorro tanto engloba o amor carinhoso do melhor amigo, quanto a energia parcialmente selvagem do protetor que defende valentemente o seu território. Assim como Anúbis, o cão-chacal protetor do antigo Egito, o Cachorro sempre foi um guardião ao longo dos tempos. O Cachorro tanto foi o guardião do inferno quanto dos segredos e dos tesouros secretos, ou de indefesos bebes – enquanto suas mães estavam cozinhando ou trabalhando nos campos. O Cachorro honra seus donos e mantém-se leal à confiança nele depositada.

Se o dono repreender asperamente, ou mesmo surrar seu Cachorro, ainda assim ele será capaz de dedicar amor a esta pessoa que o tratou mal. O Cachorro age assim não porque seja estúpido, e sim porque tem perfeita compreensão das limitações dos humanos e sente compaixão por eles.

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