Cães sofrem com fogos na Virada; veja como ajudar

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O Réveillon se aproxima e com ele a inevitável queima de fogos. Cabe aos donos proteger seus animais de estimação, em especial os cães, que em sua maioria ficam aterrorizados com o barulho excessivo. Muita gente tem ideia do que fazer, mas não sabe o que jamais deve fazer, como, por exemplo, prender o cachorro na corrente sob o risco de enforcamento, deixá-lo com acesso livre a piscinas e lagos, já que o animal pode se afogar, ou em contato com objetos cortantes e que possam causar ferimentos, ainda que façam parte da decoração da casa.

Segundo a veterinária Daiani Fernandes, os sinais de medo aparecem de formas variadas. Alguns se escondem, outros salivam excessivamente, ficam com os batimentos cardíacos acelerados, correm, latem e não conseguem se alimentar. “São situações que podem ocasionar fuga, acidentes diversos, como quedas, cortes e atropelamentos, e ainda reações do organismo que podem levar à morte, como convulsões e arritmias”, alerta a especialista. O ideal é discutir com o veterinário que acompanha o animal as medidas mais indicadas para que o sofrimento e o perigo sejam minimizados. “O pavor dos rojões pode causar reações inesperadas”, acrescenta Daiani.

Existem medicamentos com efeito calmante que podem ser administrados no dia 31, mas qualquer que seja o remédio deve ser indicado por um especialista, já que a dosagem depende do tamanho e das condições físicas do cachorro. Além disso, a medicação errada pode causar danos à saúde ou ainda não ter efeito desejado. Homeopatia, florais, acupuntura, aromaterapia, cromoterapia e reike são boas alternativas, mas a maioria requer que o tratamento seja iniciado com antecedência.

Dentre as medidas de segurança estão fechar bem as portas e janelas, impedindo a fuga e reduzindo o barulho externo. A veterinária recomenda montar um refúgio para o bicho que pode ser num cômodo da casa. “O local deve ter água, ração e brinquedos. A luz deve ficar acesa e, se o cão estiver acostumado, o dono pode deixar o som ou a televisão ligado. Se ele já se escondeu, é sinal que sente seguro e o melhor é deixá-lo lá”, diz a especialista, acrescentando que não se deve dar biscoitos e outros petiscos, pois estes, somados ao pânico, podem ocasionar problemas de digestão, como a torção gástrica.

O animal deve ser confortado, mas sem exagero, para que não entenda o gesto de forma errada. Segundo Daiani, a superproteção soa para o animal como uma aprovação, ou seja, ele vai achar que é certo ter medo de fogos. “Fique com ele, mas sem paparicar, apenas transmitindo segurança”, salienta a profissional. Ela ressalta ainda que o contrário também é totalmente contraindicado. Brigar ou agredir o animal com medo só irá tornar a situação mais traumática. “O que ele precisa é de atenção, respeito, cuidados e muita paciência”, pontua.

Além de todas as medidas para evitar que o animal consiga fugir, outra medida preventiva é importante e pode ser a solução, caso a fuga se concretize. O dono deve colocar uma plaquinha na coleira do animal com o nome e o telefone para contato. Dessa forma, quem encontrar o fujão poderá devolvê-lo à família.

FERNANDA SOARES
Redação Tribuna

e-tribuna.com.br

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