A saúde da boca

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Cães e gatos não estão livres de problemas dentários, que devem ser tratados pelo especialista. / Divulgação

Os animais não estão livres de problemas bucais e também podem precisar de uma consulta com o dentista. Mau hálito, gengiva avermelhada e dentes amarelados são sinais de problema e não devem ser ignorados. O tártaro é um dos sintomas mais frequentes e que precisa ser tratado precocemente, o que permite evitar que o quadro se agrave.

Comumente conhecida como tártaro, a placa bacteriana nada mais é do que a reunião de milhares de espécies de bactérias que se organizam formando camadas sobre a superfície dos dentes. Maurício Londres Mossé é especialista em odontologia veterinária e alerta para rapidez do processo: “As bactérias levam em torno de 24h para começar a se organizar e em uma semana já aparecem os sintomas da doença periodontal”, afirma.

A infecção causada pelo tártaro atinge o periodonto, que são as estruturas que sustentam os dentes. A gengivite é reconhecida como a primeira fase da doença, que se não for tratada resultará em uma periodontite. “A gengivite consiste na inflamação da gengiva, que pode ser eliminada com a remoção da placa bacteriana. Até este ponto o problema é reversível, porém, quando há evolução já não acontece o mesmo. No caso da periodontite há perda óssea, mas, ainda assim, o processo pode ser interrompido e estabilizado com cuidados específicos”, explica o especialista.

Além da perda dos dentes, os animais podem ter outros órgãos atingidos pela infecção. Isso acontece quando as bactérias migram da boca para outros locais do corpo através de tecidos inflamados. Os órgãos mais facilmente atingidos são o coração, os rins, o fígado e as meninges.

A prevenção é o melhor caminho. Maurício afirma que o ideal seria que os proprietários escovassem diariamente os dentes de seus cães e gatos. Entretanto, a limpeza feita no mínimo três vezes na semana já ajuda a desorganizar a placa bacteriana, evitando a formação do tártaro. Se o animal não permite a escovação, o dono precisa fazer visitas semestrais ao dentista veterinário. Maurício também recomenda a oferta de ossos de corino, os branquinhos encontrados em lojas de pet shop.

Em casos avançados, a cirurgia é inevitável e deve ser feita por um especialista. Isso porque, só o dentista veterinário é capaz de realizar o procedimento de maneira adequada e completa. Segundo Maurício, o processo cirúrgico pode levar de três a quatro horas com anestesia geral inalatória, que oferece mais segurança. Ele lembra que, mesmo após o tratamento realizado no consultório, é essencial que o proprietário dê continuidade fazendo a limpeza básica em casa. Outra boa lembrança é a de que, quanto mais cedo o problema for solucionado, menos a saúde do animal e o bolso do dono serão prejudicados.

FERNANDA SOARES
Redação Tribuna

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