Higiene a seco

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A pastora Tess “toma” banho seco uma vez por semana, além do tradicional dado no pet shop uma vez por mês. / Divulgação

Já está na hora, mas parece que o frio não quer se despedir e com isso o cheirinho de cachorro que não toma banho há um bom tempo vai começando a incomodar. Colocar a saúde do animal em risco realmente não é uma boa ideia, e é isso que acontece quando, na friagem, o pêlo fica molhado ou úmido. Se o banho tradicional, com direito a água e xampu, tem que ser adiado, a solução é optar pelo banho seco, uma novidade ainda pouco conhecida e explorada pelos donos de pets.

O produto pode ser industrializado ou feito em casa e, apesar de não limpar tão bem quanto um banho normal, ajuda bastante a eliminar parte da sujeira e do mau cheiro. Segundo a veterinária Priscila Viveiros Mesiano Deck, “é uma boa opção em dias frios e chuvosos ou para filhotes que ainda não completaram sua agenda de vacinação”.

Para Andressa Caetano, dona da pastora alemã Tess, o banho seco foi uma excelente descoberta. Ela aplica na cadela uma vez por semana, independente das condições do tempo. “Assim mantenho ela sempre cheirosa sem comprometer sua saúde, pois a frequência dos banhos molhados não pode ser tão intensa”, revela a dona, que não dispensa os cuidados no pet shop onde Tess toma um tradicional banho caprichado uma vez por mês.

As loções vendidas em pet shops geralmente são compostas de álcool e glicerina, já as receitas caseiras incluem água, álcool e vinagre (um balde com 90% de água morna, 2% de álcool e 8% de vinagre). O procedimento é bastante simples, bastando borrichar a solução no animal, penteando-o e secando-o. E segundo Andressa, que comprou o produto em São Paulo pensando que a novidade ainda não estaria disponível em Petrópolis, “o frasco dura bastante e ao contrário do que pensei, é fácil de achar”.

O banho seco pode ser usado em qualquer tipo de pêlo, longo ou curto, não sendo necessário aplicar diretamente na pele. A veterinária só não recomenda o produto para animais com histórico de alergia ou problemas dermatológicos, nem para gatos. Ela também ressalta que o procedimento não substitui definitivamente o banho comum, que promove uma higienização completa. Algumas áreas não devem receber o banho seco, como “as orelhas, que devem ser limpas com algodão seco ou com uma solução apropriada, e as partes íntimas, que, se necessário, podem ser higienizadas com soro fisiológico”, recomenda a especialista.

A dona do vira-lata Bingo, Regina Moutinho, também pretende aderir ao novo recurso, já que os dias frios vêm impedindo que ela dê uma boa chuveirada no cão de estimação. Ela já comprou o produto, mas ainda usou, e espera que o odor atual nada agradável melhore. “O Bingo adora tomar banho, fica em estado de graça. Acredito que o procedimento à seco não terá o mesmo efeito para ele, mas pelo menos deve deixá-lo mais cheiroso e com o pêlo mais bonito”, diz ela.

FERNANDA SOARES
Redação Tribuna

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