Thaila Ayala tem guarda compartilhada de cão com Paulo Vilhena

Separados desde 2014, Thaila Ayala e Paulinho Vilhena dividem aguarda do cão Zacarias, que, após a separação do casal, ganhou dois lares distintos. Em entrevista ao programa Encontro, na última segunda-feira (20), Thaila falou sobre a divisão com o ex-marido.

“A gente tem guarda compartilhada. Ele se amarra, porque tem duas casas diferentes, dois espaços”, disse a atriz, que contou que teve que fazer uma viagem aos Estados Unidos, mas o animal, escolhido pelos dois antes do término, ficou com o ex-marido, no Brasil.

No Encontro, Ana Furtado, que substitui Fátima no comando do matinal junto com Tiago Leifert e Marcos Veras, gostou da opção. “Acho legal a guarda compartilhada, porque não priva o animal da companhia dos tutores”, disse.

A veterinária Rita Ericson explicou que a guarda compartilhada é saudável para o animal. “É normal é e uma ajuda, porque, ao invés de deixar em um hotel, deixar com alguém da família ou com um amigo é ótimo, porque é bom para o cachorro e para o dono, que fica tranquilo. O animal se adapta e vive um dia de cada vez, fica feliz, sem ansiedade”, explicou.

Fonte: Boa Informação

Cão abandonado é resgatado do pico mais alto da Polônia

Alpinistas descobriram animal iniciaram operação para tirá-lo de montanha. Dez horas depois, o cachorro estava a salvo.

Do G1, em São Paulo

FACEBOOK

Um cão abandonado foi resgatado do pico mais alto da Polônia, o Monte Rysy, com cerca de 2.500 metros de altitude, informa a Associated Press. Segundo a agência de notícias, ele provavelmente foi deixado lá para morrer, mas acabou descoberto por um grupo de alpinistas na sexta-feira (5). Usando cordas e correntes, eles conseguiram tirar o animal do pico gelado numa operação que demorou 10 horas — em parte porque o cão não estava colaborando com o resgate.

Ativistas pelos direitos dos animais pedem para Tim Burton mudar o final do novo “Dumbo”

Em carta aberta, PETA diz que o elefante e sua mãe teriam um verdadeiro final feliz vivendo em um santuário

POR THE INDEPENDENT

13/03/2015 12:25

Será que Dumbo e sua mãe terão um final diferente na nova adaptação?– Reprodução

RIO — Anunciado como diretor da adaptação com atores reais do clássico "Dumbo", da Disney, Tim Burton já tem uma desafio pela frente. Ativistas da PETA (People for the Ethical Treatment of Animals), organização que defende direitos dos animais, fizeram uma carta aberta para o cineasta pedindo para que ele alterasse o final do filme original na nova produção.

"O jovem elefante e sua mãe podem ter um verdadeiro final feliz seguindo suas vidas em um santuário", sugere a carta. No final da animação de 1941, Dumbo, o elefante voador, se torna uma celebridade por conseguir voar com suas orelhas de tamanho acima da média, se reencontra com sua mãe, e eles passam a viver em uma luxuosa cabine de trem do circo.

Lisa Lange, vice-presidente da PETA, disse que o filme mostra o elefante "aprisionado e abusado pela indústria do entretenimento". "Nós amamos o Dumbo original por contar a história do abuso devastador que elefantes sofrem nos circos, e esperamos que você (Burton) mantenha esse tom no novo filme", escreveu Lisa.

Ainda não é claro se Button usará elefantes reais, computadorizados ou ambos no novo filme, que não tem data de lançamento confirmada. A expectativa é que a produção siga o estilo de outros live-actions recentes da Disney, misturando efeitos especiais com atores reais, como em "Cinderela", que estreia no próximo dia 26, no Brasil.

Relembre os minutos finais do "Dumbo" original:

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/cultura/filmes/ativistas-pelos-direitos-dos-animais-pedem-para-tim-burton-mudar-final-do-novo-dumbo-15585976#ixzz3UHj7lfbc
© 1996 – 2015. Todos direitos reservados a Infoglobo Comunicação e Participações S.A. Este material não pode ser publicado, transmitido por broadcast, reescrito ou redistribuído sem autorização.

TAM perde cadela antes de viagem e oferece outro animal de estimação à dona

A cadela Mel, de sete anos e meio de idade, desapareceu antes de embarcar em um voo da TAM no Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, no dia 18 de janeiro. Até agora, a companhia aérea não encontrou o animal de estimação e, segundo a dona, Amanda dos Santos, de 17 anos, um funcionário chegou a oferecer um novo cachorro para substituir o mascote desaparecido.

— Isso é um absurdo. Eu não quero dinheiro, muito menos um outro cachorro, só quero minha cachorra de volta — pede a estudante de Administração, que mora em Santo André (SP).

Mel desapareceu sob responsabilidade da TAMMel desapareceu sob responsabilidade da TAM Foto: Arquivo pessoal

Mel, uma mestiça de vira-lata com boxer, viajaria no voo JJ3398 para Salvador, na Bahia, com a aposentada Francisca dos Santos, de 68 anos, avó de Amanda. Já no avião, a idosa recebeu a informação de que a cadela havia fugido, mas que as buscas só seriam iniciadas no dia seguinte, pois estava muito escuro e não seria possível encontrá-la. Ainda segundo um funcionário da TAM, Mel seria entregue diretamente na casa da passageira, na Bahia.

Mel desapareceu no Aeroporto de Guarulhos no dia 18Mel desapareceu no Aeroporto de Guarulhos no dia 18 Foto: Arquivo pessoal

A cachorrinha seria levada no bagageiro, já que pesava com a caixa 12,60 kg, valor acima dos 7 kg permitidos pela TAM para transporte na cabine. O transporte do mascote custou R$ 354, além das consultas veterinárias e vacinas exigidas para animais antes de uma viagem de avião.

— Era a primeira vez que ela ia viajar. Só fiquei sabendo no dia seguinte, foi muito desesperador. Fui ao aeroporto. Lá, a administração do aeroporto e a TAM ficaram empurrando a responsabilidade uma para a outra. Abri um processo na ouvidoria da TAM, que confirmou que a responsabilidade era mesmo da companhia aérea — contou Amanda.

Amanda disse que ficou sem informações sobre o que aconteceu com a cadela desaparecida:

— Ficaram de me dar um retorno em até cinco dias, mas isso não aconteceu. Procurei informações pessoalmente, tentei ver a caixa que a Mel seria transportada, mas me impediram. Disseram que estava com a Polícia Federal em uma área restrita, o que não faz sentido.

Amanda e a mãe, a auxiliar de escritório Marlene dos Santos, de 46 anos, fizeram um boletim de ocorrência na delegacia da Polícia Civil no Aeroporto de Guarulhos e entraram em contato diversas vezes com a companhia aérea. Além disso, procuraram apoio de ONGs e mobilizaram as redes sociais em busca de informações sobre a cachorrinha desaparecida.

Um funcionário da TAM chegou a enviar uma foto da caixa de transporte em que Mel viajaria, mas não é possível tirar qualquer conclusão avaliando a imagem.

— Só vi o cadeado intacto e que a grade está para dentro. Pedi mais fotos, mas ninguém me mandou.

Mel estava dentro desta caixa de transporte para animais de estimaçãoMel estava dentro desta caixa de transporte para animais de estimação Foto: Arquivo pessoal

Na semana passada, Amanda começou a receber ligações da TAM:

— Um funcionário que se identificou como William disse que a TAM devolveria todo o valor que gastei com o transporte da Mel. Depois disso, disse que a companhia aérea iria me dar o cachorro que eu quisesse, da raça que eu escolhesse. Eu fiquei indignada com essa proposta. Não quero dinheiro, apenas minha cachorra. Como ele percebeu que eu fiquei alterada, ele ligou para a minha mãe, que também não acreditou nessa proposta absurda e teve a mesma reação.

Segundo Amanda, outra funcionária entrou em contato para dizer que a companhia aérea vai ressarcir todos os gastos do transporte da Mel e com as buscas pela cadelinha desaparecida.

— O William voltou a entrar em contato com a minha família para oferecer outro cachorro para substituir. Ele parece querer encerrar o caso dessa forma.

Mel teria fugido antes de viagemMel teria fugido antes de viagem Foto: Arquivo pessoal

Procurada, a TAM negou que tenha oferecido um novo animal de estimação para substituir Mel e divulgou a seguinte nota de esclarecimento:

“A TAM Linhas Aéreas se sensibiliza com o ocorrido e informa que empreende todos os esforços para localizar a cachorra Mel a fim de devolvê-la a sua dona. A companhia está em contato com a cliente para prestar esclarecimentos sobre o caso. A TAM reforça que pratica controles rígidos para aceitação e transporte de animais a bordo e preza pela integridade física, pela saúde e pela segurança” .

Leia mais: http://extra.globo.com/noticias/economia/tam-perde-cadela-antes-de-viagem-oferece-outro-animal-de-estimacao-dona-15233010.html#ixzz3RX0DidZE

Dona de cães agredidos fala sobre atitude de ex-noivo, com quem se casaria em junho: ‘Momento muito difícil’

A produtora Ninna Mandin, de 26 anos, resume a situação que vem passando em apenas três palavras: “momento muito difícil”. Esse período começou na semana passada, quando flagrou em vídeo o então noivo Rafael Hermida Fonseca, de 34 anos – com quem se casaria no dia 4 de junho deste ano -, agredindo suas cadelas de estimação, Gucci e Victoria. As imagens foram postadas no perfil da jovem no Facebook e o agressor, denunciado por Ninna na 16ª DP (Barra da Tijuca). Segundo a Polícia Civil, Rafael é esperado para prestar depoimento nesta terça-feira. Amigos dizem que ele desapareceu após os vídeos serem divulgados.

– É um momento muito difícil. Minha confiança foi traída. Estou bem abalada. Estava com o casamento marcado para 4 de junho. É muito difícil para mim falar. Não sei o que esperar. Estou com medo. Estou tentando de tudo para proteger a mim, às minhas filhas (as duas cadelas) e à minha família. É um momento muito difícil – disse Ninna, por telefone.

Ninna posa com filhotes da raça buldogue francês Foto: Reprodução do Instagram

Ela contou que nunca havia desconfiado das atitudes de Rafael:

– Na minha frente, ele tratava as duas superbem, pegava no colo. Mas elas tinham muito medo dele.

O temor das cachorras – ambas da raça buldogue francês – e os machucados que as duas começaram a apresentar foram acendo a luz de alerta na cabeça de Ninna. A produtora disse que o veterinário não conseguia descobrir a origem dos machucados. Mas as lesões continuavam aparecendo e, em dezembro, Gucci e Victoria tiveram que ficar internadas.

– Eu vi que tudo aquilo não podia ser à toa. Precisava comprovar – contou Ninna.

A produtora, então, instalou as câmeras que filmaram a agressão.

– Ver essas imagens passando toda hora… Mas não me arrependo. Vou até o fim para vê-lo punido pela Justiça – afirmou ela.

Com o fim do noivado e o afastamento de Rafael, as cachorras – elas são mãe e filha: Gucci tem 4 anos e Victoria, apenas 9 meses – estão apresentando um comportamento mais tranquilo, segundo Ninna:

– Elas estão dormindo bastante. Claro que não posso ter certeza, mas a impressão que tenho é que estão mais tranquilas.

Os vídeos de Rafael agredindo as cadelas foram postados por Ninna no último sábado e logo começaram a ser compartilhados. Ambos já foram visualizados quase 300 mil vezes.

Em nota, a Polícia Civil informou que "o caso foi registrado na 16ª DP (Barra da Tijuca) como crime de maus tratos. A dona dos animais foi ouvida na unidade policial. As imagens estão sendo analisadas pela polícia. O acusado da agressão foi intimado e seu depoimento está previsto para esta terça-feira, na delegacia. As investigações estão em andamento para apurar o fato."

Agradecimento

Neste domingo, Ninna postou um vídeo de agradecimento pelo apoio recebido após divulgar imagens da agressão.

– Só para mostrar que está tudo bem. Estamos bem. Muito obrigada mesmo por todo o carinho, todo o apoio, tudo. Vai dar tudo certo – diz a produtora nas imagens.

Ninna agradece ao apoio recebido Foto: Reprodução do Instagram

Numa mensagem que acompanha o vídeo, a jovem agradece o apoio da apresentadora Luisa Mell, defensora dos animais que compartilhou os vídeos da agressão, e diz que confia na Justiça: “Oi pessoal. Estamos bem, minhas meninas estão bem e não temos como agradecer todo apoio que estamos tendo.

Muito obrigada por tudo!!!! @luisamell não tenho palavras pra você. Você é sensacional, é uma pessoa muito do bem que ajuda a todos. Muito obrigada por estar do meu lado e nos ajudando! Estamos mandando a todos nosso amor é nosso agradecimento. A justiça será feita!!!!”.

Leia mais: http://extra.globo.com/casos-de-policia/dona-de-caes-agredidos-fala-sobre-atitude-de-ex-noivo-com-quem-se-casaria-em-junho-momento-muito-dificil-rv1-1-15284399.html#ixzz3RMTO1jsP

Animais sofrem queimaduras por causa do calor em São Paulo

São Paulo vive um dos verões mais quentes da história e quem mais sofre com o calor são os animais. Nesta época, os atendimentos nos hospitais veterinários por causa de queimaduras, tanto solares quanto de contato com o chão quente, chegaram a aumentar 40%. Acompanhe na matéria.

LINK E VIDEO DA REPORTAGEM DO R7:http://noticias.r7.com/fala-brasil/videos/animais-de-estimacao-sofrem-queimaduras-por-causa-do-calor-em-sao-paulo-24012015

Cachorra ajuda garoto autista a ganhar mais confiança

Antes de ter a companhia da cadela Araminta, Jacob raramente sorria e não tinha amigos.

Os cachorros são importantes para muitas pessoas e, em algumas situações, eles são mais do que apenas companheiros. Como é o caso da cachorra de serviço Araminta, que transformou a vida de Jacob, um garoto autista que ganhou mais confiança e alegria.

Jacob se tornou mais confiante com a ajuda da cachorra Araminta. (Foto: Reprodução / Daily Mail)

Jacob Owens tem 8 anos de idade e mora na cidade de Peterborough, na Inglaterra. O menino sofre com uma forma severa de autismo que faz com que ele tenha dificuldade de se comunicar ou expressar seus sentimentos de uma maneira que seja entendida pelos outros.

Durante anos, Jacob raramente sorria e não tinha amigos. Até mesmo uma atividade simples como ir a pequenas lojas da região podiam resultar em uma grande agonia.

Por causa da dificuldade de interagir com pessoas desconhecidas, ele foi ficando cada vez mais solitário. Sua mãe, Susan Owens, ficava com o coração partido ao ver seu filho tão triste e parecia que nada poderia ajuda-lo.

Mas tudo mudou em 2013, quando Susan entrou em contato com um grupo chamado Support Dogs. Através de seu Programa de Assistência aos Autistas, eles encontraram a cachorra Araminta, que tem o apelido de Minta, para ser o bicho de estimação da família.

Cachorros de assistência para autistas são especialmente treinados para ajudar crianças a se tornarem mais independentes e sociáveis de uma maneira segura.

Minta e Jacob se tornaram melhores amigos. (Foto: Reprodução / Daily Mail)

Em pouco tempo, Susan contou que a família toda notou a transformação de Jacob:

Quando Minta entrou para nossa família, nossas vidas mudaram e a mudança em Jacob foi fenomenal. Primeiro, foram as transformações que ela causou no dia-a-dia. Agora, quando nós vamos às compras ou queremos fazer um passeio em família, nós dizemos a Jacob que Minta quer ir e ele não fica estressado.

E Susan informou que a cachorra Minta também ajudou na socialização de Jacob:

Antes quando nós íamos a lugares públicos, Jacob queria ficar invisível. Ele ficava muito desconfortável quando alguém falava com ele, mas agora a
diferença é incrível. Se as pessoas falam com ele sobre Minta, ele fica feliz em falar com desconhecidos porque ele tem orgulho dela.

Fonte: Daily Mail

Leia mais: http://portaldodog.com.br/cachorros/noticias/cachorra-ajuda-garoto-autista-ganhar-mais-confianca/#ixzz3CAtYICXr

Bebedouro para cães é instalado no centro histórico de Botucatu

Bebedouro para cães é instalado no centro histórico de Botucatu

Equipamento se tornou alternativa para os animais driblarem o calor. Especialistas alertam que desidratação pode levar à morte.

Do G1 Bauru e Marília

Facebook

Bebedouro é opção de cães para driblar o calor
(Foto: Prefeitura de Botucatu/Divulgação)

As primeiras semanas do mês de janeiro têm sido de muito sol e poucas nuvens. Enquanto os moradores buscam alternativas para driblar o calor, um bebedouro para cães e gatos foi instalado em uma praça de Botucatu (SP) e se tornou uma alternativa de refresco para os animais de estimação da cidade.
O bebedouro está localizado na Praça Rubião Júnior, centro histórico de Botucatu que foi reformado e entregue no fim de setembro do ano passado. O equipamento é uma cuba de pia em inox com uma válvula que permite encher o recipiente automaticamente, igual a uma caixa acoplada de vaso sanitário.
De acordo com Darci da Silva, encarregado do setor de hidráulica da Secretaria de Obras de Botucatu e que desenvolveu o sistema, o esvaziamento do bebedouro ainda é feito manualmente ao girar um registro instalado ao lado. “Vamos aperfeiçoar o procedimento colocando uma válvula para que a pessoa possa pisar para trocar a água de maneira mais fácil”, explica. Ainda segundo o secretário, os moradores aprovaram a ideia e pedem para que os bebedouros sejam instalados em outras praças. “Já virou ponto turístico da cidade”, comenta.
Especialistas afirmam que a quantidade de água ideal para um cão beber por dia depende de seu peso. A proporção é de 28,35 gramas por quilo de peso corporal. Por exemplo: um cachorro de 7 kg deve ingerir, aproximadamente, 165 ml de água por dia, o que equivale a meia lata de refrigerante.
“Nos dias quentes, os cachorros irão beber mais água, assim como aqueles mais ativos, ou depois de um passeio ou sessão de exercícios. A desidratação pode levar à morte de um cão ou gato rapidamente. Mais de 24 horas sem água caracteriza um caso de urgência e necessita de cuidados veterinários”, afirma a médica veterinária do Canil Municipal de Botucatu, Selene Babboni.
Ela ainda recomenda a não passear com os cães nas horas mais quentes do dia, principalmente aqueles animais mais peludos ou de focinho curto. Cães podem ter dificuldade em eliminar o calor e passar mal se submetidos a esforços excessivos. “É preciso evitar o sol do meio-dia. As almofadinhas das patas (os coxins dos cães) também podem se queimar no chão quente, principalmente no asfalto, que atinge temperaturas elevadíssimas durante o calor. Já em casa, a água deve ser trocada pelo menos uma vez por dia e o pote limpo diariamente”, conclui.

Moradores levam animais no centro histórico da cidade (Foto: Prefeitura de Botucatu/Divulgação)

Cientista busca criar contraceptivo para cães e gatos para evitar cirurgia

Pesquisador de Harvard quer usar nova tecnologia de vacina em castração.

Organização americana financia pesquisas na área desde 2008.

Mariana Lenharo Do G1, em São Paulo

Pesquisador David Mooney com seus dois
cachorros: cientista busca contraceptivos para cães
e gatos (Foto: David Mooney/Arquivo pessoal)

Um cientista da Universidade Harvard que tem se dedicado ao desenvolvimento de uma vacina que visa prevenir o surgimento de câncer resolveu ampliar sua área de atuação. A partir de agora, vai buscar uma vacina capaz de funcionar como método contraceptivo permanente para cães e gatos. A ideia é que a estratégia possa substituir a cirurgia de castração, muito cara e invasiva.
O bioengenheiro David Mooney, professor da Escola de Engenharia e Ciências Aplicadas e membro do Instituto Wyss de Engenharia Inspirada pela Biologia da Universidade Harvard, acaba de receber um financiamento de US$ 700 mil de uma organização não-governamental para trabalhar no projeto.
“Eu tenho cachorros e gostaria de ter uma alternativa à cirurgia para castrar os animais”, disse Mooney, em entrevista por e-mail. Mas, além de seu amor pelos bichos, o cientista tem uma outra motivação: o projeto também pode ajudá-lo no desenvolvimento da vacina contra câncer. “Também estamos interessados em explorar diferentes aplicações para nossas tecnologias de vacinas, e esta é uma aplicação muito interessante.”
Por que ainda não há contraceptivos caninos?

Vacina contra câncer implantável: ideia é usar mesma tecnologia de vacina em desenvolvimento contra câncer em vacina contraceptiva para cães e gatos (Foto: Molly Aiken/Divulgação)

Mas, se os anticoncepcionais para humanos começaram a se popularizar em forma de pílulas já na década de 1960, por que ainda não há contraceptivos caninos ou felinos? Mooney esclarece que o princípio da contracepção em animais é bastante similar ao dos humanos. O problema é que, no caso dos animais, é preferível adotar um contraceptivo permanente, em vez dos métodos temporários geralmente adotados pelos humanos.
“Seria muito difícil dar contraceptivos orais temporários para animais, e praticamente impossível para animais de rua. Por isso, a abordagem humana para contracepção poderia funcionar para os animais em uma perspectiva científica, mas não é prática”, diz Mooney. “Por essa razão, a cirurgia é usada em animais, mas ela é muito difícil e cara para se fazer em cães e gatos de rua. Uma contracepção permanente obtida a partir de uma vacina seria muito mais viável.”

Cachorro do esquisador David Mooney: o amor pelos cães foi uma das motivações para pesquisar
contraceptivo (Foto: David Mooney/Arquivo pessoal)

Anticorpos contra reprodução
A estratégia a ser adotada por Mooney e sua equipe envolve o hormônio liberador de gonadotrofina (GnRH), que regula a liberação de hormônios que controlam a reprodução, tanto em machos como em fêmeas. A ideia é usar a tecnologia das vacinas de imunoterapia – já em desenvolvimento contra o câncer – para estimular o sistema imunológico do animal a produzir anticorpos contra o GnRH, inibindo o processo reprodutivo.
Seu projeto para encontrar uma vacina contra o câncer ainda está em um estágio muito precoce, segundo ele. Mas o objetivo é estimular o sistema imunológico a atacar as células cancerígenas e fazer o indivíduo desenvolver uma resistência contra elas.
Ele enfatiza que a tecnologia usada para os dois projetos é bem parecida. "Nos dois casos, precisamos carregar o antígeno e ativar um grande número de células imunes chamadas ‘células apresentadoras de antígeno’ para gerar uma resposta imunológica efetiva."
ONG quer fim de animais sacrificados
A iniciativa é financiada por uma ONG americana que busca reduzir o número de animais sacrificados em abrigos. A ONG Michelson Found Animals Foundation já destinou US$ 14 milhões em financiamento de pesquisas com o objetivo de criar um anticoncepcional para cães e gatos.
A organização também vai pagar US$ 25 milhões para a primeira instituição que conseguir um método anticoncepcional não invasivo, que seja permanente e que tenha baixo custo.